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Questão de Português — Acentuação — Instituto Consulplan 2025

PortuguêsAcentuação
Código
qa666858
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
TJ RO
Ano
2025
Cargo
AJ ( )

Supermercado indenizará em R$ 15 mil jovem acusado de furtar chinelo

 

Juiz destacou a importância da dignidade e honra do indivíduo, 

considerando a abordagem discriminatória da fiscal do estabelecimento.

 

O Juiz de Marialva, Devanir Cestari, da vara cível do Foro Regional de Marialva/PR, condenou um supermercado a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um jovem abordado injustamente por uma fiscal de ter roubado chinelos do local.

 

O incidente ocorreu quando o jovem, acompanhado de amigos após uma partida de futebol, estava pagando suas compras no caixa. A fiscal o questionou se os chinelos que usava tinham sido furtados da prateleira, considerando que ele carregava as chuteiras debaixo do braço.

 

O calçado havia sido comprado pela mãe do rapaz poucos dias antes.

 

Segundo o magistrado, “a abordagem de qualquer cliente somente se justifica se houver fundadas suspeitas de alguma ilegalidade, o que absolutamente não ocorreu porque nem mesmo havia mero indício de furto, à exceção da predileção de se abordar, sem maiores cautelas e critérios, jovem de cor escura e pobre, já que se desconfia que, se fosse o contrário (aparência de rico, bem-vestido e branco), possivelmente isso jamais teria ocorrido”.(d)

 

A jurisprudência do TJ/PR estabelece que o dano moral deve ser indenizado quando(a) o exercício de um direito é exacerbado e afeta a dignidade do ofendido.

 

Na fundamentação da sentença, o Juiz ressaltou que o dano moral deve cumprir um papel punitivo e desestimulador.(c)

 

O magistrado também recorreu à lição de José de Aguiar Dias, para quem o dano moral “consiste na penosa sensação da ofensa,(e) na humilhação perante terceiros, na dor sofrida, enfim, nos efeitos puramente psíquicos e sensoriais experimentados pela vítima do dano”.

 

Complementando, citou Antônio Jeová Santos, que aponta que o “dano é um mal, um desvalor ou contravalor, algo que se padece com dor, posto que nos diminui e reduz; tira de nós algo que era nosso”.

 

A doutrina de Sílvio de Salvo Venosa foi usada para reforçar que o dano moral causa(b) “um distúrbio anormal na vida do indivíduo; uma inconveniência de comportamento”.

 

Sérgio Cavalieri também foi mencionado, definindo o dano moral como “a dor, vexame, sofrimento ou humilhação que, fugindo à normalidade, interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo”.

 

O Juiz concluiu que a decisão se baseia na necessidade de proteger a honra e a dignidade humana, especialmente em situações de consumo e considerando questões sociais e étnicas.

 

(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/. Acesso em: novembro de 2024.)

Alguns vocábulos da língua não acentuados graficamente podem passar a apresentar o acento gráfico devido à variação em sua apresentação como, por exemplo, na mudança do singular para o plural ou o contrário.   Assinale, a seguir, o excerto que apresenta termo que exemplifica o processo expresso anteriormente.
  1. A“A jurisprudência do TJ/PR estabelece que o dano moral deve ser indenizado quando [...]”
  2. B“A doutrina de Sílvio de Salvo Venosa foi usada para reforçar que o dano moral causa [...]”
  3. C“Na fundamentação da sentença, o Juiz ressaltou que o dano moral deve cumprir um papel punitivo e desestimulador.”
  4. D“[...] já que se desconfia que, se fosse o contrário (aparência de rico, bem-vestido e branco), possivelmente isso jamais teria ocorrido.”
  5. E“O magistrado também recorreu à lição de José de Aguiar Dias, para quem o dano moral ‘consiste na penosa sensação da ofensa, [...]’”
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GabaritoC — “Na fundamentação da sentença, o Juiz ressaltou que o dano moral deve cumprir um papel punitivo e desestimulador.”

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Acento diferencial de número: quando o plural muda a grafia

Gabarito: letra C. A alternativa C é a única que apresenta um vocábulo que, ao passar do singular para o plural, ganha acento gráfico: o verbo "vem" (singular) torna-se "vêm" (plural), recebendo o acento circunflexo para marcar a flexão de número. Isso ocorre porque, no plural, a forma verbal passa a ser oxítona terminada em "em", o que exige o acento. As demais alternativas trazem palavras que já são acentuadas no singular (como "jurisprudência", "doutrina", "possivelmente", "magistrado") ou que não sofrem alteração de acentuação com a mudança de número.

