Questão de Português — Uso das aspas — Quadrix 2023
- Código
- qg032592
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- PROCON-DF
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico De Atividades De Defesa Do Consumidor - Agente Administrativo

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A assertiva está incorreta porque as aspas em “love brands” não têm a função de realçar o significado da expressão, mas sim de assinalar um estrangeirismo — ou seja, marcar que se trata de uma palavra/expressão de outra língua (inglês) inserida no texto em português. Essa é a função clássica das aspas, conforme a gramática normativa, e é a que se aplica ao caso.
A questão é de gramática aplicada ao texto: não se pergunta o que a expressão significa, mas qual é o papel das aspas naquele contexto específico. Isso muda tudo: a resposta não está no conteúdo semântico de “love brands”, e sim na função do sinal de pontuação. É uma questão de metalinguagem — o candidato precisa conhecer os usos das aspas e identificar qual deles foi empregado.
O texto-base (disponível no enunciado) traz a expressão “love brands” na linha 2. Como se trata de uma expressão em língua estrangeira (inglês), as aspas cumprem a função de sinalizar o estrangeirismo, isolando-o do restante do texto em português. Essa é a leitura que a gramática autoriza: quando uma palavra de outro idioma é usada, as aspas (ou o itálico) indicam que ela não pertence ao vernáculo.
“love brands” (linha 2)
A expressão está entre aspas porque é um estrangeirismo, não porque o autor queira dar ênfase ou realce ao seu significado. O realce de significado é uma função possível das aspas, mas não é a que se verifica aqui — e é exatamente essa distinção que a banca testa.
As aspas têm múltiplos usos, e a banca adora cobrar a diferença entre eles. Os principais são:
Citação textual: reproduzir fala ou trecho de outro autor.
Estrangeirismo: marcar palavra de outra língua (o caso de “love brands”).
Neologismo, gíria, expressão popular ou conotativa: sinalizar uso não dicionarizado ou figurado.
Ironia ou sentido impróprio: indicar que a palavra deve ser lida com ressalva.
Realce de significado: destacar um termo para chamar atenção (função que a assertiva atribui, mas que não se aplica aqui).
A pegadinha da banca está em confundir a função de realce com a de marcação de estrangeirismo. O realce seria usado, por exemplo, se o autor quisesse destacar uma palavra do próprio idioma para dar ênfase — o que não é o caso. Como “love brands” é uma expressão inglesa, a função é claramente a de assinalar o estrangeirismo.
A banca troca a função das aspas: em vez de reconhecer a marcação de estrangeirismo, o candidato é levado a aceitar a ideia genérica de “realce de significado”. A palavra-chave é estrangeirismo — sempre que a expressão entre aspas for de outro idioma, essa é a função predominante.
A afirmativa diz que as aspas em “love brands” têm o papel de realçar seu significado. Isso está errado porque a função real é marcar o estrangeirismo. A expressão é inglesa e, ao inseri-la no texto em português, o autor a isola com aspas para sinalizar que se trata de um termo de outra língua. O realce de significado é uma função possível das aspas, mas não é a que se aplica a este caso — a banca trocou o conceito (função de realce × função de estrangeirismo).
Ao ver uma palavra entre aspas, pergunte-se: é de outra língua? Se sim, a função é de estrangeirismo. Só depois considere outras possibilidades (ironia, citação, realce). Essa ordem evita a pegadinha.
A assertiva está errada porque atribui às aspas a função de realce, quando, na verdade, elas marcam um estrangeirismo. A distinção entre as funções das aspas é o que decide a questão: estrangeirismo é a resposta correta, e realce é a armadilha.
Gabarito: E (Errado).
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