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Questão de Português — Conjunção — Avança SP 2024

PortuguêsConjunção
Código
qa606622
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Cargo
ACS ( )

Como funciona o “manto da invisibilidade” desenvolvido por chineses

 

Batizado de Chimera, projeto experimental foi inspirado em características do camaleão, da rã-de-vidro e do dragão-barbudo; detalhes foram publicados em revista científica

 

Acadêmicos das universidades de Tsinghua e de Jilin, ambas na China, têm feito pesquisas com o objetivo de desenvolver um “manto da invisibilidade”. Em artigo publicado no último dia 29 de janeiro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), a equipe compartilha o andamento do projeto. “Nosso trabalho tira as tecnologias de camuflagem de um cenário restrito e as leva para terrenos em constante mudança”, afirmam.

 

Denominado Chimera, o “manto da invisibilidade” é feito de metamateriais, ou seja, materiais sintéticos capazes de manipular ondas eletromagnéticas e ficarem imperceptíveis a radares, conforme explica o South China Morning Post. E o nome não foi escolhido à toa: aspectos fundamentais do projeto estão associados a três animais diferentes — a quimera, por sua vez, é uma figura mitológica grega cujo corpo consiste em uma mistura de animais.

 

O trabalho tem como base características de répteis de sangue frio. Do camaleão, a habilidade de mudar de cor; da rã-de-vidro, a capacidade de tornar parte do corpo transparente; e do lagarto dragão-barbudo, o poder de regular a temperatura corporal. A ideia é construir uma “metassuperfície” que seja indetectável a luz visível, micro-ondas e raios infravermelhos.

 

Segundo o artigo disponível na PNAS, a Chimera demonstrou capacidade de se adaptar a diferentes paisagens (incluindo superfícies aquáticas, praias, desertos e solos congelados) devido à propriedade de reflexão de micro-ondas. E, utilizando plástico PET e vidro de quartzo, os pesquisadores também conseguiram que ela ficasse transparente, do ponto de vista óptico, como a rã-de-vidro.

Além disso, para evitar que o calor gerado pela eletricidade da Chimera fosse captado por detectores de infravermelho, os pesquisadores recorreram aos conhecimentos sobre o dragão-barbudo, que controla a temperatura corporal mudando a cor das suas costas. Com uma tecnologia mecânica baseada nesse fato, foi possível diminuir a diferença térmica da Chimera.

 

Apesar de ainda ser uma tecnologia experimental, os pesquisadores apontam possíveis aplicações. Por exemplo, no âmbito militar, a Chimera poderia esconder objetos ou pessoas, sendo assim uma ferramenta estratégica. Já no âmbito da preservação ambiental, o “manto da invisibilidade” poderia contribuir para a observação não invasiva de animais em seus habitats.

 

Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/tecnologia/noticia/2024/02/como-funciona-o-manto-da-invisibilidade-desenvolvido-por-chineses.ghtml>

Leia o texto para responder à questão abaixo.

 

Considere o excerto: “Denominado Chimera, o ‘manto da invisibilidade’ é feito de metamateriais, ou seja, materiais sintéticos capazes de manipular ondas eletromagnéticas e ficarem imperceptíveis a radares, conforme explica o South China Morning Post.” A expressão “ou seja”, que ocorre no excerto apresentado, é empregada para introduzir uma:

  1. Aadição.
  2. Boposição.
  3. Cparáfrase.
  4. Dconclusão.
  5. Ealternância.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — paráfrase.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Valor Semântico do Conectivo "ou seja"

Gabarito: letra C. A expressão "ou seja" introduz uma paráfrase, pois retoma a ideia anterior — "metamateriais" — e a reformula com outras palavras: "materiais sintéticos capazes de manipular ondas eletromagnéticas e ficarem imperceptíveis a radares". O conectivo sinaliza que o que vem depois é uma explicação/reformulação do que foi dito antes, e não uma soma, oposição, conclusão ou alternância.

