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Questão de Português — Tipos de Discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) — Avança SP 2024

PortuguêsTipos de Discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre)
Código
qa606628
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Cargo
Med ( )

Cientistas descobrem que famoso fóssil nos alpes italianos é uma “farsa”

 

Durante décadas, espécime se destacou por supostamente ter tecidos moles fossilizados. Porém, novo artigo indica que partes do material são artificiais

 

Em 1931, pesquisadores encontraram um fóssil de 280 milhões de anos nos alpes italianos. Denominado Tridentinosaurus  antiquus, o espécime de réptil ficou famoso por sua preservação: ao redor do corpo, havia um contorno escuro que corresponderia a tecidos moles. No entanto, um artigo publicado na revista Palaeontology na última quinta-feira (15) demonstra que o material é, em partes, uma farsa.

 

“Tecidos moles fossilizados são raros, mas, quando encontrados, podem revelar importantes informações biológicas – como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia”, explica, em nota, Valentina Rossi, principal autora do estudo.

 

Apesar de chamar atenção, o Tridentinosaurus  antiquus nunca tinha sido examinado em detalhes. Ele foi colocado no grupo de répteis Protorosauria, mas outros dados, como posição filogenética e detalhes sobre sua história geológica, não eram conhecidos e intrigaram paleontólogos por décadas.

 

Com o objetivo de obter informações paleobiológicas relevantes, a equipe liderada por Rossi conduziu uma série de análises do T.  antiquus. Foram utilizadas técnicas que envolvem luz ultravioleta, microscopia, modelos 3D, entre outras ferramentas. Os cientistas descobriram, então, que a textura e a composição do material não correspondiam àquelas vistas em tecidos moles fossilizados.

 

Eles concluíram que o contorno escuro ao redor do corpo do Tridentinosaurus antiquus não era tecido mole, mas um pigmento preto manufaturado. Ou seja, o contorno foi criado artificialmente.

 

“A preservação peculiar do Tridentinosaurus  intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido”, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo. “O que era descrito como pele carbonizada é apenas pintura”, afirma.

 

Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T.  antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não é uma farsa completa. Ossos dos membros inferiores, principalmente os fêmures, parecem genuínos (apesar de não muito preservados). E há também pequenas escamas ósseas, similares às dos crocodilos, no que seriam as costas do animal.

 

Revista Galileu. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/ 02/cientistas-descobrem-que-famoso-fossil-nos-alpesitalianos- e-uma-farsa.ghtml>

Leia o texto para responder à questão abaixo.   Considere o excerto a seguir: “‘A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido’, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo.” Em discurso indireto, o excerto apresentado deve ser reescrito da seguinte forma:
  1. AEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigava especialistas por décadas. Agora, tudo fazia sentido.
  2. BEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus tinha intrigado especialistas por décadas, e que, agora, tudo fazia sentido.
  3. CEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas, e que, agora, tudo faz sentido.
  4. DEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus  tinha intrigado especialistas por décadas, e que, agora, tudo faz sentido.
  5. EEvelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo fazia sentido.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo, comentou que a preservação peculiar do Tridentinosaurus tinha intrigado especialistas por décadas, e que, agora, tudo fazia sentido.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Discurso Indireto: Conversão de Tempos Verbais

Gabarito: letra B. A reescrita correta exige a conversão dos tempos verbais do discurso direto para o indireto: o pretérito perfeito "intrigou" vira "tinha intrigado" (pretérito mais-que-perfeito composto), e o presente "faz" vira "fazia" (pretérito imperfeito), tudo regido pela conjunção integrante "que". A alternativa B é a única que aplica todas as transformações obrigatórias, como se vê na passagem original: "'A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido', comenta Evelyn Kustatscher".

A questão cobra a transposição de discurso direto para indireto, um tópico clássico de gramática aplicada ao texto. O comando pede uma reescritura — não uma interpretação —, então a resposta se decide por regras mecânicas de conversão, não por inferência. O verbo introdutor "comenta" (presente) pode ser mantido ou passado para o pretérito ("comentou"), mas os verbos da fala citada obrigatoriamente sofrem recuo temporal, pois o narrador reporta algo dito no passado.

