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Questão de Engenharia de Software — Geral — INSTITUTO AOCP 2024

Engenharia de SoftwareGeral
Código
qa631651
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
MGI
Ano
2024
Cargo
Esp ( )
Você, como analista de sistemas em uma agência governamental, está aplicando o Roteiro de Métricas de Software do SISP (Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática do Setor Público) versão 2.0 em um projeto de desenvolvimento de software.   Qual das seguintes ações é fundamental para assegurar a aplicação adequada das métricas de software conforme o roteiro?
  1. AUtilizar apenas métricas de produtividade e custo para avaliação dos fornecedores de software.
  2. BImplementar métricas de qualidade de código no início do projeto para garantir a conformidade com os padrões de codificação.
  3. CAdotar métricas de satisfação do usuário final como único critério de sucesso do projeto de software.
  4. DPriorizar métricas financeiras em detrimento das métricas técnicas durante as fases de teste e homologação do software.
  5. ESeguir rigorosamente as diretrizes do roteiro para a medição de tamanho funcional do software utilizando pontos de função.
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GabaritoE — Seguir rigorosamente as diretrizes do roteiro para a medição de tamanho funcional do software utilizando pontos de função.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Roteiro de Métricas de Software do SISP: aplicação correta

Gabarito: letra E. A ação fundamental para assegurar a aplicação adequada das métricas de software conforme o Roteiro de Métricas de Software do SISP é seguir rigorosamente as diretrizes do roteiro para a medição de tamanho funcional do software utilizando pontos de função. O roteiro do SISP, alinhado à Análise de Pontos de Função (APF), estabelece que a medição do tamanho funcional é a base para estimativas, acompanhamento e comparação de projetos, sendo essencial para a gestão de contratos e a avaliação de fornecedores no âmbito da administração pública.

O Roteiro de Métricas de Software do SISP (Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática do Setor Público) é um documento que orienta a medição de software nos órgãos da administração pública federal. Ele adota a Análise de Pontos de Função (APF) como método padrão para medir o tamanho funcional do software, ou seja, a quantidade de funcionalidade que o software entrega ao usuário, independentemente da tecnologia utilizada. Essa métrica é fundamental porque permite estimar esforço, custo e prazo de forma objetiva, além de servir de base para a comparação entre projetos e para a avaliação de fornecedores.

A APF, padronizada pelo IFPUG (International Function Point Users Group), conta cinco tipos de funções: as funções de dados — Arquivo Lógico Interno (ALI) e Arquivo de Interface Externa (AIE) — e as funções transacionais — Entrada Externa (EE), Saída Externa (SE) e Consulta Externa (CE). Cada função é classificada por complexidade (baixa, média ou alta) e recebe uma pontuação. O total de pontos de função não ajustados (PFNA) é então multiplicado pelo Fator de Ajuste (FA), que varia conforme 14 características gerais do sistema, resultando nos Pontos de Função Ajustados (PFA).

A aplicação correta do roteiro exige que o analista siga rigorosamente as diretrizes de contagem, pois qualquer desvio pode comprometer a confiabilidade das métricas. Por exemplo, ao medir um sistema de folha de pagamento, o analista deve identificar corretamente os ALIs (como o arquivo de funcionários) e as EEs (como a tela de cadastro de funcionário), atribuindo as complexidades adequadas. Se a contagem for feita de forma incorreta, as estimativas de custo e prazo ficarão distorcidas, prejudicando a tomada de decisão.

A banca explora a confusão entre métricas de tamanho funcional (pontos de função) e outras métricas, como produtividade, qualidade de código ou satisfação do usuário. O roteiro do SISP não se limita a uma única dimensão, mas a medição de tamanho funcional é o alicerce sobre o qual as demais métricas se apoiam. As alternativas incorretas apresentam abordagens parciais ou equivocadas, que não refletem a orientação do roteiro.

