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Questão de Medicina — Oncologia — Avança SP 2024

MedicinaOncologia
Código
qg080728
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista (Cirurgião Geral)
É o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago:
  1. ATabagismo.
  2. BEtilismo.
  3. CDoença do refluxo gastroesofágico (DRGE).
  4. DIngestão de alimentos quentes.
  5. EObesidade.
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GabaritoC — Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Adenocarcinoma de esôfago: fatores de risco

Gabarito: letra C. A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é o principal fator de risco para o adenocarcinoma de esôfago, pois a exposição crônica da mucosa esofágica ao conteúdo gástrico leva ao esôfago de Barrett, uma metaplasia intestinal que é o precursor direto desse tipo de câncer. Embora tabagismo, etilismo e obesidade também sejam fatores de risco, a DRGE é o elo mais forte e direto na carcinogênese do adenocarcinoma, conforme a literatura médica.

O adenocarcinoma de esôfago é um dos dois principais tipos histológicos de câncer esofágico, sendo o outro o carcinoma de células escamosas (CCE). A distinção entre eles é crucial, pois os fatores de risco são diferentes. Enquanto o CCE está fortemente associado ao etilismo e ao tabagismo, o adenocarcinoma tem como principal via fisiopatológica a DRGE crônica, que provoca uma metaplasia no epitélio esofágico distal, conhecida como esôfago de Barrett. Essa metaplasia, por sua vez, é o precursor direto do adenocarcinoma. A obesidade, por sua vez, é um fator de risco importante, mas atua em grande parte por predispor à DRGE e ao esôfago de Barrett, ou seja, seu efeito é mediado pela via do refluxo.

A progressão da doença é um processo de múltiplas etapas: a agressão crônica da mucosa pelo refluxo ácido e biliar causa erosão e degeneração do epitélio, levando à metaplasia intestinal (esôfago de Barrett). Essa alteração, que é uma tentativa do organismo de se proteger, paradoxalmente aumenta a predisposição ao adenocarcinoma. É por isso que a DRGE é considerada o principal fator de risco: ela é o gatilho inicial de toda a cascata que culmina no câncer. O tabagismo, embora seja um fator de risco moderado para o adenocarcinoma, é o principal fator de risco para o CCE, juntamente com o etilismo. A ingestão de alimentos quentes é um fator de risco associado ao CCE, especialmente em algumas regiões, mas não tem relação direta com o adenocarcinoma.

Na prática clínica, o manejo do paciente com DRGE crônica inclui o rastreamento endoscópico para detecção precoce do esôfago de Barrett e, consequentemente, do adenocarcinoma em estágio inicial. A compreensão dessa cadeia causal é fundamental para a prevenção e o tratamento. A banca explora exatamente a confusão entre os fatores de risco dos dois tipos histológicos de câncer de esôfago: o candidato que associa tabagismo e etilismo ao câncer de esôfago de forma genérica acaba errando, pois esses são os principais fatores do CCE, não do adenocarcinoma. Guarde essa distinção: CCE → etilismo e tabagismo; adenocarcinoma → DRGE (e, indiretamente, obesidade).

Câncer de esôfago
  • 1Adenocarcinoma
    • Principal fator: DRGE
      • Esôfago de Barrett (metaplasia)
      • Obesidade (fator indireto)
    • Tabagismo (fator moderado)
  • 2Carcinoma de células escamosas (CCE)
    • Etilismo
    • Tabagismo
    • Alimentos quentes
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O tabagismo é um fator de risco moderado para o adenocarcinoma de esôfago, mas não é o principal. Ele é, sim, o principal fator de risco para o carcinoma de células escamosas (CCE) de esôfago, juntamente com o etilismo. A banca troca o fator de risco do CCE pelo do adenocarcinoma, uma armadilha clássica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O etilismo, assim como o tabagismo, é um dos principais fatores de risco para o carcinoma de células escamosas (CCE) de esôfago, não para o adenocarcinoma. Embora o consumo de álcool possa contribuir para o risco, a via fisiopatológica principal do adenocarcinoma é a DRGE.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é o principal fator de risco para o adenocarcinoma de esôfago. A exposição crônica da mucosa esofágica ao conteúdo gástrico e duodenal leva à metaplasia intestinal (esôfago de Barrett), que é o precursor direto do adenocarcinoma. Essa é a via fisiopatológica central, conforme descrito na literatura médica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ingestão de alimentos quentes é um fator de risco associado ao carcinoma de células escamosas (CCE) de esôfago, especialmente em algumas regiões, mas não é o principal fator de risco para o adenocarcinoma. Não há relação direta entre alimentos quentes e o desenvolvimento de adenocarcinoma.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A obesidade é um fator de risco importante para o adenocarcinoma de esôfago, mas atua principalmente por predispor à DRGE e ao esôfago de Barrett. Ou seja, seu efeito é mediado pela via do refluxo. A DRGE, portanto, é o fator de risco mais direto e principal, sendo a obesidade um fator contribuinte indireto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os fatores de risco dos dois tipos histológicos de câncer de esôfago. O candidato que associa tabagismo e etilismo ao câncer de esôfago de forma genérica acaba errando, pois esses são os principais fatores do carcinoma de células escamosas (CCE), não do adenocarcinoma. Lembre-se: CCE → etilismo e tabagismo; adenocarcinoma → DRGE (e, indiretamente, obesidade).

Gabarito: letra C

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