Questão de Engenharia de Software — Geral — Quadrix 2025
Engenharia de Software›Geral
Código
qa699937
Banca
Quadrix
Órgão
CFBIO
Ano
2025
Cargo
Ana Sist ( )
Quanto à linguagem de modelagem unificada (UML), às metodologias Scrum, Kanban e CCPM e aos testes demsoftware, julgue o item seguinte.
Classe de equivalência é uma técnica de caixa preta de teste de software.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Classe de equivalência: técnica de caixa preta
Gabarito: CERTO. A classe de equivalência (ou particionamento de equivalência) é, de fato, uma técnica de teste de caixa preta, pois divide o domínio de entrada do programa em classes de dados a partir das quais são criados casos de teste, sem considerar a estrutura interna do código. Essa é uma distinção fundamental entre as técnicas de caixa preta e caixa branca.
Para entender por que a afirmação está correta, é preciso primeiro compreender o que diferencia as duas grandes famílias de técnicas de teste de software. O teste de caixa preta (também chamado de teste funcional) trata o software como uma "caixa fechada": o testador não conhece (ou não se preocupa com) a implementação interna, o código-fonte ou a lógica do programa. O foco está exclusivamente nos requisitos funcionais — ou seja, o que o sistema deve fazer, dado um conjunto de entradas, qual deve ser a saída. Já o teste de caixa branca (ou teste estrutural) exige que o testador conheça a estrutura interna do software, pois o objetivo é exercitar caminhos, condições, decisões e fluxos específicos do código.
A classe de equivalência é uma das técnicas mais clássicas de caixa preta. Seu princípio é simples e poderoso: em vez de testar todas as entradas possíveis (o que seria inviável na prática), o domínio de entrada é particionado em grupos (classes) de dados que, espera-se, sejam tratados de forma semelhante pelo programa. Se um caso de teste de uma classe revela um defeito, é provável que todos os outros valores da mesma classe também o façam; se passa, é provável que todos os demais da classe também passem. Assim, um único caso de teste por classe é suficiente para cobrir um conjunto grande de possibilidades.
Um exemplo concreto: suponha um sistema que aceita idades entre 18 e 65 anos. O domínio de entrada pode ser particionado em três classes de equivalência: (1) idades abaixo de 18 (inválidas), (2) idades entre 18 e 65 (válidas) e (3) idades acima de 65 (inválidas). Em vez de testar dezenas de valores, o testador escolhe um representante de cada classe — por exemplo, 15, 30 e 70 — e verifica se o sistema se comporta conforme o esperado para cada grupo. Essa é a essência da técnica.
É importante não confundir classe de equivalência com outras técnicas de caixa preta, como a análise de valor limite. Enquanto a classe de equivalência foca em particionar o domínio em grupos, a análise de valor limite se concentra nos valores nas fronteiras dessas classes (os limites), pois é onde os defeitos costumam se esconder. No exemplo acima, os valores limite seriam 17, 18, 65 e 66. Ambas são técnicas de caixa preta, mas com abordagens distintas. Outras técnicas de caixa preta incluem a tabela de decisão, a matriz ortogonal e os diagramas de transição de estado.
A pegadinha que a banca explora neste tema é justamente a inversão: apresentar uma técnica de caixa preta como se fosse de caixa branca, ou vice-versa. Questões anteriores da VUNESP, por exemplo, já cobraram exatamente essa distinção, perguntando qual técnica é de caixa preta e qual é de caixa branca. O particionamento de equivalência (sinônimo de classe de equivalência) é sempre classificado como caixa preta, enquanto técnicas como teste de condição, fluxo de dados e teste estrutural pertencem à caixa branca.
Guarde essa fronteira: se a técnica trabalha com o domínio de entrada, requisitos e comportamento externo, é caixa preta; se trabalha com a estrutura interna, caminhos e condições do código, é caixa branca. É exatamente nessa linha divisória que as alternativas se separam.
Técnicas de teste
1Caixa preta (funcional)
Classe de equivalência
Análise de valor limite
Tabela de decisão
Transição de estado
2Caixa branca (estrutural)
Teste de condição
Fluxo de dados
Teste estrutural
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Item — ✅ CERTO
A afirmação "Classe de equivalência é uma técnica de caixa preta de teste de software" está correta. A classe de equivalência (ou particionamento de equivalência) é uma técnica de teste funcional, ou seja, de caixa preta, pois divide o domínio de entrada do programa em classes de dados a partir das quais são criados casos de teste, sem considerar a estrutura interna do código. O foco está nos requisitos funcionais e no comportamento externo do software, não na sua implementação.