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Questão de Direito Previdenciário — Benefícios em Espécie — FGV 2026

Direito PrevidenciárioBenefícios em Espécie
Código
gp032113
Banca
FGV
Órgão
TJ-BA
Ano
2026
Cargo
Juiz Leigo
João, representante comercial, era casado com Maria há trêsdécadas. Paralelamente ao casamento, manteve, nas últimas duasdécadas, união com Joana, em outra cidade, aparentando perantea coletividade local que formavam uma família. Com o falecimento de João, tanto Maria como Joana, quedesconheciam a existência uma da outra, requereram orecebimento de pensão por morte à entidade governamentalcompetente, por entenderem estar amparadas pela ordemconstitucional. Na situação descrita, é correto afirmar que
  1. Asomente decorrem direitos da união estável após suaconversão em casamento; logo, Joana não faz jus ao benefícioprevidenciário.
  2. BJoana e Maria fazem jus à pensão por morte, de modoproporcional ao lapso temporal durante o qual cada umapermaneceu com João.
  3. CJoana não faz jus à pensão por morte, pois o concubinato nãose equipara, para fins de proteção estatal, às uniões afetivasresultantes do casamento e da união estável.
  4. DJoana somente faria jus à pensão por morte caso a uniãoestável que mantinha com João tivesse se estendido por lapsotemporal maior que o do casamento com Maria.
  5. Ecomo os deveres de fidelidade e de monogamia não têmestatura constitucional, Joana, por força da isonomia, faz jus àpensão por morte em igualdade de condições com Maria.
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GabaritoC — Joana não faz jus à pensão por morte, pois o concubinato não se equipara, para fins de proteção estatal, às uniões afetivas resultantes do casamento e da união estável.

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