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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — Avança SP 2024

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg080725
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista (Cirurgião Geral)
Pacientes com pancreatite aguda associada à colecistite aguda podem se beneficiar de qual abordagem terapêutica?
  1. AColecistectomia imediata durante o mesmo procedimento.
  2. BTratamento conservador exclusivo para a pancreatite aguda.
  3. CRealização de colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE).
  4. DAntibioticoterapia prolongada antes de qualquer intervenção.
  5. EAguardar a resolução espontânea dos sintomas sem intervenção.
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GabaritoA — Colecistectomia imediata durante o mesmo procedimento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pancreatite aguda biliar: colecistectomia na mesma internação

Gabarito: letra A. Na pancreatite aguda leve de etiologia biliar, a colecistectomia deve ser realizada preferencialmente na mesma internação hospitalar, idealmente por via laparoscópica, pois reduz recorrências, complicações relacionadas a cálculos e mortalidade — conforme as diretrizes da American Gastroenterological Association (AGA) de 2018 e a literatura cirúrgica. A alternativa A captura exatamente essa conduta: colecistectomia imediata durante o mesmo procedimento.

A pancreatite aguda é um processo inflamatório do pâncreas, e a causa mais comum é a biliar — um cálculo que se impacta na papila de Vater, obstruindo a drenagem do suco pancreático e da bile. Quando isso acontece, o paciente pode desenvolver também colecistite aguda, inflamação da vesícula biliar, geralmente pelo mesmo cálculo ou por cálculos associados. O tratamento definitivo da doença biliar de base é a colecistectomia, pois elimina a fonte dos cálculos e previne novos episódios de pancreatite.

A grande questão é o momento da cirurgia. Para a pancreatite aguda leve (sem disfunção orgânica e sem complicações locais/sistêmicas), a colecistectomia deve ser feita na mesma internação, idealmente por via laparoscópica. Isso porque a cirurgia precoce evita novos episódios de pancreatite, diminui o risco de complicações relacionadas aos cálculos (como colangite e colecistite recorrente) e reduz a mortalidade geral. As diretrizes da AGA de 2018 recomendam fortemente a intervenção cirúrgica durante a internação hospitalar pelo episódio agudo.

Já na pancreatite aguda grave (com disfunção orgânica persistente ou necrose), o momento da cirurgia é diferente: deve-se aguardar a resolução da fase aguda, com menor grau de inflamação sistêmica, e muitos cirurgiões preferem realizá-la após 8 a 12 semanas. Nesses casos, a cirurgia precoce é arriscada pela instabilidade do paciente e pela dificuldade técnica.

A alternativa A fala em "colecistectomia imediata durante o mesmo procedimento". Essa redação pode gerar dúvida: seria no mesmo ato cirúrgico da CPRE? Ou na mesma internação? O contexto clínico é claro: para pancreatite leve biliar, a colecistectomia é feita na mesma internação, e a alternativa A é a que melhor reflete a conduta recomendada. As demais alternativas propõem condutas inadequadas ou incompletas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o momento da colecistectomia na pancreatite leve (mesma internação) e na grave (postergada, 8–12 semanas). O candidato que memoriza apenas a regra da pancreatite grave pode marcar a alternativa B ou E, achando que "conservador" ou "aguardar" é sempre o certo. Mas a questão fala de paciente com pancreatite aguda associada à colecistite aguda — e, nesse cenário, a conduta é cirúrgica e precoce na doença leve.

1Leve
Colecistectomia na mesma internação
Via laparoscópica
2Grave
Cirurgia precoce (risco)
Aguardar 8–12 semanas
3CPRE
Coledocolitíase documentada
Colangite
Obstrução biliar atual
Pancreatite aguda biliar
LEVELsoulevel.com.br
Pancreatite aguda biliar: Leve (Colecistectomia na mesma internação, Via laparoscópica); Grave (Cirurgia precoce (risco), Aguardar 8–12 semanas); CPRE (Coledocolitíase documentada, Colangite, Obstrução biliar atual)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A colecistectomia na mesma internação é a conduta recomendada para pancreatite aguda leve de etiologia biliar. O contexto é explícito: "Os pacientes com PA leve, de causa biliar presumida, devem ser submetidos a colecistectomia preferencialmente na mesma internação hospitalar e idealmente por via laparoscópica". A cirurgia precoce evita novos episódios de pancreatite, reduz complicações relacionadas a cálculos e diminui a mortalidade. A alternativa A espelha essa recomendação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O tratamento conservador exclusivo é inadequado porque não trata a causa biliar de base. A vesícula biliar com cálculos permanece como fonte de novos episódios de pancreatite, colangite e colecistite. O tratamento conservador (hidratação, analgesia, jejum) é o suporte inicial da pancreatite, mas não substitui a colecistectomia definitiva na doença leve.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A CPRE está indicada apenas em situações específicas: coledocolitíase documentada, colangite ou forte evidência de obstrução biliar atual. Não é a abordagem terapêutica de rotina para todo paciente com pancreatite aguda associada à colecistite. Além disso, a CPRE tem risco de nova pancreatite (cerca de 3,5% dos casos) e não trata a vesícula biliar — o problema de base.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A antibioticoterapia prolongada antes de qualquer intervenção não é recomendada. O uso rotineiro de antibióticos profiláticos na pancreatite aguda não demonstrou benefício e aumenta o risco de bactérias multirresistentes, infecções fúngicas e colite por Clostridioides difficile. Antibióticos são indicados apenas em casos de infecção documentada ou suspeita (necrose infectada, colangite), não como rotina antes da cirurgia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Aguardar a resolução espontânea sem intervenção é conduta inadequada na pancreatite aguda leve biliar. A literatura mostra que a colecistectomia precoce reduz recorrências e complicações. Aguardar passivamente expõe o paciente a novos episódios de pancreatite e complicações biliares, sem benefício. A resolução espontânea pode ocorrer, mas a conduta correta é a cirurgia na mesma internação.

Gabarito: letra A — colecistectomia imediata na mesma internação é a abordagem recomendada para pancreatite aguda leve de etiologia biliar associada à colecistite aguda.

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