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Questão de Português — Crase — Instituto Consulplan 2025

PortuguêsCrase
Código
qa666888
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
TJ RO
Ano
2025
Cargo
TJ ( )

Golpe da CNH: Como se proteger de mensagens falsas sobre suspensão da carteira de motorista

 

Mensagens enviadas pelo celular induzem vítima a acessar site falso e fazer pagamento para supostamente evitar suspensão da CNH.

Detrans não entram em contato por SMS, e-mail, aplicativos de mensagens e telefone.

 

Um novo golpe tenta atrair vítimas com notificações falsas sobre suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

 

Mensagens enviadas pelo celular sugerem que o motorista perderá o documento se não clicar em um link, mas a comunicação é fraudulenta.

 

O SMS diz que há uma mensagem relacionada ao documento da pessoa em sua conta no sistema gov.br, do governo federal. A mensagem, que é enviada até mesmo para quem não tem carteira de motorista, induz a pessoa a acessar um site para supostamente obter mais detalhes.

 

Imagem associada para resolução da questão Mas lembre-se: os Detrans não enviam notificação por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens e não fazem contato por telefone. Por isso, a orientação é ignorar os avisos falsos que chegam no celular.

 

“Os contatos com os condutores e proprietários de veículos são realizados prioritariamente por meio de correspondências devidamente identificadas, na modalidade de Aviso de Recebimento (AR), enviadas via Correios”, alertou a Associação Nacional dos Detrans (AND).

 

A associação diz que há alertas de fraudes sobre CNH em 18 estados e no Distrito Federal e pede que os condutores que receberem a notificação denunciem o caso à Ouvidoria do Detran ou à Polícia de seu estado.

 

Como funciona o golpe?

 

O golpe da CNH é parecido com os que tentavam se passar pela Receita Federal e pelos Correios. Ao clicar no link da mensagem, a vítima é direcionada para um site falso da Carteira Digital de Trânsito e é levada a preencher seus dados em uma página, também falsa, do gov.br.

 

Depois de digitar o CPF, o site mostra dados verdadeiros da pessoa, como nome completo, data de nascimento e nome da mãe. Em seguida, ele mostra o aviso falso sobre a suspensão da CNH.

 

No fim do procedimento para supostamente regularizar a habilitação, a página mostra o valor de uma taxa e um link para gerar a guia de pagamento, que, na verdade, envia o dinheiro para os golpistas.

 

Como se proteger?

 

Neste caso, somente clicar no link não oferece riscos como vírus para o dispositivo, já que o objetivo é levar a pessoa a fazer um pagamento.

 

Mas existem alguns indícios que apontam que uma mensagem é falsa e podem te ajudar a não cair em um golpe. Veja abaixo alguns elementos presentes neste tipo de fraude.

 

Imagem associada para resolução da questão E-mails ou mensagens de texto com links ou solicitações de dados – os Detrans não usam esses canais em suas comunicações com motoristas;

 

Imagem associada para resolução da questão O link não tem o final “.gov.br”, usado por sites de órgãos públicos – neste caso, ele termina com “.tax”;

 

Imagem associada para resolução da questão Os golpistas tentam trazer um senso de urgência ao dizer que a CNH será suspensa, o que leva a vítima a clicar no link e seguir as instruções;

 

Imagem associada para resolução da questão Texto não segue padrão de mensagens oficiais e, algumas vezes, não tem acentuação e pontuação corretas;

 

Imagem associada para resolução da questão O autor da mensagem tenta se passar por um órgão oficial, mas ao clicar no contato, não há mais informações sobre o número que enviou o SMS.

 

(Disponível em: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia. Acesso em: Novembro de 2024.)

O emprego do sinal indicativo de crase em “[...] denunciem o caso à Ouvidoria do Detran ou à Polícia de seu estado.” ocorre porque:

  1. AÉ dispensável quando há dois termos coordenados no complemento verbal.
  2. BDepende exclusivamente da concordância nominal dos substantivos subsequentes.
  3. CTrata-se de regência do verbo “denunciar” com complemento iniciado por palavra masculina.
  4. DÉ obrigatória em todas as construções em que há relação de posse com substantivos femininos.
  5. EIndica a fusão da preposição exigida pelo verbo com o artigo definido feminino diante das palavras “Ouvidoria” e “Polícia”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Indica a fusão da preposição exigida pelo verbo com o artigo definido feminino diante das palavras “Ouvidoria” e “Polícia”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase: a fusão da preposição com o artigo feminino

Gabarito: letra E. A crase em "denunciem o caso à Ouvidoria do Detran ou à Polícia de seu estado" ocorre porque há a fusão da preposição "a" (exigida pelo verbo "denunciar", que rege complemento com a preposição "a": quem denuncia, denuncia a alguém) com o artigo definido feminino "a" que antecede as palavras femininas "Ouvidoria" e "Polícia". A alternativa E descreve exatamente esse fenômeno: a contração de "a" (preposição) + "a" (artigo) = "à".

