Com relação às ideias e aos aspectos gramaticais do texto,
julgue o item.
A oração “ler o conteúdo das reclamações, as respostas das empresas e o comentário final dos consumidores” (linhas 26 e 27) completa o significado do adjetivo “possível” (linha 28).
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GabaritoE — Errado
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Complemento nominal: a oração que completa o adjetivo “possível”
Gabarito: E (Errado). A oração “ler o conteúdo das reclamações, as respostas das empresas e o comentário final dos consumidores” não completa o significado do adjetivo “possível”; ela funciona como sujeito da oração, e não como complemento nominal. A banca tenta confundir o candidato ao sugerir que a oração seria um complemento, mas a análise sintática correta mostra que ela exerce a função de sujeito, como se lê na estrutura “é possível ler...”.
O comando da questão
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre uma afirmação de natureza sintática: identificar a função da oração “ler o conteúdo das reclamações, as respostas das empresas e o comentário final dos consumidores” em relação ao adjetivo “possível”. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática — precisamos identificar a função que a oração exerce na estrutura frasal.
A estrutura da oração
No trecho original, a construção é:
“é possível ler o conteúdo das reclamações, as respostas das empresas e o comentário final dos consumidores”
Aqui, o adjetivo “possível” é o predicativo do sujeito em uma oração de predicado verbo-nominal. A oração “ler o conteúdo...” é o sujeito dessa estrutura, pois é ela que pratica a ação de “ser possível”. Em outras palavras, o que é possível? Ler o conteúdo das reclamações... — essa oração responde à pergunta “o que é possível?”, caracterizando-se como sujeito.
Complemento nominal × sujeito
O complemento nominal é um termo integrante que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) transitivo, sempre introduzido por preposição. Exemplo: “Ele é capaz de tudo” — “de tudo” completa o adjetivo “capaz”.
No caso em análise, a oração “ler o conteúdo...” não é introduzida por preposição e não completa o sentido do adjetivo “possível” como um complemento; ela é o sujeito da oração. A estrutura “é possível + oração” é uma construção típica em que a oração subordinada substantiva subjetiva exerce a função de sujeito.
A pegadinha da banca
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a oração completa o adjetivo “possível”, mas a análise correta mostra que ela é o sujeito. A armadilha está em confundir complemento nominal com sujeito — uma distinção essencial na análise sintática.
Oração "ler o conteúdo..."
1Função: sujeito
Responde "o que é possível?"
Estrutura: é possível + oração
2Não é complemento nominal
Sem preposição
Não completa adjetivo transitivo
3Distinção essencial
Sujeito: pratica "ser possível"
Complemento nominal: completa nome com preposição
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NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre complemento nominal e sujeito. A oração “ler o conteúdo...” responde à pergunta “o que é possível?”, funcionando como sujeito, e não como complemento do adjetivo.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar se uma oração é sujeito ou complemento nominal, pergunte: “o que é [adjetivo]?” — se a oração responder, ela é o sujeito. Complemento nominal sempre vem precedido de preposição e completa um nome transitivo.
Conclusão
A afirmação está errada porque a oração “ler o conteúdo das reclamações, as respostas das empresas e o comentário final dos consumidores” exerce a função de sujeito da oração, e não de complemento nominal do adjetivo “possível”. A banca tentou confundir o candidato ao sugerir uma relação de complementação que não existe na estrutura frasal.