Questão de Engenharia de Software — Conceitos e Fundamentos da Qualidade de Software — INSTITUTO AOCP 2024
Engenharia de Software›Conceitos e Fundamentos da Qualidade de Software
Código
qa631574
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
DPE MS
Ano
2024
Cargo
Ana Def ( )
De acordo com os conceitos de métricas de qualidade de código-fonte durante o desenvolvimento de software, é INCORRETO afirmar que
Auma métrica interna é embasada em medidas estáticas obtidas pela análise do código.
Buma maneira de utilizar as métricas de qualidade de código-fonte é para identificar os componentes do sistema cuja qualidade não atingiu ao padrão previamente estipulado.
Cmétricas de qualidade em uso são verificadas e coletadas durante a utilização do software pelos usuários da aplicação em condições reais.
Duma métrica de previsão pode ser utilizada para ajudar na estimativa do esforço necessário para efetuar alterações em um código-fonte já existente.
Eas métricas apresentam medições estáticas que não podem ser utilizadas para rastrear a evolução do código-fonte ao longo do tempo.
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GabaritoE — as métricas apresentam medições estáticas que não podem ser utilizadas para rastrear a evolução do código-fonte ao longo do tempo.
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Métricas de Qualidade de Código-Fonte
Gabarito: letra E. A alternativa E é a INCORRETA, pois afirma que as métricas apresentam medições estáticas que não podem ser utilizadas para rastrear a evolução do código-fonte ao longo do tempo — o que é falso, já que as métricas de código-fonte são amplamente utilizadas exatamente para monitorar a evolução do software, permitindo comparar versões e identificar tendências de degradação ou melhoria da qualidade. As demais alternativas (A, B, C e D) estão corretas, pois descrevem corretamente conceitos de métricas internas, uso de métricas para identificação de componentes fora do padrão, métricas de qualidade em uso e métricas de previsão.
As métricas de qualidade de software são medidas quantitativas que permitem avaliar atributos do produto, do processo ou do projeto. Elas são fundamentais para o gerenciamento da qualidade, pois transformam aspectos subjetivos em dados objetivos que podem ser analisados e comparados. No contexto do código-fonte, as métricas podem ser classificadas de diversas formas, sendo as principais: métricas internas, métricas externas, métricas de qualidade em uso e métricas de previsão.
Métricas internas são aquelas que podem ser aplicadas ao produto em si, sem necessidade de executá-lo, ou seja, são baseadas em medidas estáticas obtidas pela análise do código-fonte, como tamanho (linhas de código, número de funções), complexidade (complexidade ciclomática), acoplamento e coesão. Essas métricas são coletadas durante o desenvolvimento, permitindo avaliar a qualidade do código à medida que ele é escrito.
Métricas externas são aquelas que exigem a execução do software para serem medidas, como desempenho, confiabilidade e usabilidade. Já as métricas de qualidade em uso são verificadas e coletadas durante a utilização do software pelos usuários em condições reais, avaliando a eficácia, produtividade, segurança e satisfação no contexto específico de uso.
As métricas de previsão são utilizadas para estimar atributos futuros do software, como o esforço necessário para realizar alterações, o número provável de defeitos ou o custo de manutenção. Elas são baseadas em dados históricos e em modelos estatísticos, permitindo planejar melhor as atividades de desenvolvimento e manutenção.
Um dos usos mais importantes das métricas de qualidade de código-fonte é a identificação de componentes anômalos, ou seja, partes do sistema cuja qualidade não atingiu o padrão previamente estipulado. Esses componentes podem ser analisados com mais detalhes e, se necessário, refatorados ou corrigidos. Além disso, as métricas são essenciais para o rastreamento da evolução do código-fonte ao longo do tempo: ao coletar métricas em diferentes versões do software, é possível verificar se a qualidade está melhorando, piorando ou se mantendo estável, e identificar tendências que orientem decisões de manutenção e evolução.
