Questão de História — História do Brasil — SELECON 2023
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg040949
- Banca
- SELECON
- Órgão
- Prefeitura de Nova Mutum - MT
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
Leia o texto a seguir:“Podemos concluir que o trabalho escravo foi utilizado largamente nas atividades econômicas e sociais enquanto perdurou a escravidão no Brasil. Ao que parece, salvo as exceções, os escravos, bem como os libertos, só não ocuparam funções entre os profissionais liberais (médicos, juristas e professores) e em altos escalões das administrações pública e militar e da Igreja Católica.”Fonte: LIBBY, Douglas Cole; PAIVA, Eduardo França. A escravidão no Brasil: Relações sociais, acordos e conflitos. 2ª edição. São Paulo: Editora Moderna, 2005, p. 43.Nas últimas décadas do século XX e início do XXI, uma série de novas pesquisas realizadas no Brasil sobre as dinâmicas na organização do trabalho escravo, tanto dos povos originários brasileiros, como dos africanos, ao longo dos períodos colonial e imperial, estão trazendo novas informações que contestam e atualizam antigas interpretações sobre o tema.Tendo em vista as recentes pesquisas relacionadas ao trabalho escravo no Brasil Colonial e Imperial, destaca-se o fato de:
- Ano século XVI serem organizadas grandes caçadas aos nativos que habitavam o planalto paulista e, apoiada pela Coroa portuguesa, a escravidão indígena ser legalizada no Brasil até o século XIX
- Bhaver registros de doenças trazidas pelos europeus e também pelos africanos, como a varíola, a rubéola e o tifo, que foram responsáveis pela dizimação tanto da população nativa escravizada, como da livre
- Ccom a morte de milhares de nativos escravizados ao longo do século XVI, os senhores de engenho passarem a apoiar a aquisição de africanos escravizados, pois eram mais baratos que os trabalhadores nativos
- Dpara melhor entender o tráfico negreiro e a escravidão negra na América portuguesa e no Brasil imperial, ser preciso perceber que o comércio de escravos na África só começou com o tráfico negreiro praticado pelos portugueses