A biblioteca de Alexandria foi uma das bibliotecas mais importantes e marcantes do mundo. Segundo os registros ainda existentes, a biblioteca foi fundada no início do século III A.C, sob o reinado de Ptolomeu II. A biblioteca continha obras dos grandes pensadores mundiais, entre eles Homero, Sócrates, Platão, entre outros grandes pensadores e filósofos gregos.
Acredita‑se que o incêndio da biblioteca foi uma enorme perda para a humanidade, visto que inúmeras obras foram destruídas e queimadas. Como tal, não é de estranhar que haja teorias de conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria.
Texto para o item a seguir. Considerando o texto e seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte. A forma verbal “haja” (em verde) tem como sujeito a expressão posposta “teorias da conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria” (em azul).
CCerto
EErrado
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Errado
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sujeito do verbo "haja": verbo impessoal e a pegadinha da banca
Gabarito: E (Errado). A assertiva está incorreta porque o verbo "haja" (forma do verbo haver) é impessoal quando empregado com sentido de existir/ocorrer — ou seja, não possui sujeito. A expressão "teorias da conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria" não é sujeito, mas sim objeto direto do verbo haver. Como se lê no trecho: "não é de estranhar que haja teorias de conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria".
O comando da questão
O enunciado pede que se julgue a afirmação sobre a função sintática da expressão destacada. Trata-se de uma questão de análise sintática e concordância verbal, não de interpretação de texto. O foco está em reconhecer o sujeito de um verbo — e, no caso, perceber que o verbo "haja" é impessoal, portanto sem sujeito. A banca quer testar se o candidato sabe diferenciar sujeito de objeto direto em construções com o verbo "haver" no sentido de "existir".
O texto e a passagem decisiva
No segundo parágrafo, o autor escreve:
"Acredita‑se que o incêndio da biblioteca foi uma enorme perda para a humanidade, visto que inúmeras obras foram destruídas e queimadas. Como tal, não é de estranhar que haja teorias de conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria."
A oração "que haja teorias..." é uma oração subordinada substantiva subjetiva — funciona como sujeito do verbo "é" (em "não é de estranhar"). Dentro dessa oração, o verbo "haja" é transitivo direto e tem como objeto direto a expressão "teorias de conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios...". O verbo "haver" com sentido de existir é impessoal: fica sempre na 3ª pessoa do singular e não admite sujeito. Portanto, a expressão destacada não é sujeito — é objeto direto.
A regra que decide: verbo haver impessoal
O verbo haver é impessoal quando empregado com sentido de existir, ocorrer ou acontecer. Nesses casos, ele não tem sujeito e fica sempre no singular. Exemplos clássicos:
Há muitos livros na biblioteca. (objeto direto: "muitos livros")
Havia pessoas na sala. (objeto direto: "pessoas")
Deve haver soluções para o problema. (locução verbal: o auxiliar "deve" também fica no singular)
No texto, "haja" é a forma do presente do subjuntivo de "haver" com sentido de "existir". A estrutura é equivalente a "que existam teorias...". Se fosse "existir", o verbo concordaria com o sujeito: "que existam teorias...". Mas com "haver", não há sujeito — a expressão é objeto direto.
A pegadinha da banca
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a expressão posposta é o sujeito, porque ela vem depois do verbo e concorda com ele em número (plural). Mas isso é uma armadilha clássica: em português, o sujeito pode vir posposto ao verbo (ex.: "Chegaram os convidados"), mas no caso do verbo "haver" impessoal, não há sujeito — a expressão que parece sujeito é, na verdade, objeto direto. A banca explora a confusão entre sujeito posposto e objeto direto.
Análise da assertiva
Verbo "haver" (sentido de existir): Impessoal (Não tem sujeito, Fica sempre no singular); Termo que parece sujeito (É objeto direto, Ex.: "Há muitos livros"); Comparação com "existir" (Existir: concorda com o sujeito, Haver: não concorda (impessoal))
Assertiva — ❌ Errada ⟵ GABARITO
A afirmação de que "a forma verbal 'haja' tem como sujeito a expressão posposta 'teorias da conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria'" está errada. O verbo "haja" é impessoal (sentido de existir) e, portanto, não possui sujeito. A expressão destacada exerce a função de objeto direto do verbo "haver". A banca cometeu o erro de confundir sujeito com objeto direto — uma pegadinha típica em questões de concordância verbal.
PEGA ESSA DICA!
Ao encontrar o verbo "haver" com sentido de "existir", lembre-se: ele é impessoal, não tem sujeito. Pergunte "o que existe?" — a resposta será o objeto direto, não o sujeito.
Conclusão: A assertiva está errada porque o verbo "haja" é impessoal e não possui sujeito. A expressão destacada é objeto direto. Portanto, gabarito: E (Errado).