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Questão de Engenharia de Software — Análise de Pontos de Função (APF) — Instituto Consulplan 2023

Engenharia de SoftwareAnálise de Pontos de Função (APF)
Código
qa541300
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
IF PA
Ano
2023
Cargo
ATI ( )

Um Engenheiro de Sistemas foi contratado para elaborar a contagem de pontos de função para um novo projeto de desenvolvimento de software utilizando a Análise de Pontos de Função (APF), conforme as condições de complexidade seguindo as regras de contagem funcional para o processo de desenvolvimento e manutenção de software. As condições dadas são:

 

  Tipo   

Complexidade Quantidade

ALI

média 4

AIE

média 6

SE

média 2

SE

alta 2

CE

alta 1

CE

baixa 2

EE

baixa 3

EE

alta 1

O valor correto de Pontos de Função Bruto (PFB) sem fator de ajuste é:

  1. A132
  2. B133
  3. C134
  4. D135
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — 133

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra B — a conta chega a PFB = 133 — alternativa B.

A ideia por trás

A Análise de Pontos de Função (APF) é uma técnica para medir o tamanho de um software pelo que ele faz para o usuário, sem olhar para a tecnologia usada. Ela conta as funcionalidades em cinco tipos: ALI e AIE guardam dados (internos ou vindos de fora), e EE, SE e CE são as transações — entradas, saídas e consultas. Cada tipo tem um peso que varia com a complexidade (baixa, média ou alta), e o total de pontos é a soma desses pesos multiplicados pelas quantidades.

A tabela de pesos padrão da APF é fixa: ALI vale 7, 10 ou 15; AIE vale 5, 7 ou 10; EE vale 3, 4 ou 6; SE vale 4, 5 ou 7; CE vale 3, 4 ou 6, conforme a complexidade. O PFB é a soma de cada peso multiplicado pela quantidade de funções daquele tipo e complexidade. Quanto maior a complexidade, maior o peso, e quanto mais funções, maior a contribuição — por isso é preciso multiplicar, não apenas somar os pesos.

Esta questão fornece as quantidades de cada tipo e complexidade e pede o PFB. O trabalho é aplicar corretamente os pesos da tabela e somar tudo, sem esquecer de multiplicar cada peso pela quantidade correspondente.

O que a questão dá

  • ALI média: 4

  • AIE média: 6

  • SE média: 2

  • SE alta: 2

  • CE alta: 1

  • CE baixa: 2

  • EE baixa: 3

  • EE alta: 1

O que queremos: o valor de Pontos de Função Brutos (PFB) sem fator de ajuste

Passo 1 — Calcular a contribuição dos ALI

Começamos pelas funções de dados internos. Cada ALI de complexidade média vale 10 pontos, e temos 4 deles, então multiplicamos.

Por que esta fórmula: A contribuição de um tipo de função é o peso vezes a quantidade, porque cada função conta individualmente.

contribALI=4×10contrib_{ALI} = 4 \times 10

De onde vem cada valor: 44 = enunciado: ALI média quantidade 4 · 1010 = tabela APF: peso de ALI média

contribALI=4×10=40contrib_{ALI} = 4 \times 10 = \boxed{40}
NÃO CAIA NESSA!

Usar o peso de ALI baixa (7) em vez de média (10) — daria 28 e erraria o total.

Passo 2 — Calcular a contribuição dos AIE

Agora as funções de dados externos. Cada AIE média vale 7 pontos, e temos 6.

Por que esta fórmula: Mesma lógica: peso vezes quantidade.

contribAIE=6×7contrib_{AIE} = 6 \times 7

De onde vem cada valor: 66 = enunciado: AIE média quantidade 6 · 77 = tabela APF: peso de AIE média

contribAIE=6×7=42contrib_{AIE} = 6 \times 7 = \boxed{42}
NÃO CAIA NESSA!

Confundir o peso de AIE média (7) com o de ALI média (10) — trocar os pesos é a pegadinha clássica.

Passo 3 — Calcular a contribuição das SE

Passamos às saídas externas. Temos duas linhas de SE: média e alta, cada uma com quantidade 2.

Por que esta fórmula: Cada complexidade tem peso próprio, então calculamos separadamente e somamos.

contribSE=2×5+2×7contrib_{SE} = 2 \times 5 + 2 \times 7

De onde vem cada valor: 2×52 \times 5 = enunciado: SE média quantidade 2, peso 5 (tabela APF) · 2×72 \times 7 = enunciado: SE alta quantidade 2, peso 7 (tabela APF)

contribSE=2×5+2×7=24contrib_{SE} = 2 \times 5 + 2 \times 7 = \boxed{24}
NÃO CAIA NESSA!

Usar o peso de CE (3,4,6) no lugar do de SE (4,5,7) — sairia 20 em vez de 24.

Passo 4 — Calcular a contribuição das CE

Agora as consultas externas. Temos CE alta (1 unidade) e CE baixa (2 unidades).

Por que esta fórmula: Novamente, pesos diferentes por complexidade.

contribCE=1×6+2×3contrib_{CE} = 1 \times 6 + 2 \times 3

De onde vem cada valor: 1×61 \times 6 = enunciado: CE alta quantidade 1, peso 6 (tabela APF) · 2×32 \times 3 = enunciado: CE baixa quantidade 2, peso 3 (tabela APF)

contribCE=1×6+2×3=12contrib_{CE} = 1 \times 6 + 2 \times 3 = \boxed{12}
NÃO CAIA NESSA!

Trocar os pesos de CE alta (6) e baixa (3) — a soma daria 12 mesmo, mas em outras combinações erraria.

Passo 5 — Calcular a contribuição das EE

Por fim, as entradas externas. Temos EE baixa (3 unidades) e EE alta (1 unidade).

Por que esta fórmula: Mesma regra: peso vezes quantidade, somando as complexidades.

contribEE=3×3+1×6contrib_{EE} = 3 \times 3 + 1 \times 6

De onde vem cada valor: 3×33 \times 3 = enunciado: EE baixa quantidade 3, peso 3 (tabela APF) · 1×61 \times 6 = enunciado: EE alta quantidade 1, peso 6 (tabela APF)

contribEE=3×3+1×6=15contrib_{EE} = 3 \times 3 + 1 \times 6 = \boxed{15}
NÃO CAIA NESSA!

Usar o peso de SE (4,5,7) para EE — sairia 18 em vez de 15.

Passo 6 — Somar todas as contribuições

O PFB é a soma de todas as contribuições calculadas. Já temos cada parte, agora é só juntar.

Por que esta fórmula: O PFB é definido como a soma das contribuições de todas as funções.

PFB=40+42+24+12+15PFB = 40 + 42 + 24 + 12 + 15

De onde vem cada valor: 4040 = passo 1 · 4242 = passo 2 · 2424 = passo 3 · 1212 = passo 4 · 1515 = passo 5

PFB=40+42+24+12+15=133PFB = 40 + 42 + 24 + 12 + 15 = \boxed{133}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de somar uma das contribuições — por exemplo, deixar de fora as CE, daria 121.

Resposta: PFB = 133 — alternativa B

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