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Questão de Criminologia — Teorias Criminológicas: Escola de Chicago - explicação ecológica do crime, Estrutural-funcionalistas, Associação Diferencial, Anomia, Subcultura Delinquente, Crítica ou Radical, Etiquetamento ou “Labelling Approach”. — FGV 2026

CriminologiaTeorias Criminológicas: Escola de Chicago - explicação ecológica do crime, Estrutural-funcionalistas, Associação Diferencial, Anomia, Subcultura Delinquente, Crítica ou Radical, Etiquetamento ou “Labelling Approach”.
Código
gp046363
Banca
FGV
Órgão
TJ-SC
Ano
2026
Cargo
Assistente Social
A criminologia crítica questiona a eficácia das penas privativas deliberdade ao apontar a chamada “falácia da ressocialização”. Segundo essa perspectiva, o sistema prisional
  1. Aopera como mecanismo seletivo de controle social que punepreferencialmente os mais pobres.
  2. Bcumpre sua função quando articulado à assistência religiosa eà laborterapia intramuros.
  3. Cdeve orientar a progressão de regime pela avaliação docomportamento disciplinar do apenado.
  4. Dtorna-se mais eficiente com a privatização das unidades e aprofissionalização da gestão.
  5. Ealcança seus objetivos quando combinado a programas detrabalho e educação adequados.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — opera como mecanismo seletivo de controle social que pune preferencialmente os mais pobres.

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Criminologia Crítica e a Falácia da Ressocialização

Gabarito: letra A. Para a criminologia crítica, a pena privativa de liberdade não cumpre seu discurso ressocializador; ao contrário, opera como instrumento de controle social seletivo, punindo preferencialmente os mais pobres e marginalizados (Teoria Crítica/Radical). A chamada “falácia da ressocialização” denuncia justamente essa contradição entre o discurso oficial e a realidade do sistema prisional.

A criminologia crítica insere-se nas teorias do conflito (também chamadas de teorias críticas ou radicais), que enxergam a sociedade como palco de desigualdades e lutas de poder. Nessa visão, o direito penal e o sistema prisional não protegem igualmente todos os cidadãos, mas sim os interesses das elites, criminalizando seletivamente as classes subordinadas.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa espelha o núcleo da criminologia crítica: o sistema penal é seletivo e pune preferencialmente os pobres. A “falácia da ressocialização” consiste em propagar que a prisão ressocializa, quando na verdade ela aprofunda a exclusão e opera como mecanismo de controle social. Portanto, a letra A está em perfeita consonância com a teoria crítica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a prisão cumpre sua função quando articulada à assistência religiosa e laborterapia. Essa visão é ingênua e refutada pela criminologia crítica: a crítica entende que, mesmo com tais programas, a prisão não ressocializa – mantém seu caráter seletivo e estigmatizante. A alternativa confunde o discurso oficial de ressocialização com a realidade denunciada pela teoria.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sugere que a progressão de regime deve ser orientada pelo comportamento disciplinar. Esse raciocínio é próprio do sistema penal vigente (vinculado a exames criminológicos e mérito), mas a criminologia crítica aponta que o comportamento disciplinar é subjetivo e frequentemente usado para punir os mesmos grupos já marginalizados. A função seletiva da prisão não se resolve com critérios disciplinares.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Defende a privatização das unidades e a profissionalização da gestão como caminho para maior eficiência. A criminologia crítica rejeita essa solução, pois entende que o problema não é de gestão, mas estrutural: a prisão é, por sua natureza, um espaço de exclusão e violência. Privatizar não altera a seletividade; pode até agravá-la.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Acredita que a combinação de trabalho e educação adequados tornaria a prisão eficaz. Embora trabalho e educação sejam importantes, a criminologia crítica sustenta que, no modelo atual, o sistema prisional não ressocializa – esses programas são insuficientes e muitas vezes precários, servindo mais ao discurso do que à transformação real. A falácia permanece.

Gabarito: letra A

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