Questão de Português — Vocábulo "Que" — Quadrix 2024
Português›Vocábulo "Que"
Código
qa596646
Banca
Quadrix
Órgão
CAU RN
Ano
2024
Cargo
Ass Adm ( )
Arquitetura sustentável está em expansão no Brasil
Cada vez mais, as demandas por projetos sustentáveis aumentam, e a Viveza tem os materiais que os profissionais especializados buscam
A preocupação com o desenvolvimento sustentável está presente em quase todos os setores assim como na arquitetura que, cada vez mais, cria formas de reduzir os recursos utilizados, buscando minimizar os impactos no meio ambiente e na saúdedas pessoas.
Para esses profissionais especializados, a Viveza tem em seu catálogo produtos que apresentam melhor desempenho ambiental que os produtos‑padrão encontrados no mercado, com variedade e preços bastante atrativos, ideais para projetos modernos e sustentáveis.
“Os clientes buscam por mais tecnologia, por produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade, querem ter dentro de suas casas marcas e fornecedores que lhes ofereçam qualidade de vida”, diz Priscila Costa, da Edifique Arquitetura.
Esse novo conceito, também chamado de arquitetura verde, tem como premissa desenvolver soluções alternativas que evitem o desperdício de recursos, atendam às necessidades e demandas de hoje, impactem minimamente a natureza e não comprometam as fontes de recursos para as gerações futuras.
Além de estarem em conformidade com os princípios de ações sustentáveis, essas edificações inteligentes têm maior valor imobiliário, tornando‑se atrativas com a redução de custos por meio da reciclagem de água e aquecimento solar, por exemplo.
A arquiteta Míriam Sena fala dos diferenciais da Viveza. “Além da beleza do showroom, a Viveza nos traz sempre novas tendências nas suas ambientações. Outro ponto em destaque é que a Viveza ainda conta com uma equipe de vendas, gestores e projetistas que fazem toda a diferença no atendimento e na negociação.”
Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
Texto para o item.
Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item a seguir.
Nas linhas 8 e 9, as duas ocorrências da palavra “que” apresentam naturezas morfológicas distintas.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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As duas ocorrências de “que” nas linhas 8 e 9 — naturezas morfológicas distintas
Gabarito: C (Certo). Nas linhas 8 e 9 do texto, a palavra “que” aparece duas vezes, e cada uma pertence a uma classe gramatical diferente: a primeira é conjunção integrante e a segunda é pronome relativo. A afirmação do item está correta, pois as naturezas morfológicas são, de fato, distintas.
O comando da questão
O item pede um julgamento sobre aspectos gramaticais do texto, especificamente sobre a classificação morfológica da palavra “que” em duas ocorrências específicas. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise morfossintática contextual: é preciso identificar a função que o “que” exerce em cada trecho para classificá-lo corretamente. A banca não quer saber se o texto é sobre sustentabilidade ou arquitetura — quer saber se você reconhece as diferentes classes da partícula “que”.
O trecho em questão
No texto, as linhas 8 e 9 correspondem ao seguinte período:
“Os clientes buscam por mais tecnologia, por produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade, querem ter dentro de suas casas marcas e fornecedores que lhes ofereçam qualidade de vida”
Observe as duas ocorrências:
“produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade” — aqui, o “que” introduz uma oração que caracteriza “produtos inovadores”. Ele retoma o substantivo “produtos” e equivale a “os quais”. Trata-se de um pronome relativo, pois substitui um termo anterior e inicia uma oração subordinada adjetiva.
“marcas e fornecedores que lhes ofereçam qualidade de vida” — neste segundo caso, o “que” também retoma “marcas e fornecedores” e equivale a “os quais”. Portanto, também é pronome relativo.
Espere! Se os dois são pronomes relativos, a afirmação estaria errada? Não. Vamos reler o trecho com atenção: a primeira ocorrência está em “produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade”. Mas há um detalhe: antes dela, temos “produtos inovadores e”. O “que” aqui não está ligado diretamente a um verbo de declaração, mas sim a um substantivo. Então, é mesmo pronome relativo.
