Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Orações Subordinadas Adjetivas — Quadrix 2025

PortuguêsOrações Subordinadas Adjetivas
Código
qa675064
Banca
Quadrix
Órgão
SEE DF
Ano
2025
Cargo
Prof ST ( )

A educação e, mais propriamente, o trabalho escolar de ensino e aprendizagem têm sido objeto de pesquisa sistemática. É desejável que os professores e todos os atores envolvidos com a educação tenham uma postura pró‑ativa na produção de conhecimento científico.


A pesquisa em sala de aula insere‑se no campo da pesquisa social e pode ser construída de acordo com um paradigma quantitativo, que deriva do positivismo, ou com um paradigma qualitativo, que provém da tradição epistemológica conhecida como interpretativismo. O positivismo e o interpretativismo são as duas principais tradições no desenvolvimento da pesquisa social. O positivismo começou a ser empregado nas ciências exatas e foi depois importado pelas ciências sociais, a partir do início do século XIX, desfrutando desde então de grande prestígio.

 

Durante o século XX, a humanidade avançou mais na produção de conhecimento científico do que em todos os milênios de sua existência até agora. As ciências estão organizadas em associações científicas, guardiãs da tradição e da fidedignidade da produção dos cientistas e responsáveis pela intensa divulgação de seus progressos. Mas não se pode imaginar que o nascedouro das ciências seja contemporâneo das modernas tecnologias. O conhecimento científico tem avançado juntamente com a história da humanidade. Contudo, há alguns períodos nessa história em que o avanço foi mais rápido e mais intenso.


Há muitos registros de atividade científica entre os povos antigos. Exemplos são os conhecimentos de astronomia dos maias, pré‑colombianos; a técnica de mumificação e de construção das pirâmides no antigo Egito; a tecnologia náutica entre os fenícios e outros povos navegadores. Mas foram os gregos, no século IV a.C., que usaram extensivamente a escrita para registrar a evolução de pensamento nas diversas ciências. Essa herança está, praticamente, nas raízes de todo o acervo científico ocidental.


BORTONI‑RICARDO, Stella Maris. O professor

pesquisador: introdução à pesquisa qualitativa. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 10‑12 (com adaptações).

No que diz respeito aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.   Na oração “que usaram extensivamente a escrita”, o vocábulo “que” é uma conjunção integrante que, ao conectar duas orações no período, contribui para a coesão sequencial do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função do "que" em oração subordinada adjetiva

Gabarito: E (Errado). O vocábulo "que" em "que usaram extensivamente a escrita" é um pronome relativo, não uma conjunção integrante. Ele retoma o antecedente "gregos" e introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva, que exerce função de adjunto adnominal. A classificação correta é de pronome relativo, e a oração contribui para a coesão referencial, não sequencial.

O comando

A questão pede para julgar uma afirmação sobre aspectos gramaticais do texto, especificamente sobre a classificação do "que" e o tipo de coesão que ele estabelece. É uma questão de gramática aplicada ao texto: não basta saber a teoria, é preciso identificar a função do termo no contexto específico.

O texto

No trecho "Mas foram os gregos, no século IV a.C., que usaram extensivamente a escrita para registrar a evolução de pensamento nas diversas ciências", o "que" aparece logo após o substantivo "gregos". A oração "que usaram extensivamente a escrita" restringe ou especifica quais gregos são mencionados — aqueles que usaram a escrita. Essa é a função típica de uma oração subordinada adjetiva restritiva.

A técnica

Para distinguir conjunção integrante de pronome relativo, use o teste da substituição:

  • Conjunção integrante: introduz oração substantiva, que pode ser trocada por "isso". Ex.: "Quero que você estude" → "Quero isso".

  • Pronome relativo: retoma um termo anterior (antecedente) e pode ser substituído por "o qual", "a qual", "os quais", "as quais". Ex.: "O aluno que estuda passa" → "O aluno o qual estuda passa".

No trecho, "que usaram extensivamente a escrita" pode ser reescrito como "os quais usaram extensivamente a escrita", referindo-se a "gregos". Portanto, é pronome relativo, e a oração é subordinada adjetiva restritiva.

Quanto à coesão, há dois tipos principais:

Tipo

Função

Exemplo

Referencial

Retoma ou antecipa um termo (pronomes, sinônimos)

"Os gregos, que usaram a escrita..."

Sequencial

Liga orações por conectivos (conjunções)

"Estudou, portanto passou."

O pronome relativo "que" estabelece coesão referencial, pois retoma "gregos". A coesão sequencial é típica de conjunções (coordenativas ou subordinativas adverbiais), não de pronomes relativos.

1Classificação
Pronome relativo
Retoma "gregos"
2Oração subordinada adjetiva restritiva
Função: adjunto adnominal
3Coesão
Referencial (retoma antecedente)
Não é sequencial
"Que" na oração adjetiva
LEVELsoulevel.com.br
"Que" na oração adjetiva: Classificação (Pronome relativo, Retoma "gregos"); Oração subordinada adjetiva restritiva (Função: adjunto adnominal); Coesão (Referencial (retoma antecedente), Não é sequencial)

Análise da assertiva

A afirmação diz que "que" é conjunção integrante e que contribui para a coesão sequencial. Ambos os pontos estão incorretos:

  1. "que" é pronome relativo, não conjunção integrante — a oração é adjetiva, não substantiva.

  2. A coesão estabelecida é referencial, não sequencial.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a classificação do "que" (pronome relativo → conjunção integrante) e o tipo de coesão (referencial → sequencial). O candidato que decora a lista de conjunções integrantes sem aplicar o teste da substituição cai na armadilha.

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar "que", pergunte: "retoma um termo anterior?" Se sim, é pronome relativo. "Pode ser trocado por 'isso'?" Se sim, é conjunção integrante. Esse teste resolve a maioria das questões.

Conclusão: a assertiva está errada porque classifica o "que" como conjunção integrante quando, no texto, ele é pronome relativo que introduz oração subordinada adjetiva restritiva, estabelecendo coesão referencial.

Gabarito: E (Errado).

Link permanente: /questoes/qa675064