Questão de História — História do Brasil — Marinha 2026
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- gp013509
- Banca
- Marinha
- Órgão
- MARINHA
- Ano
- 2026
- Cargo
- Professor EBTT - História
No capítulo “Anos de Confiança”, de sua obra Brasil: deGetúlio a Castelo, Thomas Skidmore analisa as tensões econômicas que marcaram a segunda metade do governoKubitschek, especificamente o conflito entre as metasdesenvolvimentistas e a necessidade de estabilização monetária. Sobre o episódio da ruptura do Brasil com oFundo Monetário Internacional (FMI) em 1959, analise otrecho a seguir: “O conflito entre o Programa de Metas e a estabilizaçãoera, portanto, inevitável.” (Skidmore, 2010, p. 218). Segundo a análise de Skidmore, a ruptura de JuscelinoKubitschek (JK) com o FMI e o abandono do plano deestabilização (Plano Lucas Lopes-Campos) devem sercompreendidos como:
- Auma imposição dos militares nacionalistas e daesquerda radical do Partido Trabalhista Brasileiro,que, ameaçando a estabilidade do regime, forçaramum relutante Kubitschek a demitir seus ministrosconservadores e adotar uma política de confrontoexterno que ele pessoalmente rejeitava.
- Bum erro de cálculo político que custou a JK o apoio daburguesia industrial paulista e do Partido SocialDemocrático, isolando-o politicamente no final domandato e levando ao cancelamento dosinvestimentos estrangeiros na indústriaautomobilística.
- Cuma estratégia arrojada do presidente para desviar aopinião pública da elevação da inflação interna,atribuindo a culpa à má vontade externa, visandopreservar sua popularidade pessoal e preparar oterreno para seu retorno à presidência nas eleiçõesde 1965.
- Duma medida puramente técnica, recomendada peloConselho Nacional de Economia, pois a economiabrasileira já havia atingido um superávit cambialsuficiente para dispensar os empréstimosinternacionais e financiar Brasília apenas comrecursos do Tesouro.
- Eo resultado da pressão direta do governo norte-americano (Administração Eisenhower), que preferiaver o Brasil romper com o FMI a ter que financiar aestatal Petrobras, cujas diretrizes nacionalistasdesagradavam os investidores estrangeiros.