Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2023
- Código
- qg032595
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- PROCON-DF
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico De Atividades De Defesa Do Consumidor - Agente Administrativo

- CCerto
- EErrado

GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). A assertiva é correta porque o texto apresenta mais de um motivo para os consumidores brasileiros não serem apegados às marcas — e a inferência é legítima, pois se apoia em pistas textuais explícitas. Como se lê no trecho que enumera as causas, o autor cita fatores econômicos e culturais que se somam, autorizando a conclusão de que há pluralidade de razões.
O enunciado usa o verbo "inferir" — isso muda tudo. Em questões de compreensão, a resposta está literal no texto; em questões de inferência, a resposta é uma dedução ancorada em pistas deixadas pelo autor. Aqui, a banca pede que você conclua algo que não está escrito palavra por palavra, mas que o texto obriga a concluir. A técnica é: procurar os pressupostos — informações implícitas marcadas linguisticamente.
O texto-base (disponível no enunciado) trata do comportamento dos consumidores brasileiros em relação às marcas. A passagem decisiva é a que enumera as causas da falta de apego:
"Os brasileiros não são apegados às marcas porque o poder de compra é limitado e porque há uma cultura de valorizar o preço em detrimento da fidelidade."
Repare: o conectivo "porque" aparece duas vezes, introduzindo dois motivos distintos — um de natureza econômica (poder de compra) e outro de natureza cultural (valorização do preço). A conjunção "e" entre eles é a pista que soma as causas, em vez de alterná-las. Portanto, a inferência de que há mais de um motivo é diretamente autorizada pelo texto.
A linha que separa o certo do errado em interpretação é exatamente esta: inferência legítima se apoia em pressupostos — pistas que o próprio texto deixa; extrapolação acrescenta informação que não está no texto, ainda que soe verdadeira no mundo real. Aqui, a banca não pede que você invente nada: ela pede que você conte as causas que o autor explicitamente enumera. A inferência é mínima — basta reconhecer que "porque... e porque..." = "mais de um motivo".
Se o texto dissesse apenas "os brasileiros não são apegados às marcas porque o poder de compra é limitado", aí sim a inferência de pluralidade seria extrapolação — mas não é o caso. A presença do "e" e da segunda oração causal é a âncora que torna a assertiva correta.
O texto enumera dois motivos (econômico e cultural) para a falta de apego às marcas.
A conjunção "e" entre as causas indica soma, não alternativa.
A inferência de "mais de um motivo" é decorrência direta das pistas textuais — não há acréscimo de informação externa.
A assertiva está certa porque o texto autoriza a inferência de pluralidade de causas. A banca não pede que você adivinhe; pede que você leia as pistas — e elas estão lá, claras, no uso do "porque" repetido e do "e" aditivo. Sempre que o comando disser "infere-se", pergunte: o texto me obriga a concluir isso, ou estou acrescentando algo de fora? Aqui, a resposta é a primeira opção.
Gabarito: C (Certo).
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