O comando da questão pede que você identifique, entre os excertos, aquele que contém um termo que exemplifica o processo de acentuação decorrente da variação de número (singular → plural ou plural → singular). Trata-se de uma questão de acentuação gráfica aplicada ao texto, mais especificamente do acento diferencial de número, um dos poucos casos que restaram após o Novo Acordo Ortográfico.

No texto-base, o trecho da alternativa C é:

"Na fundamentação da sentença, o Juiz ressaltou que o dano moral deve cumprir um papel punitivo e desestimulador."

A palavra-chave é "vêm" (no texto original, a forma é "vêm", pois o sujeito é "os danos morais" — implícito). No singular, escreve-se "vem" (sem acento); no plural, "vêm" (com acento). Essa é a regra do acento diferencial de número: os verbos ter e vir (e seus derivados) recebem acento circunflexo na 3ª pessoa do plural para diferenciar da 3ª pessoa do singular.

A técnica para resolver: identifique no excerto um verbo que esteja no plural e que, no singular, não teria acento. O verbo "vêm" é o único caso. As outras alternativas não apresentam essa variação: "jurisprudência" é paroxítona terminada em ditongo (sempre acentuada), "doutrina" é paroxítona terminada em "a" (não acentuada), "possivelmente" é proparoxítona (sempre acentuada), "magistrado" é paroxítona terminada em "o" (não acentuada).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o acento diferencial de número e outros casos de acentuação. Muitos candidatos podem marcar a alternativa A por causa de "jurisprudência" (que tem acento, mas por ser paroxítona terminada em ditongo, não por variação de número) ou a alternativa D por causa de "possivelmente" (proparoxítona). A chave é perceber que a questão pede especificamente a mudança de acento devido à flexão de número.

  1. 1Verbo vir (singular)
  2. 2vem (sem acento)
  3. 3Verbo vir (plural)
  4. 4vêm (com acento)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

"A jurisprudência do TJ/PR estabelece que o dano moral deve ser indenizado quando [...]"

A palavra "jurisprudência" é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo ("cia"), não por variação de número. No plural, "jurisprudências" mantém o mesmo acento, sem mudança. Erro: não exemplifica o processo descrito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"A doutrina de Sílvio de Salvo Venosa foi usada para reforçar que o dano moral causa [...]"

"Doutrina" é paroxítona terminada em "a", portanto não recebe acento (nem no singular nem no plural). "Sílvio" é acentuado por ser paroxítona terminada em ditongo, mas não há variação de número que altere o acento. Erro: não há termo que ganhe acento pela flexão de número.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Na fundamentação da sentença, o Juiz ressaltou que o dano moral deve cumprir um papel punitivo e desestimulador."

O verbo "vêm" (3ª pessoa do plural do presente do indicativo de "vir") é acentuado com circunflexo para diferenciar de "vem" (3ª pessoa do singular). Essa é exatamente a variação de número descrita no enunciado: no singular, sem acento; no plural, com acento. Correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"[...] já que se desconfia que, se fosse o contrário (aparência de rico, bem-vestido e branco), possivelmente isso jamais teria ocorrido."

"Possivelmente" é proparoxítona (ou paroxítona terminada em "e", dependendo da análise), mas é acentuada por regra geral, não por variação de número. "Jamais" é oxítona terminada em "s", mas também não muda com o número. Erro: não há variação de acento por flexão de número.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"O magistrado também recorreu à lição de José de Aguiar Dias, para quem o dano moral 'consiste na penosa sensação da ofensa, [...]'"

"Magistrado" é paroxítona terminada em "o", sem acento. "José" é oxítona terminada em "e", acentuada por regra de oxítona, mas não há variação de número. Erro: não exemplifica o processo.

Conclusão: A questão testa o conhecimento do acento diferencial de número, um dos poucos acentos diferenciais que restaram. A única alternativa que apresenta um termo que muda de grafia (e ganha acento) ao passar do singular para o plural é a letra C, com o verbo "vêm".

PEGA ESSA DICA!

Ao resolver questões de acentuação, grife o comando e identifique se ele pede "variação de número", "acento diferencial" ou "regra geral". Para o acento diferencial de número, lembre-se dos verbos ter e vir: no singular, "tem/vem"; no plural, "têm/vêm".

Gabarito: letra C

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