Questão de Engenharia de Software — Geral — FUNDATEC 2025
- Código
- qa699983
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- SBC
- Ano
- 2025
- Cargo
- POSCOMP ( )
- AModelo Espiral.
- BModelo Incremental.
- CModelo Cascata.
- DPrototipação.
- EModelo em V.
GabaritoB — Modelo Incremental.
Gabarito: letra B. A abordagem descrita — desenvolver e entregar o sistema em uma série de funcionalidades predefinidas, onde cada entrega é um software completo e utilizável que se integra aos anteriores — é a definição clássica do Modelo Incremental. Esse modelo produz builds (partes do software) que são entregues ao cliente de forma incremental, permitindo que ele receba e avalie o produto mais cedo, reduzindo o risco de uma substituição completa e simultânea.
O Modelo Incremental é um modelo de processo de software que combina elementos do modelo cascata (aplicados repetidamente) com a filosofia iterativa de construção. A ideia central é dividir o sistema em incrementos — partes menores e gerenciáveis — que são desenvolvidas e entregues sequencialmente. Cada incremento representa um software completo e funcional, que agrega novas funcionalidades ao que já foi entregue. No caso da empresa de logística, o primeiro incremento é o rastreamento, o segundo adiciona a manutenção e o terceiro a otimização de rotas. Cada um desses incrementos é um produto utilizável por si só, e a integração entre eles é feita de forma gradual.
A principal vantagem desse modelo, e o que o diferencia de outros, é a entrega antecipada de valor. O cliente não precisa esperar o sistema completo ficar pronto para começar a usá-lo; ele pode utilizar as funcionalidades essenciais desde o primeiro incremento. Isso reduz o risco do projeto, pois problemas podem ser identificados e corrigidos mais cedo, e permite que o cliente forneça feedback sobre cada entrega, refinando os requisitos dos incrementos subsequentes. É exatamente por isso que a diretoria optou por essa estratégia: para mitigar o risco de uma substituição completa e simultânea.
É importante distinguir o Modelo Incremental do Modelo Iterativo, embora eles sejam frequentemente confundidos. O modelo incremental entrega partes do software (builds), cada uma adicionando funcionalidades. O modelo iterativo entrega versões completas do software (releases), cada uma sendo uma melhoria da anterior. Na prática, muitos processos combinam os dois, mas a questão descreve claramente a entrega de funcionalidades predefinidas em partes, o que é a marca registrada do modelo incremental.
A pegadinha da questão está em confundir o Modelo Incremental com o Modelo Espiral. O Espiral também é um modelo evolucionário que produz versões cada vez mais completas, mas sua característica distintiva é a análise de riscos em cada volta da espiral. O enunciado não menciona análise de riscos como o motor do processo; ele foca na entrega de funcionalidades predefinidas em partes, o que aponta diretamente para o Modelo Incremental. Guarde essa fronteira: incremental = entrega em partes; espiral = análise de riscos a cada iteração.
O Modelo Espiral é um modelo evolucionário que combina a natureza iterativa da prototipação com os aspectos sistemáticos do modelo cascata, mas sua característica central é a análise de riscos em cada volta da espiral. O enunciado não menciona análise de riscos como o motor do processo; ele descreve a entrega de funcionalidades predefinidas em partes, o que é a marca do modelo incremental. A banca tenta confundir o candidato porque ambos são modelos evolucionários, mas o critério que os separa é o foco: o espiral prioriza a gestão de riscos, enquanto o incremental prioriza a entrega de valor em partes.
O Modelo Incremental é exatamente o que o enunciado descreve: o sistema é desenvolvido e entregue em uma série de funcionalidades predefinidas, onde cada entrega é um software completo e utilizável que se integra aos anteriores. A primeira entrega (rastreamento), a segunda (manutenção) e a terceira (otimização de rotas) são incrementos que, juntos, formam o sistema completo. A vantagem é a entrega antecipada de valor e a redução de risco, que é o motivo da escolha da diretoria.
O Modelo Cascata é um modelo sequencial e linear, onde cada fase só se inicia após o término da anterior, e a versão operacional do software só fica disponível ao final do processo. O enunciado descreve entregas parciais e utilizáveis, o que contraria diretamente a característica do cascata de só entregar o produto completo no final. A banca tenta confundir porque o cascata é o modelo mais tradicional, mas a entrega incremental é o oposto da abordagem sequencial rígida.
A Prototipação é um modelo evolucionário que se concentra na criação de protótipos — versões iniciais do sistema usadas para demonstrar conceitos, experimentar opções de projeto e descobrir mais sobre o problema. O foco da prototipação é a definição de requisitos e a validação de ideias, não a entrega de funcionalidades predefinidas em partes. O enunciado descreve entregas de software completo e utilizável, não protótipos para elicitação de requisitos. A banca tenta confundir porque a prototipação também é um modelo evolucionário, mas seu objetivo é diferente.
O Modelo em V é uma variação do modelo cascata que enfatiza a verificação e validação em cada fase do desenvolvimento, associando cada fase de desenvolvimento a uma fase de teste correspondente. Ele é um modelo sequencial, não incremental, e não descreve a entrega de funcionalidades em partes. O enunciado descreve entregas parciais e utilizáveis, o que não se encaixa na estrutura rígida e sequencial do modelo em V. A banca tenta confundir porque o modelo em V também é um modelo tradicional, mas sua característica é a relação entre desenvolvimento e teste, não a entrega incremental.
Gabarito: letra B
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