Questão de Engenharia de Software — Geral — INSTITUTO AOCP 2026
Engenharia de Software›Geral
Código
qa434748
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IF CE
Ano
2026
Cargo
Ana ( )
O modelo DevOps representa uma mudança cultural e técnica na forma como organizações desenvolvem, entregam e operam software. Quanto aos conceitos de DevOps e práticas correlatas, assinale a alternativa correta.
AO conceito de DevOps elimina as funções distintas de desenvolvimento e operações em uma organização, fundindo as duas áreas em uma única equipe que assume integralmente todas as responsabilidades técnicas e gerenciais.
BO monitoramento em ambientes DevOps concentra-se nos ambientes de produção, sendo desnecessário coletar métricas nos ambientes de desenvolvimento e homologação por não afetarem a experiência do usuário final.
CO Continuous Deployment (CD) exige que as alterações de código aprovadas nos testes automatizados sejam entregues ao ambiente de homologação para revisão e aprovação manual antes de qualquer implantação em produção.
DA infraestrutura como código (IaC) refere-se à prática de documentar a infraestrutura em manuais técnicos escritos por administradores de sistemas, sem utilizar ferramentas de automação ou versionamento de configurações.
EA Integração Contínua (CI – Continuous Integration) consiste em integrar frequentemente as alterações de código ao repositório principal, com execução automática de testes a cada integração para detectar erros com rapidez.
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GabaritoE — A Integração Contínua (CI – Continuous Integration) consiste em integrar frequentemente as alterações de código ao repositório principal, com execução automática de testes a cada integração para detectar erros com rapidez.
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DevOps: conceitos e práticas correlatas
Gabarito: letra E. A Integração Contínua (CI) é a prática de integrar alterações de código com frequência ao repositório principal, com execução automática de testes a cada integração, visando detectar erros rapidamente — exatamente o que a alternativa E descreve. As demais alternativas distorcem conceitos centrais do DevOps, como a relação entre desenvolvimento e operações, o escopo do monitoramento, o papel da aprovação manual no Continuous Deployment e a natureza da Infraestrutura como Código.
O DevOps (contração de development e operations) é uma cultura e um conjunto de práticas que aproxima as equipes de desenvolvimento e de operações, promovendo colaboração, automação e monitoramento em todas as fases do ciclo de vida do software — da integração, teste e liberação até a implantação e o gerenciamento de infraestrutura. O objetivo é aumentar a frequência de entregas, reduzir riscos e alinhar o desenvolvimento aos objetivos de negócio. É importante entender que o DevOps não elimina as funções distintas de desenvolvimento e operações; ele as integra em um fluxo colaborativo, mantendo papéis e responsabilidades específicas.
O pipeline CI/CD é o coração operacional do DevOps. A Integração Contínua (CI) consiste em integrar o código de todos os desenvolvedores em um repositório central com alta frequência, disparando automaticamente compilações e testes a cada integração. Isso permite identificar conflitos e erros precocemente, melhorando a qualidade e reduzindo o tempo de lançamento. Já o Continuous Delivery (CD) garante que o software esteja sempre em um estado pronto para ser implantado em produção, com a implantação em si podendo ser manual ou automatizada. O Continuous Deployment vai além: cada alteração aprovada nos testes automatizados é implantada automaticamente em produção, sem aprovação manual — é justamente essa ausência de gate manual que o distingue do Continuous Delivery.
A Infraestrutura como Código (IaC) é a prática de gerenciar e provisionar infraestrutura (servidores, redes, bancos de dados) por meio de código versionável e automatizado, utilizando ferramentas como Terraform, Ansible e CloudFormation. Nada a ver com documentação manual em manuais técnicos — pelo contrário, a IaC busca eliminar configurações manuais e garantir consistência entre ambientes. O monitoramento em DevOps, por sua vez, não se restringe à produção: métricas devem ser coletadas em todos os ambientes (desenvolvimento, homologação e produção) para detectar problemas cedo e garantir a qualidade em todo o ciclo.
A pegadinha central desta questão é a inversão de conceitos: a banca troca o significado de práticas consagradas (CI, CD, IaC) e apresenta visões extremadas (como "elimina as funções") para confundir o candidato. Guarde as definições precisas de cada prática — é nelas que as alternativas se separam.
DevOps
1Cultura e práticas
Aproxima dev e ops
Automação e monitoramento
Não elimina funções
2Pipeline CI/CD
CI: integra + testa automaticamente
Continuous Delivery
pronto p/ produção, aprovação manual
Continuous Deployment
implantação automática, sem aprovação
3Infraestrutura como Código (IaC)
Código versionável e automatizado
Ferramentas: Terraform, Ansible, CloudFormation
4Monitoramento
Todos os ambientes
Dev, homologação e produção
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O DevOps não elimina as funções distintas de desenvolvimento e operações. Ele promove a colaboração e a integração entre essas áreas, mas mantém papéis e responsabilidades específicas. A alternativa erra ao afirmar que as duas áreas são "fundidas em uma única equipe que assume integralmente todas as responsabilidades" — isso contraria a essência do DevOps, que é aproximar equipes, não extingui-las.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O monitoramento em DevOps não se concentra apenas em produção. Métricas devem ser coletadas em todos os ambientes — desenvolvimento, homologação e produção — para detectar problemas precocemente e garantir a qualidade em todo o ciclo de vida. A alternativa erra ao afirmar que é "desnecessário" monitorar ambientes não produtivos, pois eles são essenciais para validar o comportamento do software antes da exposição ao usuário final.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O Continuous Deployment (CD)não exige aprovação manual antes da implantação em produção. Pelo contrário: no Continuous Deployment, cada alteração aprovada nos testes automatizados é implantada automaticamente em produção. A descrição da alternativa (entrega ao ambiente de homologação para revisão e aprovação manual) corresponde ao Continuous Delivery, não ao Continuous Deployment. A banca troca os dois conceitos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A Infraestrutura como Código (IaC) é exatamente o oposto do que a alternativa afirma. IaC consiste em gerenciar infraestrutura por meio de código versionável e automatizado, utilizando ferramentas como Terraform, Ansible e CloudFormation — não em documentar em manuais técnicos escritos manualmente. A alternativa erra ao descrever IaC como documentação manual sem automação ou versionamento.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A Integração Contínua (CI) é a prática de integrar alterações de código ao repositório principal com frequência, executando automaticamente testes a cada integração para detectar erros com rapidez. Essa é a definição canônica de CI, alinhada ao pipeline CI/CD. A alternativa espelha exatamente os termos-chave: "integrar frequentemente", "execução automática de testes" e "detectar erros com rapidez".
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os conceitos de Continuous Delivery e Continuous Deployment. Lembre-se: no Delivery, a implantação em produção pode ser manual (há um gate de aprovação); no Deployment, é totalmente automática, sem aprovação manual. A alternativa C descreve o Delivery como se fosse Deployment — armadilha clássica. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte um quadro mental: CI = integrar + testar automaticamente; CD (Delivery) = pronto para produção, mas com aprovação manual; CD (Deployment) = implantação automática em produção. E IaC = infraestrutura como código versionável, nunca documentação manual.