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Questão de Engenharia de Software — Conceitos e Tipos de Testes de Software — FUNDATEC 2023

Engenharia de SoftwareConceitos e Tipos de Testes de Software
Código
qa541358
Banca
FUNDATEC
Órgão
IFC
Ano
2023
Cargo
PEBTT ( )
Em relação às técnicas adotadas nos testes de software, quais de fato podem ser usadas na criação de testes?
  1. ATabela de decisão, Particionamento de Equivalência, Análise do valor limite.
  2. BAnálise do valor limite, Caso de uso, Técnica da melhor entrada.
  3. CParticionamento de Equivalência, Análise do valor limite, Builder.
  4. DCaso de uso, Builder, Técnica da melhor entrada.
  5. EParticionamento de Equivalência, Técnica da melhor entrada, Caso de Uso.
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GabaritoA — Tabela de decisão, Particionamento de Equivalência, Análise do valor limite.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Técnicas de Teste de Software: Caixa-Preta e Caixa-Branca

Gabarito: letra A. As técnicas de Tabela de Decisão, Particionamento de Equivalência e Análise do Valor Limite são, de fato, técnicas clássicas de teste funcional (caixa-preta), usadas para criar casos de teste a partir da especificação do software, sem olhar o código interno. As demais alternativas misturam conceitos que não são técnicas de criação de testes, como Caso de Uso (um artefato de modelagem de requisitos), Builder (um padrão de projeto) e a inexistente "Técnica da Melhor Entrada".

As técnicas de teste são procedimentos sistemáticos para derivar casos de teste — ou seja, para escolher quais entradas, condições e resultados esperados serão usados para verificar o software. Elas se dividem em duas grandes famílias: as de caixa-preta (funcionais), que partem da especificação e não enxergam o código, e as de caixa-branca (estruturais), que analisam a lógica interna do programa. A questão cobra exatamente o reconhecimento das técnicas de caixa-preta mais tradicionais.

Particionamento de Equivalência divide o domínio de entrada em classes (partições) de dados que devem ser tratadas de forma equivalente pelo sistema; testar um representante de cada classe é suficiente. Análise do Valor Limite foca nos limites dessas partições, onde os erros são mais frequentes (ex.: se a regra aceita valores de 1 a 100, testar 0, 1, 100 e 101). Tabela de Decisão é uma técnica que mapeia combinações de condições (entradas) e ações (saídas) em uma matriz, garantindo a cobertura de todas as combinações relevantes de regras de negócio. Todas são técnicas de caixa-preta, pois derivam os casos de teste da especificação funcional.

Para fixar, veja a comparação entre as técnicas citadas nas alternativas:

Técnica/Artefato

Categoria

Uso na criação de testes?

Particionamento de Equivalência

Caixa-preta

✅ Sim — divide entradas em classes

Análise do Valor Limite

Caixa-preta

✅ Sim — testa limites das classes

Tabela de Decisão

Caixa-preta

✅ Sim — combina condições e ações

Caso de Uso

Modelagem de requisitos (UML)

❌ Não — descreve interações, não é técnica de teste

Builder

Padrão de projeto (GoF)

❌ Não — padrão de construção de objetos

Técnica da Melhor Entrada

❌ Não — não existe na literatura de teste

A pegadinha da banca é misturar termos que soam plausíveis no contexto de teste ("melhor entrada", "caso de uso") com técnicas reais, para induzir o candidato a marcar uma alternativa com termos familiares, mas incorretos. O critério decisivo é: a técnica serve para derivar casos de teste a partir da especificação? Se sim, é uma técnica de teste; se é um artefato de modelagem, um padrão de projeto ou um nome inventado, não é.

1Particionamento de Equivalência
divide entradas em classes
2Análise do Valor Limite
testa limites das classes
3Tabela de Decisão
combina condições e ações
4Não são técnicas de teste
Caso de Uso (modelagem UML)
Builder (padrão de projeto)
Técnica da Melhor Entrada (inexistente)
Técnicas de teste (caixa-preta)
LEVELsoulevel.com.br
Técnicas de teste (caixa-preta): Particionamento de Equivalência (divide entradas em classes); Análise do Valor Limite (testa limites das classes); Tabela de Decisão (combina condições e ações); Não são técnicas de teste (Caso de Uso (modelagem UML), Builder (padrão de projeto), Técnica da Melhor Entrada (inexistente))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reúne exatamente as três técnicas clássicas de teste funcional (caixa-preta): Tabela de Decisão, Particionamento de Equivalência e Análise do Valor Limite. Todas são usadas para criar casos de teste a partir da especificação do software, sem depender do conhecimento do código interno. É a única alternativa em que todos os elementos são, de fato, técnicas de criação de testes.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa contém duas técnicas válidas (Análise do Valor Limite e Caso de Uso), mas Caso de Uso não é uma técnica de teste — é um artefato de modelagem de requisitos da UML, que descreve a interação entre atores e o sistema. Além disso, "Técnica da Melhor Entrada" não existe na literatura de engenharia de software; é um nome inventado para confundir. O erro está em incluir elementos que não são técnicas de criação de testes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa traz duas técnicas corretas (Particionamento de Equivalência e Análise do Valor Limite), mas Builder é um padrão de projeto (Design Pattern) da família GoF, usado para construir objetos complexos passo a passo — não tem relação com a criação de casos de teste. O erro está em substituir uma técnica de teste por um padrão de projeto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa é a mais distante da correta: Caso de Uso é um artefato de modelagem de requisitos, Builder é um padrão de projeto, e "Técnica da Melhor Entrada" não existe. Nenhum dos três elementos é uma técnica de criação de testes. A banca montou essa alternativa com termos que parecem plausíveis, mas que pertencem a outras áreas da engenharia de software.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa contém apenas Particionamento de Equivalência como técnica válida. "Técnica da Melhor Entrada" é um nome inventado, e Caso de Uso é um artefato de modelagem de requisitos, não uma técnica de teste. O erro está em incluir dois elementos que não são técnicas de criação de testes, deixando a alternativa incompleta e incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre técnicas de teste e outros artefatos/padrões da engenharia de software. O candidato pode achar que "Caso de Uso" e "Builder" são técnicas de teste por serem termos comuns no desenvolvimento, mas eles pertencem a outras áreas: modelagem de requisitos e padrões de projeto, respectivamente. Fique atento: a questão pergunta especificamente por técnicas usadas na criação de testes, e não por qualquer termo relacionado a software.

PEGA ESSA DICA!

Para acertar questões como esta, memorize as técnicas clássicas de caixa-preta: Particionamento de Equivalência, Análise do Valor Limite, Tabela de Decisão, Transição de Estados e Teste de Grafos. Se a alternativa trouxer termos como "Caso de Uso", "Builder", "Melhor Entrada" ou qualquer nome que não esteja nessa lista, desconfie — provavelmente é um distrator. Na dúvida, elimine as alternativas que contenham termos que não são técnicas de teste reconhecidas.

Gabarito: letra A

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