Guarde o critério decisivo: a questão pergunta qual ação é fundamental para assegurar a aplicação adequada das métricas conforme o roteiro. A resposta correta é aquela que se alinha diretamente ao método prescrito pelo roteiro — a medição de tamanho funcional por pontos de função — e não as que propõem métricas isoladas ou secundárias.

Roteiro de Métricas do SISP
  • 1Método padrão
    • Análise de Pontos de Função (APF)
    • Medição do tamanho funcional
  • 2Funções contadas
    • Dados
      • ALI (Arquivo Lógico Interno)
      • AIE (Arquivo de Interface Externa)
    • Transacionais
      • EE (Entrada Externa)
      • SE (Saída Externa)
      • CE (Consulta Externa)
  • 3Cálculo
    • Complexidade (baixa/média/alta)
    • PFNA × Fator de Ajuste = PFA
  • 4Base para
    • Estimativas de esforço/custo/prazo
    • Avaliação de fornecedores
    • Comparação entre projetos
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Utilizar apenas métricas de produtividade e custo para avaliação dos fornecedores é insuficiente e contrário ao roteiro. O roteiro do SISP preconiza a medição do tamanho funcional como base para avaliar fornecedores, pois a produtividade (pontos de função por esforço) e o custo (custo por ponto de função) dependem diretamente da contagem correta do tamanho. Sem a medição do tamanho funcional, não há como calcular produtividade ou custo de forma objetiva. Além disso, o roteiro não se restringe a essas duas métricas; ele abrange também métricas de qualidade e satisfação, entre outras.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Implementar métricas de qualidade de código no início do projeto é uma prática válida, mas não é a ação fundamental para assegurar a aplicação adequada das métricas conforme o roteiro do SISP. O roteiro foca na medição do tamanho funcional por pontos de função, que é a métrica central para estimativas e acompanhamento. Métricas de qualidade de código, como complexidade ciclomática ou cobertura de testes, são complementares, mas não substituem a medição do tamanho funcional. Além disso, o roteiro não estabelece a implementação de métricas de qualidade de código como diretriz principal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Adotar métricas de satisfação do usuário final como único critério de sucesso é uma visão reducionista e contrária ao roteiro. A satisfação do usuário é um indicador importante, mas não é o único critério de sucesso de um projeto de software. O roteiro do SISP considera múltiplas dimensões, incluindo tamanho funcional, produtividade, qualidade e custo. Usar apenas a satisfação do usuário ignora aspectos técnicos e gerenciais essenciais para o sucesso do projeto, como o cumprimento de prazos e orçamento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Priorizar métricas financeiras em detrimento das métricas técnicas durante as fases de teste e homologação é equivocado. O roteiro do SISP não estabelece essa priorização; ao contrário, ele integra métricas técnicas e financeiras de forma equilibrada. Durante as fases de teste e homologação, métricas técnicas como defeitos encontrados, cobertura de testes e tamanho funcional são fundamentais para avaliar a qualidade do software. As métricas financeiras, como custo por ponto de função, são importantes, mas não devem sobrepor-se às técnicas, pois a qualidade do produto é pré-requisito para o sucesso financeiro do projeto.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Seguir rigorosamente as diretrizes do roteiro para a medição de tamanho funcional do software utilizando pontos de função é a ação fundamental. O roteiro do SISP adota a APF como método padrão para medir o tamanho funcional, que é a base para estimativas de esforço, custo e prazo, bem como para a avaliação de fornecedores e a comparação entre projetos. A contagem correta de pontos de função, seguindo as regras do roteiro, assegura que as métricas sejam confiáveis e comparáveis, permitindo uma gestão eficaz dos recursos de TI na administração pública.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre o Roteiro de Métricas do SISP, lembre-se: o roteiro é fortemente baseado na Análise de Pontos de Função (APF). Quando a questão perguntar sobre a ação fundamental ou o método central, procure a alternativa que mencione pontos de função e a medição do tamanho funcional. As demais métricas (produtividade, qualidade, satisfação) são complementares, mas não são o núcleo do roteiro.

Gabarito: letra E

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