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Questão de Português — Questões Mescladas de Sintaxe — Instituto Consulplan 2025

PortuguêsQuestões Mescladas de Sintaxe
Código
qa666860
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
TJ RO
Ano
2025
Cargo
AJ ( )
Supermercado indenizará em R$ 15 mil jovem acusado de furtar chinelo


Juiz destacou a importância da dignidade e honra do indivíduo, considerando a abordagem discriminatória da fiscal do estabelecimento.


    O Juiz de Marialva, Devanir Cestari, da vara cível do Foro Regional de Marialva/PR, condenou um supermercado a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um jovem abordado injustamente por uma fiscal de ter roubado chinelos do local.

    O incidente ocorreu quando o jovem, acompanhado de amigos após uma partida de futebol, estava pagando suas compras no caixa. A fiscal o questionou se os chinelos que usava tinham sido furtados da prateleira, considerando que ele carregava as chuteiras debaixo do braço.

    O calçado havia sido comprado pela mãe do rapaz poucos dias antes.

    Segundo o magistrado, “a abordagem de qualquer cliente somente se justifica se houver fundadas suspeitas de alguma ilegalidade, o que absolutamente não ocorreu porque nem mesmo havia mero indício de furto, à exceção da predileção de se abordar, sem maiores cautelas e critérios, jovem de cor escura e pobre, já que se desconfia que, se fosse o contrário (aparência de rico, bem-vestido e branco), possivelmente isso jamais teria ocorrido”.

    A jurisprudência do TJ/PR estabelece que o dano moral deve ser indenizado quando o exercício de um direito é exacerbado e afeta a dignidade do ofendido.

    Na fundamentação da sentença, o Juiz ressaltou que o dano moral deve cumprir um papel punitivo e desestimulador. 

    O magistrado também recorreu à lição de José de Aguiar Dias, para quem o dano moral “consiste na penosa sensação da ofensa, na humilhação perante terceiros, na dor sofrida, enfim, nos efeitos puramente psíquicos e sensoriais experimentados pela vítima do dano”.

    Complementando, citou Antônio Jeová Santos, que aponta que o “dano é um mal, um desvalor ou contravalor, algo que se padece com dor, posto que nos diminui e reduz; tira de nós algo que era nosso”.

    A doutrina de Sílvio de Salvo Venosa foi usada para reforçar que o dano moral causa “um distúrbio anormal na vida do indivíduo; uma inconveniência de comportamento”.

    Sérgio Cavalieri também foi mencionado, definindo o dano moral como “a dor, vexame, sofrimento ou humilhação que, fugindo à normalidade, interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo”.

    O Juiz concluiu que a decisão se baseia na necessidade de proteger a honra e a dignidade humana, especialmente em situações de consumo e considerando questões sociais e étnicas.

(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/. Acesso em: novembro de 2024.)

A estrutura do período “O Juiz concluiu que a decisão se baseia na necessidade de proteger a honra e a dignidade humana, especialmente em situações de consumo e considerando questões sociais e étnicas.”, ao final do texto, demonstra que:

  1. AA oração adverbial conclusiva é fundamental na construção do período para que a ideia não fique incompleta.
  2. BUm período simples pode se apresentar suficiente na conclusão de um texto, finalizando-o de forma clara e objetiva.
  3. CUma oração pode exercer a mesma função sintática que um sintagma nominal é capaz de exercer sendo subordinada a uma principal.
  4. DEmbora haja independência entre as orações do período destacado, as relações de sentido entre os segmentos do período estão bem estabelecidas.
  5. EA articulação de orações independentes ocorre por meio da expressão da relação de sentido pretendida pelo enunciador por meio de conectivo específico.
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GabaritoC — Uma oração pode exercer a mesma função sintática que um sintagma nominal é capaz de exercer sendo subordinada a uma principal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estrutura do período: oração subordinada substantiva objetiva direta

Gabarito: letra C. No período “O Juiz concluiu que a decisão se baseia na necessidade de proteger a honra e a dignidade humana, especialmente em situações de consumo e considerando questões sociais e étnicas.”, a oração “que a decisão se baseia...” exerce a função de objeto direto do verbo “concluiu” — exatamente a mesma função que um sintagma nominal (ex.: “concluiu a análise”) exerceria. A alternativa C afirma isso: uma oração pode exercer a mesma função sintática que um sintagma nominal, sendo subordinada a uma principal.

