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Questão de Português — Termos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva) — Quadrix 2024

PortuguêsTermos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva)
Código
qa596623
Banca
Quadrix
Órgão
CAU RN
Ano
2024
Cargo
Ana Fisc ( )

Morar


Morar é humano. Animais selvagens têm ninhos, gado tem estábulos, carruagens encaixam‑se em galpões, e existem garagens para automóveis. Apenas humanos moram. Morar é uma arte. Toda aranha nasce com uma compulsão para tecer um tipo específico de teia. Aranhas, como todos os animais, são programadas por seus genes. O humano é o único animal que é um artista, e a arte de morar é parte da arte de viver. Uma morada não é um ninho nem uma garagem.


A maior parte das línguas usa viver no sentido de morar. Fazer a pergunta “onde você vive?” é perguntar qual é o lugar onde sua existência diária dá forma ao mundo. Diga‑me como moras e te direi quem és. Essa equação de morar e viver remonta a tempos nos quais o mundo ainda era habitável e os humanos eram habitantes. Morar, então, significava habitar os próprios traços, deixar a vida cotidiana escrever as teias e nós de sua biografia na paisagem. Essa escrita poderia ser gravada em pedra por sucessivas gerações ou rabiscada novamente a cada temporada de chuvas com alguns juncos e folhas. Os traços habitáveis do homem eram tão efêmeros quanto seus habitantes.


Ivan Illich. No espelho do passado. São Paulo: n‑1 edições, 2024.

Texto para o item.

 

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item abaixo.

 

O substantivo “garagens”  exerce a função sintática de objeto direto da forma verbal “existem”.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática de “garagens” na oração “existem garagens para automóveis”

Gabarito: E (Errado). O substantivo “garagens” não é objeto direto do verbo “existem”; ele exerce a função de sujeito. O verbo “existir”, nesse contexto, é intransitivo e impessoal (não admite objeto), e o termo que o acompanha é o ser sobre o qual se declara a existência — ou seja, o sujeito. A passagem do texto é clara: “existem garagens para automóveis”.

“existem garagens para automóveis”

Aqui, “garagens” é o sujeito de “existem”, e “para automóveis” é um adjunto adverbial de finalidade. Não há objeto direto porque o verbo “existir” não é transitivo; ele não pede complemento verbal, apenas um sujeito.

O comando da questão

A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre uma afirmação de análise sintática. Não se trata de interpretação de texto, mas de gramática aplicada ao texto: identificar a função sintática de um termo na oração. O comando é direto: “O substantivo ‘garagens’ exerce a função sintática de objeto direto da forma verbal ‘existem’.” Para resolver, é preciso saber a transitividade do verbo “existir” e reconhecer o sujeito.

O verbo “existir” e sua transitividade

O verbo “existir” é intransitivo: ele não exige complemento (objeto direto ou indireto). Seu sentido é completo com o sujeito. Em “existem garagens”, o verbo concorda com “garagens” (plural), o que confirma que “garagens” é o sujeito — o núcleo do sujeito. Veja a estrutura:

  • Sujeito: garagens

  • Verbo intransitivo: existem

  • Adjunto adverbial de finalidade: para automóveis

O verbo “existir” é frequentemente classificado como impessoal (não tem sujeito) quando significa “haver”, mas aqui ele é usado com sujeito claro: “garagens”. Mesmo assim, continua intransitivo — não há objeto.

A pegadinha da banca

A banca explora a posição do termo: “garagens” vem depois do verbo, o que pode lembrar um objeto direto. Mas a ordem dos termos não define a função sintática. O que define é a relação com o verbo: se o termo pratica ou sofre a ação, ou se é apenas o ser sobre o qual se declara algo. No caso, “garagens” é o ser que existe — é o sujeito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na confusão entre sujeito posposto e objeto direto. Lembre-se: verbos como “existir”, “haver” (no sentido de existir), “sobrar”, “faltar”, “restar” podem ter sujeito posposto, mas não têm objeto direto.

Análise da alternativa

1Intransitivo
Não admite objeto direto
Não admite objeto indireto
2Pode ter sujeito posposto
"Existem garagens"
Sujeito: garagens
3Verbos semelhantes
Haver (existir)
Sobrar
Faltar
Restar
Verbo "existir"
LEVELsoulevel.com.br
Verbo "existir": Intransitivo (Não admite objeto direto, Não admite objeto indireto); Pode ter sujeito posposto ("Existem garagens", Sujeito: garagens); Verbos semelhantes (Haver (existir), Sobrar, Faltar, Restar)

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação de que “garagens” é objeto direto está errada. O verbo “existir” é intransitivo; não há objeto direto na oração. O termo “garagens” é o sujeito do verbo “existem”, como prova a concordância verbal (plural) e o sentido: o que existe? Garagens. Portanto, a alternativa C contradiz a estrutura sintática do trecho.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação é falsa, logo o item está errado. “Garagens” não é objeto direto; é sujeito. O gabarito é a letra E, pois a banca pede para julgar a afirmação e ela é incorreta.

Conclusão

Para questões de função sintática, nunca se guie pela posição do termo. Pergunte: o verbo é transitivo? Se não, não há objeto. “Existem” é intransitivo; “garagens” é o sujeito. Essa é a regra de ouro: verbo intransitivo não tem objeto direto.

Gabarito: letra E (Errado).

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