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Questão de Engenharia de Software — W3C, WCAG e WAI — INSTITUTO AOCP 2024

Engenharia de SoftwareW3C, WCAG e WAI
Código
qa631640
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MGI
Ano
2024
Cargo
Esp ( )
Na criação de um novo sistema do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos voltado a cidadãos com deficiência visual de baixa visão, é imprescindível que seja(m) adotada(s) qual(is) prática(s) no desenvolvimento do sistema?
  1. AImplementar recursos que aumentem a tela, como zoom, e alterar cores e contraste.
  2. BImplementar recursos que alterem o layout da tela.
  3. CImplementar recursos que aumentem a interação com o usuário.
  4. DImplementar recurso de tradução para Libras.
  5. EImplementar softwares que transformem áudio em legendas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Implementar recursos que aumentem a tela, como zoom, e alterar cores e contraste.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Acessibilidade Web: WCAG e práticas para baixa visão

Gabarito: letra A. Para cidadãos com deficiência visual de baixa visão, a prática imprescindível é implementar recursos que aumentem a tela (zoom) e permitam alterar cores e contraste, conforme as diretrizes de acessibilidade da W3C (WCAG). As demais alternativas tratam de outras deficiências ou de recursos genéricos que não atendem diretamente à necessidade específica de baixa visão.

A acessibilidade web é um campo da engenharia de software que busca garantir que pessoas com diferentes deficiências possam perceber, entender, navegar e interagir com a web. A W3C (World Wide Web Consortium) criou a WAI (Web Accessibility Initiative) e, dentro dela, as WCAG (Web Content Accessibility Guidelines), que são as diretrizes internacionais para tornar o conteúdo web acessível. Para pessoas com baixa visão, as principais barreiras são a dificuldade de enxergar textos pequenos, cores com pouco contraste e elementos que não podem ser ampliados. Por isso, as práticas mais importantes são: permitir o zoom (ampliação da tela), oferecer opções de alto contraste e permitir que o usuário altere as cores de fundo e de texto. Essas funcionalidades são essenciais para que o usuário consiga ler e utilizar o sistema com conforto.

A alternativa A é a única que descreve exatamente essas práticas: "Implementar recursos que aumentem a tela, como zoom, e alterar cores e contraste". Isso atende diretamente às necessidades de uma pessoa com baixa visão, que precisa ampliar o conteúdo e ajustar o contraste para conseguir enxergar. As outras alternativas, embora possam ser úteis em outros contextos, não são as práticas imprescindíveis para esse público específico. Por exemplo, alterar o layout da tela (B) pode até atrapalhar, pois o usuário já está acostumado com uma estrutura; aumentar a interação (C) é vago e não resolve o problema visual; tradução para Libras (D) é para surdos, não para cegos ou baixa visão; e transformar áudio em legendas (E) é para surdos ou para ambientes sem som, não para baixa visão.

A pegadinha da banca está em associar acessibilidade a qualquer recurso "inclusivo", mas a questão é específica: o público é de baixa visão. O candidato que não conhece as diretrizes de acessibilidade pode marcar qualquer alternativa que pareça "inclusiva", mas a única que atende à necessidade visual é a letra A. É fundamental entender que cada deficiência exige soluções específicas: baixa visão → zoom e contraste; cegueira total → leitores de tela; surdez → legendas e Libras; dificuldade motora → teclado e navegação simplificada.

Acessibilidade web (W3C/WAI)
  • 1WCAG — princípios
    • Perceptível
    • Operável
    • Compreensível
    • Robusto
  • 2Por deficiência
    • Baixa visão
      • Zoom (ampliação)
      • Contraste e cores
    • Cegueira total
      • Leitor de tela
      • Descrição de imagens
    • Surdez
      • Libras
      • Legendas
    • Dificuldade motora
      • Navegação por teclado
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve exatamente as práticas recomendadas pelas WCAG para pessoas com baixa visão: permitir o zoom (ampliação) e a alteração de cores e contraste. Essas funcionalidades são essenciais para que o usuário consiga perceber o conteúdo, que é o primeiro princípio das WCAG (Perceptível). Sem a possibilidade de ampliar e ajustar o contraste, o sistema fica inacessível para esse público.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Alterar o layout da tela não é uma prática imprescindível para baixa visão. Na verdade, mudanças bruscas de layout podem desorientar o usuário, que já tem dificuldade visual. O que importa é a possibilidade de ampliar e ajustar cores, não de reorganizar a interface. Essa alternativa confunde "acessibilidade" com "personalização de layout", que não é o foco para baixa visão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Aumentar a interação com o usuário" é um conceito vago e genérico, que não atende especificamente à necessidade de baixa visão. A interação pode ser aumentada de várias formas, mas o problema central aqui é a percepção visual, não a interação. Essa alternativa não traz nenhuma prática concreta e, portanto, não é imprescindível para o público citado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A tradução para Libras (Língua Brasileira de Sinais) é um recurso de acessibilidade para pessoas surdas, não para pessoas com baixa visão. O enunciado é claro: o público é de "deficiência visual de baixa visão". Essa alternativa troca o tipo de deficiência, sendo um distrator clássico para quem não lê o enunciado com atenção.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Transformar áudio em legendas é um recurso para pessoas surdas ou para ambientes sem som, não para baixa visão. Uma pessoa com baixa visão pode até se beneficiar de legendas, mas isso não é a prática imprescindível para o seu caso. O essencial é o zoom e o contraste, como na alternativa A.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre diferentes tipos de deficiência. O candidato que lê "acessibilidade" e marca qualquer recurso "inclusivo" cai na armadilha. Lembre-se: baixa visão → zoom e contraste; surdez → Libras e legendas; cegueira total → leitores de tela. Cada deficiência tem suas soluções específicas, e a questão pede exatamente a do público citado.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de acessibilidade, identifique primeiro o tipo de deficiência mencionado no enunciado e relacione com as soluções correspondentes. Monte um mapa mental: baixa visão (zoom, contraste, cores), cegueira (leitor de tela, descrição de imagens), surdez (Libras, legendas), dificuldade motora (navegação por teclado). Isso resolve a maioria das questões do tema.

Gabarito: letra A

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