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Questão de Português — Uso do Hífen — Avança SP 2024

PortuguêsUso do Hífen
Código
qa606624
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Cargo
ACS ( )

Como funciona o “manto da invisibilidade” desenvolvido por chineses

 

Batizado de Chimera, projeto experimental foi inspirado em características do camaleão, da rã-de-vidro e do dragão-barbudo; detalhes foram publicados em revista científica

 

Acadêmicos das universidades de Tsinghua e de Jilin, ambas na China, têm feito pesquisas com o objetivo de desenvolver um “manto da invisibilidade”. Em artigo publicado no último dia 29 de janeiro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), a equipe compartilha o andamento do projeto. “Nosso trabalho tira as tecnologias de camuflagem de um cenário restrito e as leva para terrenos em constante mudança”, afirmam.

 

Denominado Chimera, o “manto da invisibilidade” é feito de metamateriais, ou seja, materiais sintéticos capazes de manipular ondas eletromagnéticas e ficarem imperceptíveis a radares, conforme explica o South China Morning Post. E o nome não foi escolhido à toa: aspectos fundamentais do projeto estão associados a três animais diferentes — a quimera, por sua vez, é uma figura mitológica grega cujo corpo consiste em uma mistura de animais.

 

O trabalho tem como base características de répteis de sangue frio. Do camaleão, a habilidade de mudar de cor; da rã-de-vidro, a capacidade de tornar parte do corpo transparente; e do lagarto dragão-barbudo, o poder de regular a temperatura corporal. A ideia é construir uma “metassuperfície” que seja indetectável a luz visível, micro-ondas e raios infravermelhos.

 

Segundo o artigo disponível na PNAS, a Chimera demonstrou capacidade de se adaptar a diferentes paisagens (incluindo superfícies aquáticas, praias, desertos e solos congelados) devido à propriedade de reflexão de micro-ondas. E, utilizando plástico PET e vidro de quartzo, os pesquisadores também conseguiram que ela ficasse transparente, do ponto de vista óptico, como a rã-de-vidro.

Além disso, para evitar que o calor gerado pela eletricidade da Chimera fosse captado por detectores de infravermelho, os pesquisadores recorreram aos conhecimentos sobre o dragão-barbudo, que controla a temperatura corporal mudando a cor das suas costas. Com uma tecnologia mecânica baseada nesse fato, foi possível diminuir a diferença térmica da Chimera.

 

Apesar de ainda ser uma tecnologia experimental, os pesquisadores apontam possíveis aplicações. Por exemplo, no âmbito militar, a Chimera poderia esconder objetos ou pessoas, sendo assim uma ferramenta estratégica. Já no âmbito da preservação ambiental, o “manto da invisibilidade” poderia contribuir para a observação não invasiva de animais em seus habitats.

 

Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/tecnologia/noticia/2024/02/como-funciona-o-manto-da-invisibilidade-desenvolvido-por-chineses.ghtml>

Leia o texto para responder à questão abaixo.   O emprego do hífen na palavra “micro-ondas”, que ocorre no texto, se justifica, pois:
  1. Ausa-se hífen em qualquer palavra que suceda ao prefixo micro-.
  2. Busa-se hífen diante de qualquer palavra que se inicia por vogal.
  3. Cusa-se hífen diante de palavra que se inicia com a mesma vogal com que se encerra a palavra precedente.
  4. Dusa-se hífen em qualquer palavra composta que não apresenta elemento de ligação.
  5. Eusa-se hífen geralmente diante da palavra “ondas”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — usa-se hífen diante de palavra que se inicia com a mesma vogal com que se encerra a palavra precedente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Emprego do Hífen em "Micro-ondas"

Gabarito: letra C. O hífen em "micro-ondas" se justifica porque o prefixo micro- termina com a vogal o e a palavra seguinte "ondas" inicia com a mesma vogal o — ou seja, há encontro de vogais idênticas. Essa é a regra do Novo Acordo Ortográfico: usa-se hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento, como em anti-inflamatório, contra-ataque e micro-ondas.

A questão é de gramática normativa aplicada a um vocábulo do texto. O comando pede a justificativa do emprego do hífen, ou seja, a regra que explica por que "micro-ondas" se escreve com hífen. Não se trata de interpretação de texto, mas de conhecimento ortográfico — e a resposta está na regra do hífen com prefixos, não no conteúdo do texto em si.

