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Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2022

PortuguêsSintaxe
Código
gp029054
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Erechim - RS
Ano
2022
Cargo
Administrador

Imagem associada para resolução da questão

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(Disponível em: Revista Exame – 10/06/2022 – https://exame.com/colunistas/o-que-te-motiva/e-amarca-virou-hit-a-jornada-de-uma-empreendedora-de-sucesso/ – texto especialmente adaptado para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta função sintática da oração destacada a seguir: “Tudo que eu olhava e achava que ia vender, eu vendia”.
  1. ASujeito.
  2. BObjeto Direto.
  3. CAdjunto Adnominal.
  4. DAdjunto Adverbial.
  5. EComplemento Nominal.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Objeto Direto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática da oração destacada em "Tudo que eu olhava e achava que ia vender, eu vendia"

Gabarito: letra B. A oração destacada — "que eu olhava e achava que ia vender" — exerce função de objeto direto do verbo "vendia", pois completa o sentido desse verbo transitivo direto sem preposição, podendo ser substituída por "isso": "Tudo isso eu vendia". A banca cobra a identificação de uma oração subordinada substantiva objetiva direta, introduzida pelo pronome relativo "que" (retomando "tudo"), e a pegadinha está em confundir essa oração com adjunto adverbial ou com oração adjetiva.

Como resolver

Primeiro, identifique o verbo da oração principal: "vendia". Pergunte: o que eu vendia? A resposta é exatamente a oração destacada: "tudo que eu olhava e achava que ia vender". Esse é o objeto direto — o complemento verbal que se liga ao verbo sem preposição.

A oração destacada é introduzida por "que", que aqui funciona como pronome relativo (equivale a "o qual"), retomando o pronome indefinido "tudo". Ela é uma oração subordinada adjetiva restritiva? Não! Cuidado: a oração adjetiva restritiva restringe o antecedente, mas aqui a oração integra o sentido do verbo "vendia" — ela é o termo que completa a predicação verbal. Por isso, classifica-se como oração subordinada substantiva objetiva direta.

PEGA ESSA DICA!

Para distinguir oração substantiva de adjetiva, substitua a oração por "isso" ou por um substantivo. Se a frase continuar com sentido, é substantiva. Ex.: "Tudo isso eu vendia" — perfeito. Já a oração adjetiva pode ser retirada sem prejuízo essencial: "Tudo eu vendia" (mudaria o sentido, mas a estrutura se mantém). Aqui, a oração é essencial ao verbo.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Sujeito é o termo sobre o qual se declara algo, geralmente antes do verbo e concordando com ele. Na frase, o sujeito de "vendia" é "eu" (oculto/desinencial), não a oração destacada. A oração não pratica a ação de vender; ela é o alvo da venda. A banca tenta atrair quem confunde o termo que vem antes do verbo com sujeito, mas aqui o "tudo que..." é o objeto anteposto.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A oração destacada é objeto direto do verbo "vendia". Prova: substitua por "isso" — "Tudo isso eu vendia". O verbo "vender" é transitivo direto (vende-se algo), e o complemento vem sem preposição. A oração exerce exatamente a função de um substantivo (objeto direto), caracterizando uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Adjunto adnominal é um termo acessório que caracteriza um substantivo (ex.: "o livro novo"). A oração destacada não caracteriza "tudo" como um adjetivo; ela completa o sentido do verbo. Além disso, adjunto adnominal não é introduzido por pronome relativo com função de objeto. A confusão surge porque "que" pode iniciar oração adjetiva, mas aqui ele é parte do objeto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Adjunto adverbial indica circunstância (tempo, lugar, modo, etc.) e é termo acessório. A oração destacada não traz circunstância alguma; ela responde à pergunta "o quê?" (objeto), não "quando?", "onde?", "como?". A presença do verbo "olhava" pode sugerir ideia de tempo/lugar, mas a oração como um todo é o complemento verbal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), sempre com preposição. Aqui, a oração completa o sentido de um verbo ("vendia"), não de um nome. Portanto, não pode ser complemento nominal. A banca tenta confundir quem não distingue complemento verbal de complemento nominal.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a dupla função do "que" (pronome relativo × conjunção integrante). Muitos candidatos veem "que" e pensam em oração adjetiva (adjunto adnominal), mas o teste do "isso" resolve: se a oração vira o objeto do verbo, é substantiva objetiva direta.

Conclusão: A oração destacada é objeto direto do verbo "vendia", pois completa seu sentido sem preposição e pode ser substituída por "isso". Gabarito: letra B.

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