Questão de Engenharia de Software — Outros modelos de Processo de Software — Quadrix 2026
Engenharia de Software›Outros modelos de Processo de Software
Código
gp044420
Banca
Quadrix
Órgão
CREF - 11ª Região (MS-MT)
Ano
2026
Cargo
Analista de Suporte em Tecnologia da Informação
No que se refere à gestão de ativos de TIC e ao acompanhamento de processos de implantação e migração de sistemas, julgue o item seguinte.
Na fase de planejamento do cutover (virada de chave)
de um sistema estruturante, a equipe de migração
deve, obrigatoriamente, estabelecer um plano de
contingência contendo o critério de rollback, definindo
o limite de tempo máximo (point of no return) após
o retorno ao sistema legado, o qual se torna inviável
devido à degradação ou à dessincronização dos dados
de produção.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Cutover e plano de contingência: point of no return
Gabarito: CERTO. Na fase de planejamento do cutover, é obrigatório estabelecer um plano de contingência que defina o critério de rollback e o limite de tempo máximo (point of no return) após o qual o retorno ao sistema legado se torna inviável, justamente pela degradação ou dessincronização dos dados de produção. A afirmação descreve corretamente uma prática essencial da gestão de ativos de TIC e do acompanhamento de processos de implantação e migração de sistemas.
O cutover, também chamado de "virada de chave", é o momento crítico em que o sistema novo substitui o sistema legado em produção. É a transição definitiva entre o ambiente antigo e o novo ambiente. Durante essa fase, a equipe de migração precisa garantir que todos os dados foram migrados corretamente, que os processos de negócio funcionam no novo sistema e que os usuários conseguem operar sem interrupções.
O plano de contingência é um documento que prevê os cenários de falha e define as ações a serem tomadas caso algo dê errado durante o cutover. Ele é obrigatório porque a migração de um sistema estruturante — ou seja, um sistema crítico para a operação da organização — não pode simplesmente falhar sem que haja um caminho de retorno. O critério de rollback define exatamente em quais condições o sistema será revertido para o legado e como essa reversão será executada.
O point of no return é o momento limite após o qual o rollback não é mais viável. Isso acontece porque, após o cutover, os dados de produção começam a ser gerados e modificados no novo sistema. Se o sistema legado não receber mais essas atualizações, os dados ficam dessincronizados. Quanto mais tempo passa, maior é a divergência entre o que está no sistema novo e o que está no legado. Em algum momento, a quantidade de dados dessincronizados é tão grande que retornar ao legado significaria perder informações críticas ou exigiria um esforço de reconciliação tão complexo que se torna inviável. Esse é exatamente o point of no return.
A banca explora aqui um conceito técnico específico da gestão de migração de sistemas. O candidato que não conhece o termo "point of no return" pode achar que a afirmação está errada, pensando que o rollback é sempre possível. Mas a lógica é clara: o plano de contingência deve definir não apenas o critério de rollback, mas também o limite de tempo máximo para executá-lo, pois após esse limite o retorno se torna inviável pela degradação ou dessincronização dos dados. É exatamente isso que a assertiva afirma, e é exatamente isso que a boa prática de gestão de TIC determina.
NÃO CAIA NESSA!
A banca testa se o candidato conhece o conceito de point of no return. Muitos podem achar que o rollback é sempre possível, independentemente do tempo. Mas a afirmação está correta: após o point of no return, o retorno ao sistema legado se torna inviável pela degradação ou dessincronização dos dados de produção. O plano de contingência deve, sim, definir esse limite de tempo máximo.
✅ CERTO. A assertiva está correta: o plano de contingência do cutover deve, obrigatoriamente, conter o critério de rollback e definir o point of no return, o limite de tempo máximo após o qual o retorno ao sistema legado se torna inviável pela degradação ou dessincronização dos dados de produção.