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Questão de Banco de Dados — Modelagem de dados — FGV 2026

Banco de DadosModelagem de dados
Código
gp018299
Banca
FGV
Órgão
TJ-SC
Ano
2026
Cargo
Analista de Sistemas
No contexto da modelagem de dados relacional, analise asafirmativas a seguir e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa. ( ) As tabelas são representações das relações, sendo que aslinhas (ou tuplas) correspondem aos registros, enquanto ascolunas correspondem aos atributos. ( ) Quando se fixa que certo campo só pode aceitar valoresnuméricos, trata-se de uma restrição de entidade.( ) A forma normal que elimina a dependência transitiva é aterceira forma normal.( ) Uma entidade é considerada forte quando utiliza uma chaveprimária composta formada pela chave primária de outraentidade e um atributo discriminador (chave parcial). As afirmativas são, respectivamente,
  1. AV – F – V – F.
  2. BF – V – V – F.
  3. CV – V – F – V.
  4. DF – F – V – V.
  5. EV – F – F – F.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — V – F – V – F.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modelagem de dados relacional: conceitos, restrições e normalização

Gabarito: letra A — a sequência correta é V – F – V – F. A primeira afirmativa está correta (tabelas = relações, linhas = tuplas/registros, colunas = atributos); a segunda é falsa, pois a restrição de domínio (tipo de dado) não é uma restrição de entidade; a terceira está correta (a 3FN elimina a dependência transitiva); e a quarta é falsa, pois descreve uma entidade fraca, não uma entidade forte.

No modelo relacional, o conceito central é o de relação, que informalmente corresponde a uma tabela. Cada tabela é composta por linhas (chamadas de tuplas ou registros) e colunas (chamadas de atributos ou campos). Essa terminologia vem da teoria matemática de conjuntos: uma relação é um subconjunto do produto cartesiano de domínios, e cada tupla é um elemento desse subconjunto. Na prática, cada linha representa uma ocorrência de uma entidade do mundo real, e cada coluna representa uma propriedade (atributo) dessa entidade. Essa é a base do modelo relacional, proposto por Edgar Codd em 1970, e é exatamente o que a primeira afirmativa descreve.

As restrições de integridade são regras que garantem a exatidão e a consistência dos dados. Existem vários tipos, e a banca explora justamente a confusão entre eles. A restrição de domínio define o conjunto de valores válidos para um atributo (por exemplo, um campo que só aceita valores numéricos). A restrição de entidade (ou integridade de entidade) garante que a chave primária não pode ser nula e deve identificar unicamente cada tupla. A restrição de integridade referencial garante que uma chave estrangeira deve corresponder a uma chave primária existente em outra tabela (ou ser nula). A segunda afirmativa troca a restrição de domínio pela de entidade — um erro clássico.

A normalização é um processo que organiza os dados para reduzir redundâncias e anomalias. A primeira forma normal (1FN) exige que os atributos sejam atômicos (indivisíveis). A segunda forma normal (2FN) exige que a tabela esteja na 1FN e que cada atributo não-chave dependa da chave primária inteira (elimina a dependência parcial). A terceira forma normal (3FN) exige que a tabela esteja na 2FN e que não haja dependência transitiva, ou seja, que um atributo não-chave não dependa de outro atributo não-chave. A terceira afirmativa está correta ao afirmar que a 3FN elimina a dependência transitiva.

No modelo entidade-relacionamento, as entidades podem ser fortes ou fracas. Uma entidade forte possui existência independente e é identificada por sua própria chave primária. Uma entidade fraca depende de outra entidade (a entidade proprietária) para existir e é identificada pela combinação da chave primária da entidade proprietária com um atributo discriminador (ou chave parcial). A quarta afirmativa descreve exatamente uma entidade fraca, mas a classifica como forte — outra inversão clássica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter os conceitos de restrição de integridade e de entidade forte/fraca. Na segunda afirmativa, ela troca a restrição de domínio (tipo de dado) pela restrição de entidade (chave primária não nula). Na quarta, ela descreve a entidade fraca (chave primária composta com chave parcial) e a chama de forte. Fique atento a essas inversões — com treino, você as reconhece de longe 💪.

Afirmativa 1 — ✅ Verdadeira

A afirmativa está correta. No modelo relacional, uma tabela é a representação de uma relação. As linhas (ou tuplas) correspondem aos registros, e as colunas correspondem aos atributos. Essa é a terminologia fundamental do modelo, e a afirmativa a descreve com precisão.

Afirmativa 2 — ❌ Falsa

A afirmativa está incorreta. A restrição que define que um campo só aceita valores numéricos é a restrição de domínio (ou integridade de domínio), que especifica o tipo de dado permitido para um atributo. A restrição de entidade (ou integridade de entidade) é outra: ela garante que a chave primária não pode ser nula e deve identificar unicamente cada tupla. A banca trocou os conceitos.

Afirmativa 3 — ✅ Verdadeira

A afirmativa está correta. A terceira forma normal (3FN) é a forma normal que elimina a dependência transitiva. Para estar na 3FN, a tabela deve estar na 2FN e nenhum atributo não-chave pode depender de outro atributo não-chave. Essa é a definição clássica.

Afirmativa 4 — ❌ Falsa

A afirmativa está incorreta. A descrição apresentada — entidade que utiliza uma chave primária composta formada pela chave primária de outra entidade e um atributo discriminador (chave parcial) — é a definição de entidade fraca, não de entidade forte. Uma entidade forte possui existência independente e é identificada por sua própria chave primária, sem depender de outra entidade.

Conclusão: Corretas: 1ª e 3ª afirmativas → portanto a alternativa é a letra A (V – F – V – F).

Gabarito: letra A

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