Questão de Engenharia de Software — Geral — FGV 2025
Engenharia de Software›Geral
Código
fg169122
Banca
FGV
Órgão
ALEAM
Ano
2025
Cargo
Ana Leg ( )
Para o desenvolvimento de um sistema de interface com o público, em que a equipe de Análise de Sistemas precisa clarear os requisitos de usabilidade e garantir que o design da tela atenda às expectativas dos usuários finais, utiliza-se um modelo que rapidamente constrói uma versão preliminar do sistema. O principal propósito da utilização do Modelo de Prototipação no desenvolvimento de software é
Agarantir a integridade da base de código usando TD
Bobter feedback rápido do cliente sobre a interface e os requisitos, reduzindo a incerteza inicial.
Cfinalizar toda a documentação de arquitetura antes de iniciar qualquer codificação.
Dintegrar código em um repositório central várias vezes por dia.
Egerenciar o fluxo contínuo de trabalho através da limitação de WIP.
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GabaritoB — obter feedback rápido do cliente sobre a interface e os requisitos, reduzindo a incerteza inicial.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Prototipação: o modelo que clareia requisitos com feedback rápido
Gabarito: letra B. O principal propósito do Modelo de Prototipação é obter feedback rápido do cliente sobre a interface e os requisitos, reduzindo a incerteza inicial — exatamente o que a alternativa B afirma. A prototipação constrói uma versão preliminar (o protótipo) para que os usuários avaliem e refinem os requisitos antes do desenvolvimento completo, conforme o paradigma descrito por Pressman e Sommerville.
A prototipação é um modelo evolucionário de processo de software, ou seja, um modelo iterativo que desenvolve versões cada vez mais completas do sistema. Ela parte de uma implementação inicial, expõe o resultado aos comentários do usuário e refina esse resultado por meio de diversas versões, até que se desenvolva um sistema adequado. O ponto central é que o protótipo — uma versão inicial do software, usada para demonstrar conceitos, experimentar opções de projeto e descobrir mais sobre o problema — serve como mecanismo para identificar os requisitos, especialmente quando eles estão obscuros ou mal definidos.
O fluxo da prototipação começa com a comunicação: reunião com os envolvidos para definir objetivos gerais e identificar requisitos já conhecidos e áreas que precisam de definição mais ampla. Em seguida, planeja-se rapidamente uma iteração e faz-se a modelagem na forma de um "projeto rápido", que se concentra nos aspectos visíveis ao usuário (como layout da interface ou formatos de exibição). Esse projeto rápido leva à construção do protótipo, que é entregue e avaliado pelos envolvidos. O feedback fornecido é usado para refinar os requisitos, e a iteração ocorre ajustando o protótipo às necessidades — é esse ciclo que reduz a incerteza inicial.
Na prática, um exemplo: uma equipe precisa desenvolver um sistema de caixa eletrônico. Em vez de especificar todos os requisitos no papel, ela constrói um protótipo da tela de saque com botões e campos simulados. O cliente testa, percebe que o fluxo de confirmação está confuso e pede alterações. Esse retorno rápido evita que o erro se propague para o desenvolvimento completo. O protótipo pode até ser não executável — maquetes em papel da interface já são eficazes para refinar o projeto — ou apenas a interface, como no protótipo "Mágico de Oz".
A prototipação se distingue de outros modelos por seu foco em aprender fazendo: enquanto o modelo cascata exige requisitos completos antes de codificar, a prototipação aceita a incerteza e a reduz por tentativa e erro com o usuário. É por isso que ela é especialmente útil em sistemas de interface com o público, como o do enunciado, onde a usabilidade e as expectativas dos usuários são centrais.
A banca explora a confusão entre prototipação e outras práticas de desenvolvimento, como TDD, integração contínua e Kanban. O critério decisivo é: a prototipação existe para clarear requisitos por meio de feedback do usuário sobre uma versão preliminar — não para garantir qualidade de código, documentar arquitetura, integrar código ou gerenciar fluxo de trabalho. Guarde essa fronteira: é nela que as alternativas se dividem.
1Comunicação
2Projeto rápido
3Construção do protótipo
4Avaliação e feedback
5Refinamento dos requisitos
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Garantir a integridade da base de código usando TDD (Test-Driven Development) é uma prática de desenvolvimento ágil focada em qualidade de código e testes, não um propósito da prototipação. A prototipação não se preocupa primariamente com a integridade do código — pelo contrário, uma de suas desvantagens é justamente a degradação da estrutura do sistema e padrões de qualidade relaxados, pois o foco é o aprendizado sobre requisitos.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição clássica do propósito da prototipação. O protótipo é entregue aos envolvidos, que fornecem feedback usado para refinar os requisitos, reduzindo a incerteza inicial sobre o que deve ser construído. O enunciado descreve exatamente esse cenário: clarear requisitos de usabilidade e garantir que o design atenda às expectativas dos usuários finais — o que a prototipação faz ao permitir que o usuário "veja" o sistema antes de ele estar pronto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Finalizar toda a documentação de arquitetura antes de iniciar qualquer codificação é característica do modelo cascata, que é sequencial e exige que cada fase termine antes da próxima começar. A prototipação, ao contrário, é iterativa e não exige documentação completa — inclusive, uma de suas desvantagens é ser não documentada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Integrar código em um repositório central várias vezes por dia é uma prática de integração contínua, comum em metodologias ágeis como XP e Scrum. Não tem relação com o propósito da prototipação, que é o clareamento de requisitos por meio de feedback.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Gerenciar o fluxo contínuo de trabalho através da limitação de WIP (Work In Progress) é um princípio do Kanban, um método ágil de gestão de fluxo. A prototipação não trata de gestão de fluxo, mas sim de desenvolvimento evolucionário com foco em requisitos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura práticas de metodologias ágeis (TDD, integração contínua, Kanban) com o modelo de prototipação. O candidato que conhece bem Scrum e XP pode se confundir, mas a prototipação é um modelo de processo evolucionário, não uma prática ágil específica. O foco dela é o feedback do usuário sobre uma versão preliminar — lembre-se disso e elimine as alternativas que falam de código, documentação ou fluxo de trabalho.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre modelos de processo, identifique a palavra-chave que aponta o modelo: "feedback rápido do cliente" e "versão preliminar" → prototipação; "sequencial" e "fases" → cascata; "análise de risco" → espiral; "entregas incrementais" → incremental. Essa associação direta resolve a maioria das questões de reconhecimento.