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Questão de Engenharia de Software — Geral — INSTITUTO AOCP 2024

Engenharia de SoftwareGeral
Código
qa631649
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MGI
Ano
2024
Cargo
Esp ( )
Você está liderando um projeto de desenvolvimento de software e decide utilizar a técnica de pontos de função para estimar o tamanho do software, conforme as diretrizes do CPM versão 4.3 do IFPUG.   Considerando as características do software que inclui transações que envolvem entradas, saídas e consultas, qual das seguintes alternativas descreve corretamente a aplicação dessa técnica de medição?
  1. AAs transações de entrada são sempre avaliadas com o mesmo peso, independentemente da complexidade ou do número de campos de dados envolvidos.
  2. BCada tipo de transação (entrada, saída e consulta) é classificado como simples, médio ou complexo, baseando-se na quantidade de arquivos de dados e campos de dados referenciados.
  3. CApenas as transações de saída são consideradas na contagem de pontos de função, pois são as que geram resultados visíveis para os usuários.
  4. DA técnica de pontos de função considera exclusivamente o número de consultas realizadas pelo sistema, ignorando entradas e saídas.
  5. EOs pontos de função são calculados com base no número total de linhas de código do software, sendo independente das transações de entrada, saída ou consulta.
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GabaritoB — Cada tipo de transação (entrada, saída e consulta) é classificado como simples, médio ou complexo, baseando-se na quantidade de arquivos de dados e campos de dados referenciados.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise de Pontos de Função (APF) e a classificação das transações

Gabarito: letra B. Na Análise de Pontos de Função (APF), cada função de transação — Entrada Externa (EE), Saída Externa (SE) e Consulta Externa (CE) — é classificada como baixa, média ou alta complexidade, com base na quantidade de arquivos de dados referenciados (ALR/RLR) e na quantidade de campos de dados (DER) envolvidos. Essa é a essência da técnica definida pelo IFPUG (CPM 4.3), e é exatamente o que a alternativa B descreve.

A APF é uma métrica de tamanho funcional do software, ou seja, mede o que o sistema faz do ponto de vista do usuário, independentemente da tecnologia, linguagem de programação ou linhas de código. Ela é amplamente usada para estimar esforço, custo e prazo em projetos de desenvolvimento, melhoria e manutenção. A contagem considera dois grandes grupos de funções: as funções de dados (Arquivo Lógico Interno – ALI e Arquivo de Interface Externa – AIE) e as funções de transação (EE, SE e CE).

As funções de transação representam a funcionalidade que cruza a fronteira do sistema: a Entrada Externa processa dados que entram no sistema (ex.: cadastrar um cliente); a Saída Externa envia dados ou informações de controle para fora (ex.: emitir um relatório); e a Consulta Externa recupera dados de arquivos internos ou externos sem realizar cálculos ou alterações (ex.: consultar o saldo de um cliente). Cada uma dessas funções recebe uma pontuação que varia conforme a complexidade, e a soma dessas pontuações, ajustada pelos fatores de ajuste (14 características gerais), resulta nos pontos de função do software.

A complexidade de cada transação é determinada por uma tabela de decisão que cruza o número de tipos de dados elementares (DER) com o número de tipos de registro referenciados (RLR). Por exemplo, uma Entrada Externa com poucos campos e poucos arquivos referenciados é classificada como baixa; com muitos campos e muitos arquivos, como alta. Essa classificação é fundamental para a precisão da estimativa, pois transações mais complexas exigem mais esforço de desenvolvimento.

A grande pegadinha desta questão — e de muitas outras sobre o tema — é confundir APF com linhas de código (LOC). A APF é independente da linguagem de programação: uma Entrada Externa é a mesma em Java, Python ou COBOL. Já a quantidade de linhas de código necessária para implementá-la varia conforme a linguagem. Além disso, a APF não considera apenas um tipo de transação (como saídas ou consultas), mas todas as funções de transação e de dados. A banca explora exatamente esses equívocos nas alternativas incorretas.

Guarde o critério decisivo: a complexidade de cada transação depende da quantidade de arquivos referenciados e de campos de dados — é esse o filtro que separa a alternativa correta das demais.

Critério

Entrada Externa (EE)

Saída Externa (SE)

Consulta Externa (CE)

Peso (baixa/média/alta)

3 / 4 / 6

4 / 5 / 7

3 / 4 / 6

Base de classificação

Nº de DER × Nº de RLR

Nº de DER × Nº de RLR

Nº de DER × Nº de RLR

Processamento de dados

Altera arquivos internos

Envia dados/controle para fora

Recupera dados, sem alteração

Exemplo típico

Cadastrar cliente

Emitir relatório

Consultar saldo

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que as transações de entrada são sempre avaliadas com o mesmo peso, independentemente da complexidade ou do número de campos. Errado: a APF classifica cada Entrada Externa como baixa, média ou alta, conforme a tabela de complexidade que cruza DER e RLR. O peso varia: uma EE baixa vale 3 pontos, média 4 e alta 6 (valores do IFPUG). A banca tenta fazer o candidato acreditar que a contagem é uniforme, mas a técnica é justamente o oposto: a complexidade é o coração da medição.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve com precisão a regra do IFPUG: cada tipo de transação (entrada, saída e consulta) é classificado como simples (baixa), médio ou complexo (alto), baseando-se na quantidade de arquivos de dados referenciados (RLR) e campos de dados referenciados (DER). É exatamente o que determina a tabela de complexidade funcional do CPM 4.3. Essa classificação é o que permite atribuir pesos diferentes a cada função e, ao final, calcular o tamanho funcional do software.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que apenas as transações de saída são consideradas na contagem. Errado: a APF considera todas as funções de transação — Entradas Externas, Saídas Externas e Consultas Externas — além das funções de dados (ALI e AIE). Ignorar entradas e consultas distorceria completamente a medição, pois o tamanho funcional reflete todas as funcionalidades que o usuário percebe, não apenas as saídas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a técnica considera exclusivamente o número de consultas, ignorando entradas e saídas. Errado: as consultas são apenas uma das três categorias de funções de transação. A APF exige a contagem de todas as transações (EE, SE e CE) e também das funções de dados. A alternativa inverte o papel: em vez de considerar tudo, considera só um tipo — e ainda erra ao ignorar os demais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que os pontos de função são calculados com base no número total de linhas de código, independente das transações. Errado: essa é a confusão clássica entre tamanho funcional (APF) e tamanho físico (LOC). A APF é independente de linhas de código e de linguagem de programação; ela mede a funcionalidade do ponto de vista do usuário. Linhas de código são outra métrica, que varia conforme a linguagem e o estilo de programação. A banca adora essa pegadinha — lembre-se: APF não conta linhas, conta funções.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer você acreditar que APF se baseia em linhas de código (alternativa E) ou que todas as transações têm o mesmo peso (alternativa A). Na prova, desconfie de qualquer alternativa que mencione "linhas de código" ou "mesmo peso" — a APF é sobre funcionalidade e complexidade variável. Com treino, você enxerga essas armadilhas de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte a tabela de pesos do IFPUG: EE (baixa=3, média=4, alta=6), SE (4, 5, 7), CE (3, 4, 6). E lembre-se: a complexidade é definida pelo cruzamento entre DER (campos) e RLR (arquivos referenciados). Essa tabela cai direto em provas!

Gabarito: letra B

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