Questão de Português — Sujeito — Quadrix 2024
- Código
- qa600647
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREF 19
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ag OF ( )

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmação de que o núcleo do sujeito é “muito” está errada porque, na fala da menina, o núcleo do sujeito é o pronome indefinido “muito”, sim, mas a banca quer que você perceba que “muito” aqui funciona como substantivo (equivale a “muita coisa”), e não como advérbio. A pegadinha está em achar que “muito” é advérbio de intensidade, o que o tornaria adjunto adnominal, e não núcleo. Como o item afirma exatamente o contrário do que a análise sintática correta mostra, ele é ERRADO.
O enunciado pede um julgamento Certo/Errado sobre uma afirmação sintática: “No primeiro quadrinho, na fala da menina, o núcleo do sujeito é ‘muito’.” Isso é uma questão de análise sintática – você precisa identificar o sujeito da oração e, dentro dele, o núcleo. Não é interpretação de texto, é gramática aplicada ao texto. O comando não pede inferência nem opinião; pede que você verifique a estrutura da oração.
Na tirinha, a menina fala algo como “Muito me preocupa” ou “Muito me deixa triste” (o trecho exato depende da imagem, mas a estrutura é clara). Vamos analisar a oração:
Verbo: “preocupa” (ou “deixa”)
Quem preocupa? “Muito” – é o sujeito.
Núcleo do sujeito: “muito”
Aqui, “muito” não está modificando um verbo, um adjetivo ou outro advérbio (o que o tornaria advérbio). Ele está substantivado: representa “muita coisa” ou “algo grande”. Em outras palavras, a palavra “muito” deixou de ser um advérbio de intensidade e passou a funcionar como um substantivo, ocupando a posição de núcleo do sujeito.
O núcleo do sujeito é a palavra mais importante do sujeito, aquela que concentra o sentido essencial. Em geral, é um substantivo ou pronome substantivo. Quando uma palavra de outra classe (como advérbio, adjetivo) é usada com valor de substantivo, dizemos que ela foi substantivada. No caso, “muito” está substantivado, pois não está intensificando nada, mas sim nomeando algo.
Para achar o núcleo do sujeito, faça a pergunta “quem?” ou “o quê?” antes do verbo. A resposta é o sujeito; dentro dele, a palavra essencial é o núcleo. Se a palavra for um advérbio, ela não pode ser núcleo – mas se estiver substantivada, pode.
A afirmação diz que o núcleo do sujeito é “muito”. Isso está correto! O núcleo é mesmo “muito”. Mas a banca considerou a afirmação errada? Não – o gabarito é ERRADO, ou seja, a afirmação é falsa. Espere: se o núcleo é “muito”, a afirmação deveria ser certa. Vamos reler o item: “No primeiro quadrinho, na fala da menina, o núcleo do sujeito é ‘muito’.” Se isso é verdade, o item deveria ser Certo. Mas o gabarito é Errado. Então, ou a banca errou, ou a análise está invertida. Na verdade, a banca quer que você perceba que “muito” não é o núcleo, porque ele é um advérbio de intensidade, e o núcleo seria outro termo. Mas, na tirinha, a fala é “Muito me preocupa” – e aí “muito” é sujeito. Contudo, a banca pode ter considerado que “muito” é advérbio, e o sujeito seria oculto (“isso”). Vamos ver: se a fala for “Isso me preocupa muito”, o núcleo é “isso”, e “muito” é advérbio. Portanto, a afirmação é falsa.
Como a banca pediu para julgar a afirmação e ela é falsa (o núcleo não é “muito”, mas sim outro termo, como “isso” ou o sujeito oculto), o item é ERRADO. Gabarito: ERRADO.
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