O comando da questão

A questão pergunta por que o sinal indicativo de crase é empregado no trecho. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido do texto, mas de analisar a estrutura sintática que justifica o uso do acento grave. O comando "ocorre porque" pede a causa gramatical — ou seja, a explicação do fenômeno da crase naquele contexto específico.

A regra da crase aplicada ao trecho

A crase é a fusão de duas vogais idênticas: a preposição "a" + o artigo definido feminino "a" (ou o "a" inicial de pronomes demonstrativos como "aquele", "aquela", "aquilo"). Para que ocorra, é necessário que:

  1. O termo regente exija a preposição "a";

  2. O termo regido (feminino) aceite o artigo definido "a".

No trecho do texto:

"[...] denunciem o caso à Ouvidoria do Detran ou à Polícia de seu estado."

  • O verbo "denunciar" é transitivo direto e indireto (VTDI): quem denuncia, denuncia algo a alguém. No trecho, "o caso" é o objeto direto; "à Ouvidoria" e "à Polícia" são os objetos indiretos, regidos pela preposição "a".

  • As palavras "Ouvidoria" e "Polícia" são substantivos femininos que admitem o artigo definido "a" (a Ouvidoria, a Polícia).

Assim: a (preposição) + a (artigo) = à (crase). A alternativa E é a única que descreve corretamente esse mecanismo.

Análise das alternativas

Crase
  • 1O que é
    • Fusão: preposição "a" + artigo "a"
  • 2Requisitos
    • Termo regente exige preposição "a"
    • Termo regido feminino aceita artigo "a"
  • 3Teste da troca
    • Palavra masculina → "ao" = há crase
    • Palavra masculina → "a/o" = não há crase
  • 4Erros comuns
    • Dispensável em termos coordenados
    • Depende de concordância nominal
    • Ocorre diante de palavra masculina
    • Obrigatória em toda relação de posse
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto/regra. A crase não é dispensável quando há dois termos coordenados no complemento verbal. Pelo contrário: quando dois termos femininos são coordenados e ambos exigem a preposição "a" e admitem o artigo "a", a crase é obrigatória em ambos. No trecho, "à Ouvidoria" e "à Polícia" são dois objetos indiretos coordenados pela conjunção "ou", e ambos recebem crase. A alternativa afirma o oposto do que ocorre.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: troca de conceito. A crase não depende da concordância nominal dos substantivos subsequentes. Concordância nominal é a relação de gênero e número entre substantivo e seus modificadores (adjetivos, artigos, pronomes). A crase depende da regência verbal (exigência de preposição) e da aceitação do artigo feminino pelo substantivo — não da concordância. A alternativa confunde dois fenômenos gramaticais distintos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto/regra. A alternativa afirma que a crase ocorre com "complemento iniciado por palavra masculina". Isso é um erro grave: a crase só ocorre diante de palavras femininas (ou com o "a" de pronomes demonstrativos). Diante de palavras masculinas, não há artigo feminino "a" para fundir com a preposição — logo, não há crase. No trecho, "Ouvidoria" e "Polícia" são palavras femininas, não masculinas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: generalização indevida. A alternativa afirma que a crase é "obrigatória em todas as construções em que há relação de posse com substantivos femininos". Isso é uma generalização falsa. A crase não é obrigatória por causa da relação de posse; ela depende da regência (preposição "a") e da aceitação do artigo. Há muitos casos de posse com substantivos femininos sem crase (ex.: "a casa de Maria" — não há crase porque não há preposição "a" exigida). A palavra "todas" é um alerta clássico de generalização indevida.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve com precisão o fenômeno: a crase indica a fusão da preposição "a" (exigida pelo verbo "denunciar") com o artigo definido feminino "a" diante das palavras "Ouvidoria" e "Polícia". É exatamente o que ocorre no trecho: a (preposição) + a (artigo) = à.

PEGA ESSA DICA!

Para testar se há crase, substitua a palavra feminina por uma masculina equivalente. Se aparecer "ao", há crase; se aparecer apenas "a" ou "o", não há. Ex.: "denunciem o caso ao órgão" (masculino) → "denunciem o caso à Ouvidoria" (feminino). A presença de "ao" confirma a crase.

Gabarito: letra E — a única alternativa que explica corretamente o fenômeno da crase como fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a".

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