A regra central: no discurso indireto, o pretérito perfeito do indicativo do discurso direto converte-se em pretérito mais-que-perfeito composto (tinha + particípio), e o presente do indicativo converte-se em pretérito imperfeito do indicativo. Além disso, a fala vira uma oração subordinada substantiva introduzida pela conjunção "que", e as duas frases independentes do discurso direto são unidas por um conectivo ("e que") ou mantidas como orações subordinadas coordenadas.

A pegadinha da banca está em oferecer alternativas que misturam as conversões: algumas mantêm o presente "faz sentido" (errado, pois o presente deve virar pretérito imperfeito), outras mantêm o pretérito perfeito "intrigou" (errado, pois deve virar mais-que-perfeito composto), e outras ainda aplicam a conversão correta mas quebram a coesão ao separar as orações com ponto final, o que não reproduz fielmente a estrutura do discurso indireto. A alternativa B é a única que faz todas as conversões e mantém a unidade sintática com o conectivo "e que".

PEGA ESSA DICA!

Ao converter discurso direto em indireto, faça uma lista de checagem: 1) verbo introdutor (dicendi) presente? 2) conjunção integrante "que" presente? 3) tempos verbais recuados (presente→imperfeito; perfeito→mais-que-perfeito composto)? 4) pronomes e advérbios ajustados? Se qualquer item faltar, a alternativa está errada.

  1. 1Verbo dicendi (comenta/comentou)
  2. 2Conjunção integrante 'que'
  3. 3Perfeito → mais-que-perfeito composto
  4. 4Presente → pretérito imperfeito
  5. 5Unir orações com 'e que'
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A converte corretamente "intrigou" em "intrigava" (pretérito imperfeito) e "faz" em "fazia", mas erra na conversão do tempo: o pretérito perfeito "intrigou" deveria virar pretérito mais-que-perfeito composto ("tinha intrigado"), não pretérito imperfeito. Além disso, separa as orações com ponto final, quebrando a coesão que o discurso indireto exige. O erro é de troca de tempo verbal — a banca oferece uma conversão parcialmente correta, mas com o tempo errado.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B aplica todas as conversões obrigatórias: "intrigou" (pretérito perfeito) → "tinha intrigado" (pretérito mais-que-perfeito composto); "faz" (presente) → "fazia" (pretérito imperfeito); e une as orações com o conectivo "e que", mantendo a estrutura do discurso indireto. A passagem original — "'A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido', comenta Evelyn Kustatscher" — é fielmente transposta, com o verbo introdutor "comentou" no pretérito perfeito, o que é aceitável, pois o discurso indireto pode manter o verbo dicendi no presente ou passá-lo ao pretérito, desde que os verbos da fala citada sofram o recuo temporal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C mantém os tempos verbais do discurso direto: "intrigou" (pretérito perfeito) e "faz sentido" (presente). Isso é um erro grave, pois no discurso indireto os tempos devem recuar: o perfeito vira mais-que-perfeito composto e o presente vira imperfeito. A alternativa não faz nenhuma conversão temporal, apenas troca a pontuação e introduz a conjunção "que". O erro é de omissão da conversão — a banca oferece uma reescrita que mantém os tempos originais, o que não caracteriza discurso indireto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D converte corretamente "intrigou" em "tinha intrigado" (mais-que-perfeito composto), mas mantém o presente "faz sentido" sem conversão. No discurso indireto, o presente deve virar pretérito imperfeito ("fazia"). A alternativa aplica apenas metade das conversões, o que a torna incorreta. O erro é de conversão incompleta — a banca oferece uma alternativa que acerta um tempo, mas erra o outro.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E converte corretamente "faz" em "fazia" (pretérito imperfeito), mas mantém o pretérito perfeito "intrigou" sem conversão para o mais-que-perfeito composto ("tinha intrigado"). Além disso, separa as orações com ponto final, quebrando a coesão. O erro é de conversão incompleta e quebra de coesão — a banca oferece uma alternativa que acerta um tempo, mas erra o outro e ainda desestrutura a frase.

Conclusão: a conversão de discurso direto para indireto exige recuo temporal obrigatório de todos os verbos da fala citada, além da introdução da conjunção "que" e da manutenção da unidade sintática. A alternativa B é a única que aplica todas as transformações: "tinha intrigado" (mais-que-perfeito composto) e "fazia" (imperfeito), unidas por "e que". As demais erram ao manter tempos originais, aplicar conversões parciais ou quebrar a coesão. Gabarito: letra B.

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