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Questão de Português — Sujeito — Quadrix 2023

PortuguêsSujeito
Código
qa503555
Banca
Quadrix
Órgão
CRB 15
Ano
2023
Cargo
Ass Adm ( )

CONHEÇA A BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA

Uma das mais importantes do mundo

 

A biblioteca de Alexandria foi uma das bibliotecas mais importantes e marcantes do mundo. Segundo os registros ainda existentes, a biblioteca foi fundada no início do século III A.C, sob o reinado de Ptolomeu II. A biblioteca continha obras dos grandes pensadores mundiais, entre eles Homero, Sócrates, Platão, entre outros grandes pensadores e filósofos gregos.

 

Acredita‑se que o incêndio da biblioteca foi uma enorme perda para a humanidade, visto que inúmeras obras foram destruídas e queimadas. Como tal, não é de estranhar que haja teorias de conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria.

 

Internet: <www.biblio.campusananindeua.ufpa.br> (com adaptações).

Texto para o item a seguir.   Considerando o texto e seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.   A forma verbal “haja” (em verde) tem como sujeito a expressão posposta “teorias da conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria” (em azul).
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sujeito do verbo "haja": verbo impessoal e a pegadinha da banca

Gabarito: E (Errado). A assertiva está incorreta porque o verbo "haja" (forma do verbo haver) é impessoal quando empregado com sentido de existir/ocorrer — ou seja, não possui sujeito. A expressão "teorias da conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria" não é sujeito, mas sim objeto direto do verbo haver. Como se lê no trecho: "não é de estranhar que haja teorias de conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria".

O comando da questão

O enunciado pede que se julgue a afirmação sobre a função sintática da expressão destacada. Trata-se de uma questão de análise sintática e concordância verbal, não de interpretação de texto. O foco está em reconhecer o sujeito de um verbo — e, no caso, perceber que o verbo "haja" é impessoal, portanto sem sujeito. A banca quer testar se o candidato sabe diferenciar sujeito de objeto direto em construções com o verbo "haver" no sentido de "existir".

O texto e a passagem decisiva

No segundo parágrafo, o autor escreve:

"Acredita‑se que o incêndio da biblioteca foi uma enorme perda para a humanidade, visto que inúmeras obras foram destruídas e queimadas. Como tal, não é de estranhar que haja teorias de conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria."

A oração "que haja teorias..." é uma oração subordinada substantiva subjetiva — funciona como sujeito do verbo "é" (em "não é de estranhar"). Dentro dessa oração, o verbo "haja" é transitivo direto e tem como objeto direto a expressão "teorias de conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios...". O verbo "haver" com sentido de existir é impessoal: fica sempre na 3ª pessoa do singular e não admite sujeito. Portanto, a expressão destacada não é sujeito — é objeto direto.

A regra que decide: verbo haver impessoal

O verbo haver é impessoal quando empregado com sentido de existir, ocorrer ou acontecer. Nesses casos, ele não tem sujeito e fica sempre no singular. Exemplos clássicos:

  • muitos livros na biblioteca. (objeto direto: "muitos livros")

  • Havia pessoas na sala. (objeto direto: "pessoas")

  • Deve haver soluções para o problema. (locução verbal: o auxiliar "deve" também fica no singular)

No texto, "haja" é a forma do presente do subjuntivo de "haver" com sentido de "existir". A estrutura é equivalente a "que existam teorias...". Se fosse "existir", o verbo concordaria com o sujeito: "que existam teorias...". Mas com "haver", não há sujeito — a expressão é objeto direto.

A pegadinha da banca

A banca tenta fazer o candidato acreditar que a expressão posposta é o sujeito, porque ela vem depois do verbo e concorda com ele em número (plural). Mas isso é uma armadilha clássica: em português, o sujeito pode vir posposto ao verbo (ex.: "Chegaram os convidados"), mas no caso do verbo "haver" impessoal, não há sujeito — a expressão que parece sujeito é, na verdade, objeto direto. A banca explora a confusão entre sujeito posposto e objeto direto.

Análise da assertiva

1Impessoal
Não tem sujeito
Fica sempre no singular
2Termo que parece sujeito
É objeto direto
Ex.: "Há muitos livros"
3Comparação com "existir"
Existir: concorda com o sujeito
Haver: não concorda (impessoal)
Verbo "haver" (sentido de existir)
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Verbo "haver" (sentido de existir): Impessoal (Não tem sujeito, Fica sempre no singular); Termo que parece sujeito (É objeto direto, Ex.: "Há muitos livros"); Comparação com "existir" (Existir: concorda com o sujeito, Haver: não concorda (impessoal))

Assertiva — ❌ Errada ⟵ GABARITO

A afirmação de que "a forma verbal 'haja' tem como sujeito a expressão posposta 'teorias da conspiração e(ou) alguns mitos/mistérios relativamente à biblioteca de Alexandria'" está errada. O verbo "haja" é impessoal (sentido de existir) e, portanto, não possui sujeito. A expressão destacada exerce a função de objeto direto do verbo "haver". A banca cometeu o erro de confundir sujeito com objeto direto — uma pegadinha típica em questões de concordância verbal.

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar o verbo "haver" com sentido de "existir", lembre-se: ele é impessoal, não tem sujeito. Pergunte "o que existe?" — a resposta será o objeto direto, não o sujeito.

Conclusão: A assertiva está errada porque o verbo "haja" é impessoal e não possui sujeito. A expressão destacada é objeto direto. Portanto, gabarito: E (Errado).

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