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Questão de Biologia — Qualidade de vida das populações humanas — FUNDATEC 2022

BiologiaQualidade de vida das populações humanas
Código
gp037019
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Erechim - RS
Ano
2022
Cargo
Biólogo
“A leishmaniose visceral é uma protozoonose crônica, sistêmica, caracterizada emhumanos por febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia e anemia, entre outrasmanifestações. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos” (Ministérioda Saúde, 2016). No ambiente silvestre, os principais reservatórios são os marsupiais e as raposas,enquanto que, no ambiente urbano, o principais reservatórios e fonte de infecção são os:
  1. ACachorros.
  2. BGatos.
  3. CMorcegos.
  4. DRatos.
  5. EPombos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Cachorros.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Leishmaniose visceral: reservatórios urbanos

Gabarito: letra A. No ambiente urbano, os principais reservatórios e fonte de infecção da leishmaniose visceral são os cachorros (cães domésticos), conforme o Ministério da Saúde e a literatura de parasitologia. O cão é o reservatório doméstico por excelência, pois abriga o protozoário Leishmania chagasi sem necessariamente adoecer, servindo de fonte contínua para o mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis) transmitir a doença aos humanos.

A leishmaniose visceral (também chamada de calazar) é uma protozoonose crônica e sistêmica causada por protozoários do gênero Leishmania — no Brasil, principalmente a Leishmania chagasi (sinônimo de L. infantum). O ciclo envolve o vetor (mosquito-palha), o hospedeiro humano e os reservatórios. No ambiente silvestre, os reservatórios são marsupiais e raposas; no ambiente urbano, o cão doméstico assume esse papel central. Isso ocorre porque o cão vive em estreito contato com os humanos, mantém o parasito na pele e no sangue por longos períodos e é altamente atrativo para o vetor, que se alimenta de sangue. O controle da doença no meio urbano passa, portanto, pelo manejo dos cães infectados e pelo combate ao vetor.

A banca explora a confusão entre os reservatórios de diferentes doenças: enquanto a leptospirose tem os ratos como principais reservatórios urbanos, a leishmaniose visceral tem os cães. Gatos, morcegos e pombos não são considerados reservatórios relevantes para a leishmaniose visceral no ambiente urbano.

Leishmaniose visceral
  • 1Reservatórios
    • Ambiente silvestre
      • Marsupiais
      • Raposas
    • Ambiente urbano
      • Cães domésticos
  • 2Vetor
    • Mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis)
  • 3Agente etiológico
    • Leishmania chagasi (L. infantum)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Os cães domésticos são os principais reservatórios urbanos da leishmaniose visceral. O Ministério da Saúde e a literatura especializada apontam o cão como a principal fonte de infecção para o vetor no ambiente urbano, sendo alvo de medidas de controle como eutanásia de animais soropositivos em áreas endêmicas (embora essa prática seja controversa e debatida). O quadro de consulta do material de apoio confirma: na prevenção da leishmaniose visceral, o controle dos reservatórios naturais é feito "geralmente cães".

Alternativa B — ❌ Incorreta

Os gatos não são considerados reservatórios primários da leishmaniose visceral. Embora possam ser infectados experimentalmente ou ocasionalmente, não têm papel epidemiológico relevante na manutenção do ciclo urbano da doença. A banca incluiu o gato como distrator, pois é um animal doméstico comum, mas a literatura não o aponta como fonte principal de infecção.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Os morcegos não são reservatórios da leishmaniose visceral. Eles são reservatórios de outras zoonoses, como a raiva (conforme o material de apoio, que cita morcegos como reservatórios da raiva). A confusão aqui é entre diferentes doenças transmitidas por animais silvestres.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Os ratos são reservatórios urbanos da leptospirose, não da leishmaniose visceral. A leptospirose é causada por bactérias do gênero Leptospira, eliminadas na urina de roedores, contaminando água e solo. A banca troca o reservatório de uma doença pelo de outra — armadilha clássica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Os pombos não têm relação com a leishmaniose visceral. São aves e não servem como reservatório para protozoários do gênero Leishmania. Podem estar associados a outras doenças, como criptococose (fungo), mas não a esta protozoonose.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os reservatórios de doenças diferentes: enquanto a leptospirose tem os ratos como principais reservatórios urbanos, a leishmaniose visceral tem os cães. O candidato que associa "rato" a "doença urbana transmitida por animal" cai na letra D. Fique atento: cada doença tem seu reservatório específico — cão (leishmaniose), rato (leptospirose), morcego (raiva), pombo (criptococose). Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte uma tabela mental de zoonoses e seus reservatórios:

Doença

Reservatório urbano

Vetor/transmissão

Leishmaniose visceral

Cão

Mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis)

Leptospirose

Rato

Contato com urina/água contaminada

Raiva

Cão/morcego

Mordida

Criptococose

Pombo

Inalação de esporos

Na prova, leia o enunciado com atenção: se a doença é leishmaniose, o reservatório urbano é o cão — não caia na pegadinha do rato.

Gabarito: letra A

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