Questão de Biologia — Qualidade de vida das populações humanas — FUNDATEC 2022
- Código
- gp037019
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Erechim - RS
- Ano
- 2022
- Cargo
- Biólogo
- ACachorros.
- BGatos.
- CMorcegos.
- DRatos.
- EPombos.
GabaritoA — Cachorros.
Gabarito: letra A. No ambiente urbano, os principais reservatórios e fonte de infecção da leishmaniose visceral são os cachorros (cães domésticos), conforme o Ministério da Saúde e a literatura de parasitologia. O cão é o reservatório doméstico por excelência, pois abriga o protozoário Leishmania chagasi sem necessariamente adoecer, servindo de fonte contínua para o mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis) transmitir a doença aos humanos.
A leishmaniose visceral (também chamada de calazar) é uma protozoonose crônica e sistêmica causada por protozoários do gênero Leishmania — no Brasil, principalmente a Leishmania chagasi (sinônimo de L. infantum). O ciclo envolve o vetor (mosquito-palha), o hospedeiro humano e os reservatórios. No ambiente silvestre, os reservatórios são marsupiais e raposas; no ambiente urbano, o cão doméstico assume esse papel central. Isso ocorre porque o cão vive em estreito contato com os humanos, mantém o parasito na pele e no sangue por longos períodos e é altamente atrativo para o vetor, que se alimenta de sangue. O controle da doença no meio urbano passa, portanto, pelo manejo dos cães infectados e pelo combate ao vetor.
A banca explora a confusão entre os reservatórios de diferentes doenças: enquanto a leptospirose tem os ratos como principais reservatórios urbanos, a leishmaniose visceral tem os cães. Gatos, morcegos e pombos não são considerados reservatórios relevantes para a leishmaniose visceral no ambiente urbano.
Os cães domésticos são os principais reservatórios urbanos da leishmaniose visceral. O Ministério da Saúde e a literatura especializada apontam o cão como a principal fonte de infecção para o vetor no ambiente urbano, sendo alvo de medidas de controle como eutanásia de animais soropositivos em áreas endêmicas (embora essa prática seja controversa e debatida). O quadro de consulta do material de apoio confirma: na prevenção da leishmaniose visceral, o controle dos reservatórios naturais é feito "geralmente cães".
Os gatos não são considerados reservatórios primários da leishmaniose visceral. Embora possam ser infectados experimentalmente ou ocasionalmente, não têm papel epidemiológico relevante na manutenção do ciclo urbano da doença. A banca incluiu o gato como distrator, pois é um animal doméstico comum, mas a literatura não o aponta como fonte principal de infecção.
Os morcegos não são reservatórios da leishmaniose visceral. Eles são reservatórios de outras zoonoses, como a raiva (conforme o material de apoio, que cita morcegos como reservatórios da raiva). A confusão aqui é entre diferentes doenças transmitidas por animais silvestres.
Os ratos são reservatórios urbanos da leptospirose, não da leishmaniose visceral. A leptospirose é causada por bactérias do gênero Leptospira, eliminadas na urina de roedores, contaminando água e solo. A banca troca o reservatório de uma doença pelo de outra — armadilha clássica.
Os pombos não têm relação com a leishmaniose visceral. São aves e não servem como reservatório para protozoários do gênero Leishmania. Podem estar associados a outras doenças, como criptococose (fungo), mas não a esta protozoonose.
A banca explora a confusão entre os reservatórios de doenças diferentes: enquanto a leptospirose tem os ratos como principais reservatórios urbanos, a leishmaniose visceral tem os cães. O candidato que associa "rato" a "doença urbana transmitida por animal" cai na letra D. Fique atento: cada doença tem seu reservatório específico — cão (leishmaniose), rato (leptospirose), morcego (raiva), pombo (criptococose). Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪.
Para fixar, monte uma tabela mental de zoonoses e seus reservatórios:
Doença | Reservatório urbano | Vetor/transmissão |
|---|---|---|
Leishmaniose visceral | Cão | Mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis) |
Leptospirose | Rato | Contato com urina/água contaminada |
Raiva | Cão/morcego | Mordida |
Criptococose | Pombo | Inalação de esporos |
Na prova, leia o enunciado com atenção: se a doença é leishmaniose, o reservatório urbano é o cão — não caia na pegadinha do rato.
Gabarito: letra A
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