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Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — INSTITUTO AOCP 2022

PortuguêsCoerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
qa373765
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PM ES
Ano
2022
Cargo
Sold ( )

FRUTOS NEM TÃO PROIBIDOS

 

Livro recém-lançado explica por que nossa dieta inclui apenas uma fração das plantas comestíveis disponíveis na natureza

 

Será que todos os vegetais que não comemos são menos gostosos que broto de feijão? A pergunta é feita pelo professor de botânica John Warren, da Universidade Aberystwyth, no País de Gales, logo no início do livro The Nature of Crops: How We Came to Eat the Plants We Do (“A natureza da colheita: por que comemos as plantas que comemos”, em tradução livre), ainda sem edição no Brasil. Warren sempre ficou intrigado com a pouca variedade de vegetais que encontrava nas prateleiras do supermercado – das 300 mil espécies comestíveis de que se tem notícia, comemos apenas 200 (200 mesmo, não 200 mil) – e resolveu investigar por que foi que decidimos que salada boa é feita com alface e tomate, e não com dente-de-leão ou beldroega.

 

Não existe uma única resposta certa. Para se tornarem cultiváveis a fim de fazer parte da dieta dos homens, as plantas devem ter uma série de qualificações no currículo. Primeiro, precisam ser nutritivas. Depois, devem ser fáceis de armazenar. Ter grãos, sementes ou frutas que sobrevivem muito tempo longe do pé sempre ajuda. Um último diferencial é a personalidade (e o cheiro) forte: plantas perfumadas, que combatem bactérias ou até as que são psicotrópicas sempre chamam a atenção. E, por incrível que pareça, as plantas tóxicas não estão excluídas automaticamente: muitos vegetais que consumimos hoje são descendentes de plantas potencialmente letais.

 

Por tudo isso, argumenta Warren, hoje o que realmente nos separa de uma dieta mais diversificada é a nossa própria imaginação: “No futuro, iremos apreciar toda uma miríade de novas frutas e vegetais que são melhores para a saúde e menos prejudiciais para a natureza”.

Adaptado de: KIST, Cristine. Frutos nem tão proibidos. Revista Galileu, São Paulo, n. 290, p. 12-13, set. 2015.

Sobre os mecanismos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa INCORRETA.

  1. AEm “[...] as plantas tóxicas não estão excluídas automaticamente [...]”, no segundo parágrafo, a expressão em destaque poderia ser substituída por “elas”, uma vez que já foi mencionada anteriormente no texto.
  2. BNo segundo parágrafo, os termos “Primeiro” e “Depois” atuam na coesão sequencial do texto.
  3. CNo último parágrafo, a expressão “Por tudo isso” retoma diversas informações mencionadas anteriormente no texto.
  4. DNo primeiro parágrafo, há uma possível ambiguidade em relação ao termo “200”, o que justifica o esclarecimento entre parênteses feito na sequência.
  5. EEm “Primeiro, precisam ser nutritivas.”, a elipse do sujeito “as plantas” atua na coesão do texto, evitando uma repetição desnecessária.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Em “[...] as plantas tóxicas não estão excluídas automaticamente [...]”, no segundo parágrafo, a expressão em destaque poderia ser substituída por “elas”, uma vez que já foi mencionada anteriormente no texto.

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