O comando pede que você analise a estrutura do período e identifique o que ela demonstra. Não se trata de interpretar o conteúdo do texto, mas de reconhecer a relação sintática entre as orações. A chave está em perceber que “que a decisão se baseia...” é uma oração subordinada substantiva objetiva direta, pois completa o sentido do verbo transitivo direto “concluiu” sem preposição.

No trecho, o verbo “concluiu” é transitivo direto: quem conclui, conclui algo. Esse “algo” é a oração “que a decisão se baseia na necessidade...”. Assim como poderíamos dizer “O Juiz concluiu a necessidade de proteção” (sintagma nominal), usamos uma oração inteira para desempenhar esse papel. Isso ilustra o princípio de que orações subordinadas substantivas equivalem a sintagmas nominais — ambas podem ocupar a posição de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, etc.

A pegadinha da banca está em tentar classificar a oração como “conclusiva” (por causa do verbo “concluiu”) ou como coordenada. Mas o conectivo “que” não é uma conjunção coordenativa conclusiva (como “portanto”, “logo”); ele introduz uma oração subordinada substantiva, que funciona como termo da oração principal. A alternativa C captura exatamente essa equivalência funcional.

1Função sintática
Equivale a sintagma nominal
Objeto direto do verbo
2Conectivo
Conjunção subordinativa integrante ("que")
3Exemplo
"concluiu que a decisão..."
"concluiu a análise"
Oração subordinada substantiva
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Oração subordinada substantiva: Função sintática (Equivale a sintagma nominal, Objeto direto do verbo); Conectivo (Conjunção subordinativa integrante ("que")); Exemplo ("concluiu que a decisão...", "concluiu a análise")

Alternativa A — ❌ Incorreta

A oração “que a decisão se baseia...” não é adverbial conclusiva. Ela não expressa consequência ou conclusão lógica; é um objeto direto do verbo “concluiu”. A banca tenta confundir com o sentido do verbo, mas a função sintática é de subordinada substantiva, não de adjunto adverbial. Erro: troca de conceito (oração subordinada substantiva × adverbial).

Alternativa B — ❌ Incorreta

O período é composto por subordinação, não simples. Há duas orações: a principal (“O Juiz concluiu”) e a subordinada (“que a decisão se baseia...”). A afirmação de que um período simples seria suficiente contradiz a estrutura do trecho. Erro: contradiz o texto (o período é composto, não simples).

Alternativa C — ✅ Correta

A oração “que a decisão se baseia...” exerce a função de objeto direto do verbo “concluiu”, função que também poderia ser exercida por um sintagma nominal (ex.: “concluiu a análise”). Isso demonstra que orações subordinadas substantivas podem ocupar as mesmas posições sintáticas que sintagmas nominais. A alternativa está perfeitamente alinhada com a estrutura do período.

Alternativa D — ❌ Incorreta

As orações do período não são independentes. Há uma relação de subordinação: a oração “que a decisão se baseia...” depende da principal para ter sentido completo. A alternativa afirma independência, o que é falso. Erro: contradiz o texto (há subordinação, não coordenação).

Alternativa E — ❌ Incorreta

A articulação entre as orações não é por coordenação (orações independentes ligadas por conectivo coordenativo). O “que” é uma conjunção subordinativa integrante, que introduz uma oração subordinada substantiva. Não há relação de independência; há subordinação. Erro: troca de conceito (coordenação × subordinação).

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar a estrutura de um período, identifique primeiro o verbo da oração principal e pergunte: “quem conclui, conclui o quê?”. Se a resposta for uma oração iniciada por “que”, ela é subordinada substantiva objetiva direta — equivalente a um sintagma nominal.

Gabarito: letra C.

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