Questão de Fonoaudiologia — Reabilitação no Contexto Hospitalar — INSTITUTO AOCP 2020
FonoaudiologiaReabilitação no Contexto Hospitalar
- Código
- qa177854
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- ESPBA
- Ano
- 2020
- Cargo
- Res Fono ( )
Em uma UTI neonatal, a questão de quem deve ser beneficiado e de que maneira isso deve ser realizado com os recursos públicos disponíveis, deve ser pensada em relação a três grupos de recém-nascidos que, de forma geral, compõem a demanda pelo atendimento, considerando-se o projeto terapêutico mais adequado do ponto de vista ético e técnico para cada recém-nascido. Nessa perspectiva, assinale a alternativa que apresenta o grupo composto por recém-nascidos que podem viver, caso o tratamento seja oferecido, mas cuja qualidade de vida futura é extremamente pobre ou questionável.
- AGrupo de RNs que estão morrendo antes de viverem e que possuem condições clínicas graves, nos quais o equipamento biológico inato está profundamente comprometido.
- BGrupo de RNs nas situações de déficit físico ou mental, que, todavia, permite uma vida propriamente humana com perspectiva. Um contingente significativo de RN desse grupo são prematuros gerados por mulheres que não tiveram acesso ao pré-natal, cuja condição clínica permitiria que fossem atendidos em unidades assistenciais menos custosas, como são os berçários intermediários.
- CGrupo de RNs portadores de anencefalia ou extremamente prematuros com idade e peso gestacional constantemente sendo alterados em decorrência da progressiva incorporação das biotecnologias aplicadas à assistência à saúde e que têm como possíveis limites 23 semanas e 400 gramas.
- DGrupo de RNs em condições clínicas sem perspectivas em que a limitação do esforço terapêutico é atitude eticamente correta, porque manter artificialmente as funções vitais sem expectativas razoáveis de recuperação pode prolongar o sofrimento do paciente e do seu entorno familiar, chegando a atentar contra a própria dignidade do enfermo.
- EGrupo de RNs que poderão ser salvos, mas terão que conviver com importantes sequelas anatômicas e/ou funcionais, algumas vezes acompanhadas de grande sofrimento psíquico, que os impedirão de viver uma vida independente. Sua qualidade de vida futura poderá ser mínima ou abaixo do mínimo, envolvendo importante restrição da capacidade de consciência e de relação com outros seres humanos.