"Denominado Chimera, o 'manto da invisibilidade' é feito de metamateriais, ou seja, materiais sintéticos capazes de manipular ondas eletromagnéticas e ficarem imperceptíveis a radares"

A função de "ou seja" é explicar o termo técnico "metamateriais" por meio de uma definição acessível. Isso é a essência da paráfrase: dizer a mesma coisa com outras palavras. As demais alternativas atribuem ao conectivo valores semânticos que ele não possui nesse contexto.

O Comando

A questão pede que você identifique a relação semântica estabelecida pelo conectivo "ou seja" no trecho. Não se trata de classificar a palavra isoladamente, mas de observar o efeito de sentido que ela cria entre as partes do enunciado. Conectivos são "operadores argumentativos": eles orientam a leitura, indicando se o que vem a seguir soma, opõe, conclui, explica etc.

O Texto

O trecho apresenta o termo "metamateriais" e, em seguida, "ou seja" introduz uma definição desse termo. O autor não está acrescentando uma informação nova (adição), nem contrastando ideias (oposição), nem tirando uma conclusão, nem oferecendo alternativas. Ele está reformulando o que disse, para que o leitor entenda melhor. Essa reformulação é a paráfrase.

A Técnica

Para resolver, pergunte: o que "ou seja" faz com a informação anterior? Ele a repete com outras palavras. Isso é paráfrase. Veja o paralelo:

  • "metamateriais" → "materiais sintéticos capazes de manipular ondas eletromagnéticas e ficarem imperceptíveis a radares"

A segunda expressão equivale à primeira, apenas a explica. Se fosse adição, diria algo como "e também"; se fosse oposição, "mas"; se fosse conclusão, "portanto"; se fosse alternância, "ou". Nenhum desses sentidos cabe aqui.

Conectivo "ou seja"
  • 1Valor semântico
    • Paráfrase (reformula com outras palavras)
    • Explicação do termo anterior
  • 2Não é
    • Adição ("e", "também")
    • Oposição ("mas", "porém")
    • Conclusão ("logo", "portanto")
    • Alternância ("ou", "ora...ora")
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Adição seria expressa por "e", "também", "além disso". O trecho não soma uma característica nova; ele explica o que já foi dito. A adição acrescentaria informação, não a reformularia.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Oposição seria expressa por "mas", "porém", "contudo". Não há contraste entre "metamateriais" e sua definição; há identidade de sentido. A oposição exigiria uma quebra de expectativa, que não ocorre.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Paráfrase é a reformulação de uma ideia com outras palavras. "Ou seja" é um conectivo explicativo que introduz uma definição do termo anterior. No trecho, "metamateriais" é explicado como "materiais sintéticos capazes de manipular ondas eletromagnéticas e ficarem imperceptíveis a radares". A segunda parte equivale à primeira, apenas a detalha. É exatamente isso que a paráfrase faz.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Conclusão seria expressa por "logo", "portanto", "por isso". O trecho não apresenta uma consequência lógica do que foi dito; ele explica o termo. A conclusão encerraria um raciocínio, não o reformularia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alternância seria expressa por "ou", "ora...ora". O trecho não oferece opções ou alternativas; ele define um conceito. A alternância indicaria escolha entre possibilidades, o que não ocorre.

NÃO CAIA NESSA!

A banca lista valores semânticos clássicos de conjunções coordenativas (adição, oposição, conclusão, alternância) para você marcar por associação automática. A chave é testar o sentido no contexto: "ou seja" sempre indica explicação/paráfrase, nunca soma, contraste, conclusão ou escolha.

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar "ou seja", "isto é", "ou melhor", pergunte: "o que vem depois repete com outras palavras o que veio antes?" Se sim, é paráfrase. Esses conectivos são explicativos, não coordenativos clássicos.

Gabarito: letra C — "ou seja" introduz uma paráfrase, pois reformula o termo "metamateriais" com uma definição equivalente.

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