Questão de Engenharia de Software — Geral — INSTITUTO AOCP 2024
Engenharia de Software›Geral
Código
qa631621
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MGI
Ano
2024
Cargo
Esp ( )
Acerca do Roteiro de Métricas de Software do SISP (versão 2.0), assinale a alternativa correta.
AA métrica de Pontos de Função é utilizada no Roteiro de Métricas do SISP para avaliar a quantidade de funcionalidades entregues ao usuário final, independentemente da tecnologia usada.
BO Roteiro de Métricas de Software do SISP utiliza exclusivamente métricas de linhas de código para mensurar a produtividade do desenvolvimento de software.
CA principal métrica de qualidade definida pelo Roteiro de Métricas do SISP é o tempo de resposta do sistema, medido em milissegundos.
DO Roteiro de Métricas do SISP não considera a complexidade das funcionalidades ao mensurar a produtividade, focando apenas na quantidade de funções.
EAs métricas de software do SISP são aplicáveis apenas a projetos de desenvolvimento de software realizados internamente pelos órgãos governamentais, não se aplicando a fornecedores externos.
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GabaritoA — A métrica de Pontos de Função é utilizada no Roteiro de Métricas do SISP para avaliar a quantidade de funcionalidades entregues ao usuário final, independentemente da tecnologia usada.
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Roteiro de Métricas de Software do SISP: Análise de Pontos de Função
Gabarito: letra A. A métrica de Pontos de Função (APF) é utilizada no Roteiro de Métricas do SISP para avaliar a quantidade de funcionalidades entregues ao usuário final, independentemente da tecnologia usada. A APF mede o tamanho funcional do software com base na visão do usuário, sendo neutra em relação à linguagem de programação, plataforma ou tecnologia empregada — exatamente o que a alternativa A afirma.
O Roteiro de Métricas de Software do SISP (Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação) é um documento que orienta a medição de software nos órgãos do Poder Executivo Federal. Ele adota a Análise de Pontos de Função como métrica principal para dimensionar o software, pois essa técnica permite medir o que o sistema faz do ponto de vista do usuário, sem se prender a detalhes de implementação. A APF é uma métrica clássica da Engenharia de Software, amplamente reconhecida e utilizada para estimar tamanho, esforço e produtividade.
A grande vantagem da APF é sua independência tecnológica: o mesmo sistema, se desenvolvido em Java, Python ou COBOL, terá a mesma contagem de pontos de função, pois o que se mede são as funcionalidades (funções de dados e funções de transação), não as linhas de código. Isso permite comparar projetos diferentes, avaliar a produtividade das equipes e construir bases históricas consistentes. No contexto do SISP, essa métrica é essencial para o planejamento e a gestão de contratos de software, pois fornece uma medida objetiva do tamanho do que será entregue.
É importante distinguir a APF de outras métricas: enquanto linhas de código (LOC) medem o tamanho físico do programa e dependem da linguagem, a APF mede o tamanho funcional, baseado na visão do usuário. A complexidade das funcionalidades é considerada na APF por meio da classificação de cada função em baixa, média ou alta, o que influencia diretamente a contagem final. Além disso, a APF não mede tempo de resposta, desempenho ou qualidade interna do código — ela foca exclusivamente no que o software entrega ao usuário.
A banca explora aqui um tema recorrente em concursos: a confusão entre métricas de tamanho (APF, LOC), métricas de qualidade (tempo de resposta, defeitos) e o escopo de aplicação das métricas. O candidato que domina o conceito de que a APF é independente de tecnologia e mede funcionalidades na visão do usuário resolve a questão com segurança. Guarde esse critério: a APF mede o tamanho funcional — é essa a chave que separa a alternativa correta das demais.
Análise de Pontos de Função (APF): O que mede (Tamanho funcional, Funcionalidades na visão do usuário, Funções de dados (ALI, AIE), Funções de transação (EE, SE, CE)); Características (Independente de tecnologia, Considera complexidade (baixa/média/alta), Aplica-se a projetos internos e externos); O que NÃO mede (Linhas de código (LOC), Tempo de resposta, Qualidade interna)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta porque descreve com precisão a natureza da Análise de Pontos de Função: medir a quantidade de funcionalidades entregues ao usuário final, independentemente da tecnologia usada. A APF é uma técnica de medição de tamanho funcional que se baseia na visão do usuário, contando funções de dados (ALI e AIE) e funções de transação (EE, SE e CE), sem considerar a linguagem de programação, o banco de dados ou a plataforma. Essa independência tecnológica é uma das características mais importantes da métrica e é exatamente o que a alternativa destaca.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa erra ao afirmar que o Roteiro de Métricas do SISP utiliza exclusivamente linhas de código. O SISP adota a Análise de Pontos de Função como métrica principal, não linhas de código. Embora exista uma técnica para converter pontos de função em linhas de código (e vice-versa), o fator de conversão depende da linguagem de programação, o que contraria a ideia de uma métrica independente de tecnologia. A palavra "exclusivamente" torna a afirmação ainda mais incorreta, pois o roteiro pode considerar outras métricas complementares, mas a APF é a base.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa erra ao afirmar que a principal métrica de qualidade do SISP é o tempo de resposta. A APF mede o tamanho funcional, não a qualidade ou o desempenho do sistema. Tempo de resposta é uma métrica de desempenho, relacionada à qualidade não funcional, e não é o foco do Roteiro de Métricas do SISP. A qualidade, no contexto da APF, está relacionada à adequação das funcionalidades às necessidades do usuário, não à velocidade de execução. A banca tenta confundir o candidato ao associar "qualidade" a "tempo de resposta", quando a métrica principal mede tamanho funcional.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa erra ao afirmar que o SISP não considera a complexidade das funcionalidades. Na APF, cada função de dados e de transação é classificada em complexidade baixa, média ou alta, com pesos diferentes para cada nível. Essa classificação é fundamental para a contagem de pontos de função, pois funcionalidades mais complexas recebem mais pontos. A afirmação de que a métrica foca "apenas na quantidade de funções" ignora o mecanismo de ponderação por complexidade, que é um dos pilares da técnica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa erra ao afirmar que as métricas do SISP se aplicam apenas a projetos internos. O Roteiro de Métricas do SISP é utilizado na gestão de contratos de software, incluindo serviços prestados por fornecedores externos. A medição por pontos de função é essencial para dimensionar e fiscalizar o que foi contratado, independentemente de o desenvolvimento ser interno ou terceirizado. A APF é uma métrica neutra que se aplica a qualquer projeto, e o SISP a utiliza justamente para padronizar a medição em todos os órgãos, inclusive nos contratos com empresas privadas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a APF depende da tecnologia (alternativa B) ou que mede desempenho (alternativa C). A pegadinha central é inverter a natureza da métrica: a APF mede tamanho funcional, não linhas de código, não tempo de resposta e não qualidade interna. Lembre-se: a APF é independente de tecnologia e considera a complexidade das funcionalidades — com isso, você elimina as alternativas B, C e D de imediato.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre métricas de software, pergunte-se sempre: "o que essa métrica mede?" Se a alternativa falar em linhas de código, tempo de resposta ou desempenho, desconfie — a APF mede funcionalidades na visão do usuário. E lembre-se: a APF considera a complexidade (baixa, média, alta) e se aplica tanto a projetos internos quanto a fornecedores externos. Esses são os pontos que a banca mais explora.