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Questão de Saúde Pública — Epidemiologia e Saúde Coletiva — CEPS-UFPA 2021

Saúde PúblicaEpidemiologia e Saúde Coletiva
Código
gp009049
Banca
CEPS-UFPA
Órgão
UFPA
Ano
2021
Cargo
CEPS - - Residência Multiprofissional - Enfermagem Obstétrica
Apesar de já haver importante redução dos óbitos infantis no Brasil, ainda existem grandesdesigualdades regionais. As regiões Norte e Nordeste, devido às condições sociais desfavoráveis, aindamantêm índices elevados. Segundo Brasil (2011), o cuidado com a saúde do recém-nascido (RN) temimportância fundamental para a redução da mortalidade infantil. A análise das condições de nascimentoe de morte das crianças é necessária para orientar as ações dos serviços de saúde e alcançarpatamares desejáveis de saúde para a população brasileira. De acordo com Brasil (2011), é corretoafirmar:
  1. AA mortalidade neonatal tardia, entre 7 e 28 dias de vida, representa cerca de 60 a 70% da mortalidadeinfantil e, portanto, maiores avanços na saúde da criança brasileira requerem maior atenção à saúde doRN.
  2. BAs afecções perinatais representam a causa mais frequente de morte no primeiro ano de vida e demorte de crianças menores de cinco anos. O número elevado de mortes por asfixia intraparto, sobretudode crianças com peso adequado ao nascer e em gravidez de baixo risco, demonstra o grande potencialde evitabilidade dessas mortes.
  3. CO óbito fetal, morte fetal ou perda fetal ocorrem em circunstâncias semelhantes à morte neonatalprecoce e contribuem para a manutenção de taxas elevadas da mortalidade perinatal. Devido a isso, oBrasil já incorporou o óbito fetal por causas evitáveis no cotidiano do trabalho e análise em saúde.
  4. DSobre a vigilância à saúde do recém-nascido, dentre as ações que devem ser desenvolvidas pelosserviços, pode-se afirmar que o recém-nascido de alto risco deverá ter acompanhamento apenas emambulatório de atenção especializada.
  5. EA Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e a Redução da Mortalidade Infantilsugere os seguintes critérios para identificação do RN de risco: baixo nível socioeconômico, história demorte de criança menor de 1 ano na família, mãe adolescente (< 16 nos), recém-nascido pré-termo (<35 semanas), recém-nascido com baixo peso ao nascer (< 2.500g), mãe com baixa instrução (< 3 anosde estudo).
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GabaritoB — As afecções perinatais representam a causa mais frequente de morte no primeiro ano de vida e de morte de crianças menores de cinco anos. O número elevado de mortes por asfixia intraparto, sobretudo de crianças com peso adequado ao nascer e em gravidez de baixo risco, demonstra o grande potencial de evitabilidade dessas mortes.

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