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Questão de Medicina — Queimaduras — Avança SP 2024

MedicinaQueimaduras
Código
qg080722
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista (Cirurgião Geral)
Em casos de queimaduras extensas, é estratégia terapêutica combinada frequentemente recomendada:
  1. AAdministração de corticosteroides para controle da inflamação.
  2. BUso exclusivo de curativos oclusivos nas áreas queimadas.
  3. CAntibioticoterapia prolongada sem necessidade de desbridamento cirúrgico.
  4. DAplicação de enxertos de pele imediatamente após o desbridamento.
  5. EMassagem revitalizante nas áreas afetadas para estímulo da angiogênese.
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GabaritoD — Aplicação de enxertos de pele imediatamente após o desbridamento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Queimaduras extensas: estratégia terapêutica combinada

Gabarito: letra D. Em queimaduras extensas, a conduta cirúrgica padrão envolve o desbridamento do tecido necrótico seguido da aplicação de enxertos de pele, sendo essa a estratégia combinada frequentemente recomendada para promover a cicatrização e reduzir o risco de infecção. As demais alternativas apresentam condutas inadequadas ou incompletas para o manejo desses pacientes.

O tratamento do paciente grande queimado é complexo e multidisciplinar, envolvendo desde a estabilização inicial até a reabilitação. A abordagem cirúrgica é um pilar fundamental, especialmente nas queimaduras de espessura total (3º grau), que não reepitelizam espontaneamente e necessitam de enxertia de pele. O desbridamento consiste na remoção cuidadosa do tecido queimado e morto, prevenindo infecções e preparando o leito da ferida para receber o enxerto. A aplicação imediata do enxerto após o desbridamento é a conduta clássica, pois reduz a exposição da ferida, diminui a perda de fluidos e calor, e acelera o processo de cicatrização.

É importante destacar que o manejo do grande queimado não se resume à cirurgia. A fluidoterapia para manter a hidratação, a analgesia adequada (com opioides como pedra fundamental), o suporte nutricional e o controle de infecções são medidas essenciais. Os antibióticos são utilizados apenas quando há risco ou evidência de infecção, não de forma prolongada e indiscriminada. Os curativos, embora importantes, não substituem o desbridamento cirúrgico nas queimaduras profundas. O uso de corticosteroides não é recomendado como estratégia de controle da inflamação, pois pode aumentar o risco de infecção e prejudicar a cicatrização.

A distinção crucial está na profundidade da queimadura: queimaduras de 1º grau e de espessura parcial superficial tendem a cicatrizar espontaneamente, enquanto as de espessura parcial profunda e as de espessura total (3º grau) geralmente requerem intervenção cirúrgica com desbridamento e enxertia. A banca explora exatamente essa fronteira: o candidato que não domina a indicação cirúrgica pode se confundir com alternativas que parecem plausíveis, mas que não representam a conduta combinada ideal.

  1. 1Desbridamento do tecido necrótico
  2. 2Preparo do leito da ferida
  3. 3Aplicação de enxerto de pele
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A administração de corticosteroides não é recomendada para controle da inflamação em queimaduras extensas. Embora haja uma resposta inflamatória sistêmica, o uso de corticosteroides pode aumentar o risco de infecção, prejudicar a cicatrização e mascarar sinais de sepse. O manejo da inflamação é feito com medidas de suporte, como fluidoterapia e analgesia, e não com imunossupressão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O uso exclusivo de curativos oclusivos não é uma estratégia adequada para queimaduras extensas. Embora os curativos sejam importantes para proteger a ferida, manter a umidade e prevenir infecções, eles não substituem o desbridamento cirúrgico e a enxertia de pele nas queimaduras profundas. O tratamento definitivo das queimaduras de 3º grau exige intervenção cirúrgica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A antibioticoterapia prolongada sem desbridamento cirúrgico é uma conduta inadequada. Os antibióticos são indicados apenas quando há risco ou evidência de infecção, e o desbridamento do tecido necrótico é fundamental para remover o substrato para o crescimento bacteriano. A antibioticoterapia prolongada sem desbridamento aumenta o risco de resistência bacteriana e não trata a causa da ferida.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A aplicação de enxertos de pele imediatamente após o desbridamento é a estratégia terapêutica combinada frequentemente recomendada para queimaduras extensas. O desbridamento remove o tecido necrótico, preparando o leito da ferida, e o enxerto de pele saudável promove a cobertura da área, acelerando a cicatrização e reduzindo o risco de infecção e perda de fluidos. Essa é a conduta padrão para queimaduras de espessura total.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A massagem revitalizante nas áreas afetadas não é uma estratégia terapêutica para o tratamento agudo de queimaduras extensas. A massagem pode ser utilizada na fase de reabilitação para prevenir cicatrizes hipertróficas e contraturas, mas não tem papel no tratamento inicial da ferida. A prioridade é o desbridamento, a cobertura da ferida e o suporte sistêmico.

Gabarito: letra D — a aplicação de enxertos de pele imediatamente após o desbridamento é a conduta cirúrgica combinada recomendada para queimaduras extensas.

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