No texto, a palavra aparece no trecho: "a Chimera demonstrou capacidade de se adaptar a diferentes paisagens... devido à propriedade de reflexão de micro-ondas". O uso do hífen ali é obrigatório pela norma, independentemente do contexto. A banca quer que o candidato identifique a condição específica que gera o hífen: vogal final do prefixo igual à vogal inicial do segundo elemento.

A regra geral do Novo Acordo Ortográfico (Base XVI) estabelece:

  • Com hífen: quando o prefixo termina com vogal e o segundo elemento começa com a mesma vogal (ex.: micro-ondas, anti-inflamatório, contra-ataque, auto-observação).

  • Sem hífen: quando as vogais são diferentes (ex.: autoescola, extraoficial, coautor, semiaberto).

  • Sem hífen: quando o segundo elemento começa com consoante (exceto h, r, s em alguns casos) — ex.: microcomputador, anteprojeto.

A pegadinha da banca está nas alternativas que generalizam demais: A, B e D afirmam regras absolutas que não correspondem à norma. A alternativa C é a única que enuncia a condição exata — "mesma vogal" —, que é o que ocorre em "micro-ondas".

Hífen com prefixos (Base XVI)
  • 1Com hífen
    • Vogal final = vogal inicial
      • micro-ondas
      • anti-inflamatório
      • contra-ataque
    • Segundo elemento inicia com h
      • micro-história
  • 2Sem hífen
    • Vogais diferentes
      • autoescola
      • extraoficial
    • Segundo elemento inicia com consoante
      • microcomputador
      • anteprojeto
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: generalização indevida. Afirma que "usa-se hífen em qualquer palavra que suceda ao prefixo micro-". Isso é falso: o hífen só ocorre quando o segundo elemento começa com vogal igual (o) ou com h (ex.: micro-ondas, micro-ônibus, micro-história). Se começar com vogal diferente ou consoante, não há hífen: microcomputador, microempresa, microeconomia. A palavra "qualquer" torna a afirmação incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: generalização indevida. Diz que "usa-se hífen diante de qualquer palavra que se inicia por vogal". Isso também é falso: o hífen só ocorre quando a vogal inicial é igual à vogal final do prefixo. Se for vogal diferente, não há hífen (ex.: autoescola, extraoficial). A regra não é "qualquer vogal", mas "vogal idêntica".

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Justificativa correta. "Usa-se hífen diante de palavra que se inicia com a mesma vogal com que se encerra a palavra precedente." Em "micro-ondas", o prefixo micro- termina com o e "ondas" começa com o — vogais idênticas. Por isso, o hífen é obrigatório. Essa é a regra do Novo Acordo Ortográfico, confirmada por exemplos como anti-inflamatório, contra-ataque e auto-observação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: generalização indevida. Afirma que "usa-se hífen em qualquer palavra composta que não apresenta elemento de ligação". Isso é falso: há compostos sem elemento de ligação que não usam hífen, como girassol, mandachuva, pontapé (aglutinação). A regra do hífen em compostos é mais específica: usa-se em compostos justapostos sem elemento de ligação (ex.: guarda-chuva, arco-íris), mas não em todos. A palavra "qualquer" invalida a alternativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: generalização indevida. Diz que "usa-se hífen geralmente diante da palavra 'ondas'". Isso não é uma regra: o hífen não depende da palavra "ondas", mas da vogal final do prefixo. Se o prefixo terminar com vogal diferente (ex.: anti-ondas não existe, mas extraondas seria sem hífen), não haveria hífen. A justificativa correta é a condição de vogal idêntica, não a palavra específica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a tendência de decorar exemplos em vez de entender a regra. As alternativas A, B e D usam "qualquer" para criar generalizações falsas; a E apela para uma falsa regularidade. A correta (C) exige conhecer a condição exata: vogal final do prefixo = vogal inicial do segundo elemento.

PEGA ESSA DICA!

Ao resolver questões de hífen, desconfie de palavras absolutas como "qualquer", "sempre", "nunca". A norma tem exceções e condições específicas. Memorize o par: vogais iguais → hífen; vogais diferentes → sem hífen.

Conclusão: a resposta é a letra C, pois é a única que enuncia a regra precisa que justifica o hífen em "micro-ondas": o encontro de vogais idênticas (o + o). As demais alternativas generalizam ou simplificam demais a norma.

Gabarito: letra C

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