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Questão de Engenharia de Software — Geral — INSTITUTO AOCP 2024

Engenharia de SoftwareGeral
Código
qa631650
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MGI
Ano
2024
Cargo
Esp ( )
Considerando a técnica de pontos de função, conforme o Manual de Práticas de Contagem (CPM versão 4.3 do IFPUG), assinale a alternativa INCORRETA sobre a contagem e a classificação de transações de entrada.
  1. AUma transação de entrada é contada se resulta em uma resposta de dados imediata ao usuário, independentemente de alterações no armazenamento de dados.
  2. BTransações de entrada que utilizam a mesma lógica de processamento e arquivos referenciados, mas diferem nos dados de entrada são contadas separadamente.
  3. CA complexidade de uma transação de entrada é determinada pela combinação do número de arquivos de dados lógicos e do total de campos de dados referenciados.
  4. DUma transação de entrada que não altera dados, mas apenas recupera informações para exibição não deve ser contada como entrada, e sim como consulta.
  5. ETransações de entrada são sempre consideradas complexas se interagem com três ou mais arquivos de dados lógicos, independentemente da quantidade de campos de dados.
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GabaritoE — Transações de entrada são sempre consideradas complexas se interagem com três ou mais arquivos de dados lógicos, independentemente da quantidade de campos de dados.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise de Pontos de Função: Transações de Entrada (IFPUG CPM 4.3)

Gabarito: letra E. A alternativa E está incorreta porque a complexidade de uma transação de entrada não é determinada apenas pelo número de arquivos de dados lógicos referenciados; ela é definida pela combinação desse número com a quantidade de campos de dados referenciados (DETs), conforme a matriz de complexidade do Manual de Práticas de Contagem (CPM) do IFPUG. A alternativa E afirma que a transação é "sempre" complexa com três ou mais arquivos, ignorando o papel dos campos de dados, o que contraria a regra do CPM.

A Análise de Pontos de Função (APF) é uma técnica de medição do tamanho funcional do software, sob a perspectiva do usuário, e não da forma como foi construído. O IFPUG (International Function Point Users Group) define, no CPM, cinco tipos de funções: três transacionais (Entrada Externa - EE, Saída Externa - SE e Consulta Externa - CE) e duas de dados (Arquivo Lógico Interno - ALI e Arquivo de Interface Externa - AIE). As funções transacionais representam a funcionalidade que o usuário solicita e recebe, enquanto as funções de dados representam os grupos de informações que a aplicação mantém ou referencia.

Uma Entrada Externa (EE) é um processo elementar que processa dados ou informações de controle que entram pela fronteira da aplicação. O principal objetivo de uma EE é manter um ou mais ALIs ou alterar o comportamento do sistema. A contagem de uma EE não depende de alterações no armazenamento de dados, mas sim do processamento de dados que entram na fronteira. A complexidade de uma EE é determinada pela combinação do número de arquivos de dados lógicos referenciados (ALI/AIE) e do total de campos de dados referenciados (DETs), conforme a matriz de complexidade do CPM.

A matriz de complexidade para Entradas Externas é a seguinte:

Critério

Baixa

Média

Alta

0-1 ALI/AIE

1-4 DETs

5-15 DETs

16+ DETs

2 ALI/AIE

1-4 DETs

5-15 DETs

16+ DETs

3+ ALI/AIE

1-4 DETs

5-15 DETs

16+ DETs

A alternativa E afirma que uma transação de entrada é "sempre" complexa se interage com três ou mais arquivos de dados lógicos, independentemente da quantidade de campos de dados. Isso está incorreto, pois a complexidade depende tanto do número de arquivos quanto do número de campos de dados. Por exemplo, uma EE com 3 ALIs e 2 DETs é classificada como baixa complexidade, não alta. A banca explora a generalização indevida de que "três ou mais arquivos" automaticamente resulta em complexidade alta, ignorando a matriz de complexidade.

A alternativa A está correta porque uma transação de entrada é contada se resulta em uma resposta de dados imediata ao usuário, independentemente de alterações no armazenamento de dados. Isso está alinhado com a definição de EE, que processa dados que entram na fronteira, podendo ou não manter ALIs.