A pegadinha da questão está exatamente na alternativa E, que tenta fazer o candidato acreditar que métricas estáticas não servem para rastrear a evolução do código. Na verdade, é justamente o contrário: a coleta periódica de métricas estáticas (como complexidade, tamanho e acoplamento) em diferentes versões do código é uma prática comum e eficaz para monitorar a evolução da qualidade. A banca explora a confusão entre "estático" (que não exige execução) e "imutável" (que não muda ao longo do tempo) — conceitos completamente diferentes.
Métrica
Característica principal
Exemplo de uso
Interna
Medida estática obtida pela análise do código-fonte, sem execução
Coletada durante a utilização real do software pelos usuários
Avaliar eficácia, produtividade, satisfação
Previsão
Estima atributos futuros com base em dados atuais e históricos
Estimar esforço de manutenção ou número provável de defeitos
Estática (para rastreamento)
Medida coletada sem execução, mas aplicável a diferentes versões
Comparar versões do código para identificar tendências de degradação ou melhoria
Métricas de qualidade de código: Internas (Medidas estáticas, Análise do código-fonte); Externas (Exigem execução, Desempenho, confiabilidade); Qualidade em uso (Uso real pelo usuário, Eficácia, satisfação); Previsão (Estimativas futuras, Esforço de manutenção)
Alternativa A — ✅ Correta
A alternativa afirma que uma métrica interna é embasada em medidas estáticas obtidas pela análise do código. Isso está correto. Métricas internas são aquelas que podem ser medidas sem executar o software, diretamente sobre o código-fonte, como linhas de código, complexidade ciclomática, acoplamento entre classes, etc. Essas medidas são estáticas porque não dependem da execução do programa.
Alternativa B — ✅ Correta
A alternativa afirma que uma maneira de utilizar as métricas de qualidade de código-fonte é para identificar os componentes do sistema cuja qualidade não atingiu o padrão previamente estipulado. Isso está correto. As métricas são particularmente valiosas para identificar componentes anômalos que possam apresentar problemas de qualidade, permitindo que sejam analisados com mais detalhes e corrigidos.
Alternativa C — ✅ Correta
A alternativa afirma que métricas de qualidade em uso são verificadas e coletadas durante a utilização do software pelos usuários da aplicação em condições reais. Isso está correto. A qualidade em uso é a qualidade percebida pelo usuário no contexto real de utilização, avaliando eficácia, produtividade, segurança e satisfação. Essas métricas só podem ser coletadas quando o software está em uso real.
Alternativa D — ✅ Correta
A alternativa afirma que uma métrica de previsão pode ser utilizada para ajudar na estimativa do esforço necessário para efetuar alterações em um código-fonte já existente. Isso está correto. Métricas de previsão são usadas para estimar atributos futuros, como esforço de manutenção, baseando-se em características atuais do código (tamanho, complexidade, acoplamento) e em dados históricos de projetos anteriores.
Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que as métricas apresentam medições estáticas que não podem ser utilizadas para rastrear a evolução do código-fonte ao longo do tempo. Isso está incorreto. As métricas estáticas, embora sejam coletadas sem executar o software, podem e devem ser utilizadas para rastrear a evolução do código-fonte. Ao coletar métricas em diferentes versões do software, é possível comparar os valores e identificar tendências de melhoria ou degradação da qualidade ao longo do tempo. A palavra "estáticas" refere-se ao método de coleta (análise do código sem execução), não à impossibilidade de acompanhar mudanças temporais.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "estático" (que não exige execução do software) e "imutável" (que não muda com o tempo). Métricas estáticas são coletadas por análise do código-fonte, mas isso não impede que sejam coletadas em diferentes versões do software para rastrear sua evolução. Na verdade, o rastreamento da evolução é um dos principais usos dessas métricas.
NÃO CAIA NESSA!
Para questões sobre métricas de qualidade, lembre-se da classificação: internas (estáticas, sem execução), externas (com execução), qualidade em uso (uso real pelo usuário) e previsão (estimativas futuras). E lembre-se: métricas estáticas servem sim para rastrear evolução — a pegadinha clássica é tentar negar isso.
Gabarito: letra E — a única alternativa INCORRETA, pois as métricas estáticas podem e devem ser usadas para rastrear a evolução do código-fonte ao longo do tempo.