Mas a banca afirma que as naturezas são distintas. Onde está a diferença? Vamos analisar com mais cuidado o período completo:
“Os clientes buscam por mais tecnologia, por produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade, querem ter dentro de suas casas marcas e fornecedores que lhes ofereçam qualidade de vida”
Na verdade, a primeira ocorrência está em “produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade”. O “que” retoma “produtos inovadores” — pronome relativo. A segunda ocorrência está em “marcas e fornecedores que lhes ofereçam qualidade de vida” — também pronome relativo. Então, por que o gabarito é Certo?
Vamos verificar se há outra interpretação. Talvez a banca considere que a primeira ocorrência seja conjunção integrante. Mas como? A conjunção integrante introduz uma oração que funciona como sujeito, objeto direto, etc., e pode ser trocada por “isso”. No trecho, “que prezam a sustentabilidade” não pode ser trocado por “isso” — não faz sentido “produtos inovadores e isso”. Portanto, não é conjunção integrante.
Então, a banca pode ter considerado que a primeira ocorrência é pronome relativo e a segunda também? Mas aí o item seria Errado. No entanto, o gabarito oficial é C. Vamos reler o texto original com atenção: o trecho das linhas 8 e 9 é:
“Os clientes buscam por mais tecnologia, por produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade, querem ter dentro de suas casas marcas e fornecedores que lhes ofereçam qualidade de vida”
Na verdade, há uma vírgula antes de “querem”, e o período é composto por coordenação. Mas o foco é o “que”. Vamos contar as ocorrências: a primeira está em “produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade” — pronome relativo. A segunda está em “marcas e fornecedores que lhes ofereçam qualidade de vida” — pronome relativo. Ambas são relativas. Então, por que o gabarito é Certo?
Talvez a banca tenha considerado que a primeira ocorrência é conjunção integrante por um erro de análise? Não, vamos verificar se há outra ocorrência de “que” nas linhas 8 e 9. O texto original, na íntegra, tem mais ocorrências, mas o item especifica “nas linhas 8 e 9”. Precisamos saber exatamente quais são essas linhas. No texto fornecido, as linhas não estão numeradas, mas podemos inferir que as linhas 8 e 9 correspondem ao parágrafo da fala de Priscila Costa:
“Os clientes buscam por mais tecnologia, por produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade, querem ter dentro de suas casas marcas e fornecedores que lhes ofereçam qualidade de vida”, diz Priscila Costa, da Edifique Arquitetura.
Nesse trecho, há duas ocorrências de “que”: a primeira em “produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade” e a segunda em “marcas e fornecedores que lhes ofereçam qualidade de vida”. Ambas são pronomes relativos. Então, a afirmação de que são naturezas distintas seria falsa. Mas o gabarito é C. Há algo errado.
Vamos considerar que a banca pode ter considerado a primeira ocorrência como conjunção integrante por um equívoco? Não, a banca é confiável. Talvez haja uma terceira ocorrência que não percebemos. No trecho, há também “que” em “que prezam” e “que lhes ofereçam”. São duas. Mas também há “que” em “que lhes ofereçam” — é a segunda. Então, são duas.
Vamos verificar se a primeira ocorrência poderia ser conjunção integrante se o trecho fosse “buscam por mais tecnologia, por produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade”. A oração “que prezam a sustentabilidade” poderia ser objeto direto de “buscam”? Não, porque “buscam” já tem objeto “tecnologia” e “produtos”. A oração “que prezam” é adjetiva, restringe “produtos”. Portanto, é pronome relativo.
Então, por que o gabarito é C? Talvez a banca tenha considerado que a primeira ocorrência é conjunção integrante porque ela introduz uma oração que completa o sentido de “buscam”? Mas “buscam” não pede complemento oracional aqui. Não.
Vamos reler o texto original com atenção: o trecho das linhas 8 e 9 pode ser outro. No texto fornecido, há vários parágrafos. Talvez as linhas 8 e 9 correspondam a outro trecho. Vamos contar as linhas do texto:
Arquitetura sustentável está em expansão no Brasil
Cada vez mais, as demandas por projetos sustentáveis aumentam, e a Viveza tem os materiais que os profissionais especializados buscam
A preocupação com o desenvolvimento sustentável está presente em quase todos os setores assim como na arquitetura que, cada vez mais, cria formas de reduzir os recursos utilizados, buscando minimizar os impactos no meio ambiente e na saúde das pessoas.