A alternativa B está correta porque transações de entrada que utilizam a mesma lógica de processamento e arquivos referenciados, mas diferem nos dados de entrada, são contadas separadamente. Isso ocorre porque cada processo elementar distinto é contado como uma função separada.

A alternativa C está correta porque a complexidade de uma transação de entrada é determinada pela combinação do número de arquivos de dados lógicos e do total de campos de dados referenciados, conforme a matriz de complexidade do CPM.

A alternativa D está correta porque uma transação de entrada que não altera dados, mas apenas recupera informações para exibição, não deve ser contada como entrada, e sim como consulta. Isso está alinhado com a definição de Consulta Externa (CE), que recupera dados sem alterar o comportamento do sistema.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao afirmar que "três ou mais arquivos" automaticamente resulta em complexidade alta, ignorando a matriz de complexidade que considera também os campos de dados. Lembre-se: a complexidade é determinada pela combinação de ambos os fatores, não apenas por um deles.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões sobre complexidade de transações, memorize a matriz de complexidade do CPM. Ela é a base para classificar EE, SE e CE. Pratique com exemplos variados para fixar a combinação de ALI/AIE e DETs.

1Critérios (matriz CPM)
Arquivos referenciados (ALI/AIE)
Campos de dados (DETs)
2Classificação
Baixa
Média
Alta
3"3+ arquivos = sempre alta" (errado)
depende também dos DETs
Complexidade da Entrada Externa (EE)
LEVELsoulevel.com.br
Complexidade da Entrada Externa (EE): Critérios (matriz CPM) (Arquivos referenciados (ALI/AIE), Campos de dados (DETs)); Classificação (Baixa, Média, Alta); "3+ arquivos = sempre alta" (errado) (depende também dos DETs)

Alternativa A — ✅ Correta

A alternativa A está correta porque uma transação de entrada é contada se resulta em uma resposta de dados imediata ao usuário, independentemente de alterações no armazenamento de dados. Isso está alinhado com a definição de Entrada Externa (EE), que processa dados que entram pela fronteira da aplicação, podendo ou não manter ALIs. A contagem de uma EE não depende de alterações no armazenamento, mas sim do processamento de dados que entram na fronteira.

Alternativa B — ✅ Correta

A alternativa B está correta porque transações de entrada que utilizam a mesma lógica de processamento e arquivos referenciados, mas diferem nos dados de entrada, são contadas separadamente. Isso ocorre porque cada processo elementar distinto é contado como uma função separada. A diferença nos dados de entrada caracteriza um processo elementar diferente, mesmo que a lógica de processamento seja a mesma.

Alternativa C — ✅ Correta

A alternativa C está correta porque a complexidade de uma transação de entrada é determinada pela combinação do número de arquivos de dados lógicos e do total de campos de dados referenciados, conforme a matriz de complexidade do CPM. A matriz considera tanto o número de ALI/AIE quanto o número de DETs para classificar a complexidade como baixa, média ou alta.

Alternativa D — ✅ Correta

A alternativa D está correta porque uma transação de entrada que não altera dados, mas apenas recupera informações para exibição, não deve ser contada como entrada, e sim como consulta. Isso está alinhado com a definição de Consulta Externa (CE), que recupera dados sem alterar o comportamento do sistema. A CE é uma função transacional que não mantém ALIs nem altera o comportamento do sistema.

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A alternativa E está incorreta porque afirma que transações de entrada são "sempre" complexas se interagem com três ou mais arquivos de dados lógicos, independentemente da quantidade de campos de dados. Isso contraria a matriz de complexidade do CPM, que determina a complexidade pela combinação do número de arquivos de dados lógicos e do total de campos de dados referenciados. Por exemplo, uma EE com 3 ALIs e 2 DETs é classificada como baixa complexidade, não alta. A banca explora a generalização indevida de que "três ou mais arquivos" automaticamente resulta em complexidade alta, ignorando a matriz de complexidade.

Gabarito: letra E

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