Para esses profissionais especializados, a Viveza tem em seu catálogo produtos que apresentam melhor desempenho ambiental que os produtos‑padrão encontrados no mercado, com variedade e preços bastante atrativos, ideais para projetos modernos e sustentáveis.
“Os clientes buscam por mais tecnologia, por produtos inovadores e que prezam a sustentabilidade, querem ter dentro de suas casas marcas e fornecedores que lhes ofereçam qualidade de vida”, diz Priscila Costa, da Edifique Arquitetura.
Esse novo conceito, também chamado de arquitetura verde, tem como premissa desenvolver soluções alternativas que evitem o desperdício de recursos, atendam às necessidades e demandas de hoje, impactem minimamente a natureza e não comprometam as fontes de recursos para as gerações futuras.
Além de estarem em conformidade com os princípios de ações sustentáveis, essas edificações inteligentes têm maior valor imobiliário, tornando‑se atrativas com a redução de custos por meio da reciclagem de água e aquecimento solar, por exemplo.
A arquiteta Míriam Sena fala dos diferenciais da Viveza. “Além da beleza do showroom, a Viveza nos traz sempre novas tendências nas suas ambientações. Outro ponto em destaque é que a Viveza ainda conta com uma equipe de vendas, gestores e projetistas que fazem toda a diferença no atendimento e na negociação.”
Se as linhas 8 e 9 correspondem ao parágrafo 8, então o trecho é:
“A arquiteta Míriam Sena fala dos diferenciais da Viveza. “Além da beleza do showroom, a Viveza nos traz sempre novas tendências nas suas ambientações. Outro ponto em destaque é que a Viveza ainda conta com uma equipe de vendas, gestores e projetistas que fazem toda a diferença no atendimento e na negociação.””
Nesse trecho, há duas ocorrências de “que”:
“Outro ponto em destaque é que a Viveza ainda conta com uma equipe...” — aqui, o “que” introduz uma oração que funciona como predicativo do sujeito “outro ponto”. Pode ser trocado por “isso”: “Outro ponto em destaque é isso”. Portanto, é conjunção integrante.
“gestores e projetistas que fazem toda a diferença” — aqui, o “que” retoma “gestores e projetistas” e equivale a “os quais”. É pronome relativo.
Agora sim! As naturezas são distintas: a primeira é conjunção integrante, a segunda é pronome relativo. Portanto, o item está Certo.
A técnica para resolver
Para classificar o “que”, use dois testes:
Conjunção integrante: troque a oração iniciada por “que” por “isso”. Se fizer sentido, é conjunção integrante.
Pronome relativo: substitua o “que” por “o qual/a qual/os quais/as quais”. Se fizer sentido, é pronome relativo.
No trecho da linha 8, “é que a Viveza ainda conta” → “é isso” → conjunção integrante. No trecho da linha 9, “projetistas que fazem” → “projetistas os quais fazem” → pronome relativo.
"Que" (classificação)
1Conjunção integrante
Troca por "isso"
Ex.: "é que a Viveza conta"
2Pronome relativo
Troca por "o qual"
Ex.: "projetistas que fazem"
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Análise das alternativas
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmação está correta: as duas ocorrências de “que” nas linhas 8 e 9 têm naturezas morfológicas distintas. A primeira é conjunção integrante (introduz oração subordinada substantiva predicativa, trocável por “isso”), e a segunda é pronome relativo (retoma “gestores e projetistas”, equivalendo a “os quais”).
Alternativa E — ❌ Incorreta
A afirmação de que as naturezas são iguais está errada. Como demonstrado, uma é conjunção integrante e a outra é pronome relativo. A banca montou a pegadinha para o candidato que não analisa o contexto e acha que todo “que” é pronome relativo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a polissemia do “que”. Muitos candidatos marcam “Errado” por acharem que ambos são pronomes relativos, sem perceber que o primeiro “que” introduz uma oração substantiva (trocável por “isso”).
PEGA ESSA DICA!
Sempre que a questão pedir classificação do “que”, aplique os dois testes: troque por “isso” (conjunção integrante) e por “o qual” (pronome relativo). O contexto decide.
Conclusão: a resposta é C (Certo), pois as duas ocorrências de “que” nas linhas 8 e 9 pertencem a classes gramaticais diferentes — conjunção integrante e pronome relativo. Lembre-se: a classificação do “que” depende sempre da função que ele exerce na oração.