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Questão de Medicina — Oncologia — Avança SP 2024

MedicinaOncologia
Código
qg080746
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista (Dermatologista)
No contexto dos carcinomas espinocelulares, representa o principal fator de risco para o desenvolvimento dessa neoplasia:
  1. AExposição excessiva à radiação ultravioleta B (UVB).
  2. BInfecção pelo vírus do papiloma humano (HPV).
  3. CImunossupressão prolongada.
  4. DTraumatismo cutâneo crônico.
  5. EHistórico familiar de melanoma cutâneo.
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GabaritoA — Exposição excessiva à radiação ultravioleta B (UVB).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Carcinoma Espinocelular: fatores de risco

Gabarito: letra A. A exposição excessiva à radiação ultravioleta B (UVB) é o principal fator de risco para o desenvolvimento do carcinoma espinocelular (CEC), também chamado de carcinoma epidermoide. O acúmulo de radiação ultravioleta é o fator de risco mais proeminente para essa neoplasia, com correlação linear entre a exposição e o desenvolvimento do tumor, conforme a literatura médica sobre o tema.

O carcinoma espinocelular é uma neoplasia maligna originada dos queratinócitos epidérmicos suprabasais, sendo o segundo câncer de pele mais frequente, atrás apenas do carcinoma basocelular. Diferentemente do CBC, que costuma surgir de novo, o CEC geralmente se desenvolve a partir de lesões precursoras, como ceratoses actínicas, ceratoses arsenicais, leucoplasias, cicatrizes e ceratoses pós-queimaduras. A radiação ultravioleta, especialmente a UVB, causa dano direto ao DNA dos queratinócitos, levando a mutações que iniciam o processo de carcinogênese. A UVB é a fração da radiação solar com maior potencial mutagênico, sendo responsável pela maior parte dos efeitos nocivos da exposição solar sobre a pele.

A imunossupressão crônica, especialmente em transplantados, também é um fator de risco importante, com risco 18 vezes maior de CEC em transplantados renais. O HPV, particularmente os subtipos 16 e 18, está associado a tumores de cabeça, pescoço e região periungueal, mas não é o principal fator de risco para o CEC cutâneo. O traumatismo cutâneo crônico e o histórico familiar de melanoma são fatores de risco para outras neoplasias ou têm associação mais fraca com o CEC. A questão explora a hierarquia dos fatores de risco, cobrando o conhecimento de que a radiação UVB é o fator mais importante e mais diretamente relacionado ao desenvolvimento do CEC.

Na prática clínica, a prevenção do CEC baseia-se principalmente na proteção solar, com uso de filtros solares de amplo espectro, roupas de proteção e evitação da exposição solar nos horários de pico. Pacientes com história de CEC devem ser avaliados periodicamente, com exame clínico de todo o tegumento e palpação de cadeias linfonodais, além de autoexame da pele a cada 2 a 3 meses. A distinção entre os fatores de risco dos diferentes tipos de câncer de pele é essencial para a prática oncológica e dermatológica, e é exatamente essa distinção que as alternativas exploram.

Carcinoma espinocelular (CEC)
  • 1Principal fator de risco
    • Radiação UVB
      • dano direto ao DNA
      • correlação linear com exposição
  • 2Outros fatores (coadjuvantes)
    • HPV (tipos 16 e 18)
      • cabeça, pescoço e periungueal
    • Imunossupressão (transplantados)
      • risco 18x maior
    • Traumatismo crônico
      • cicatrizes e queimaduras
  • 3Não relacionados
    • Histórico familiar de melanoma
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A exposição excessiva à radiação ultravioleta B (UVB) é, de fato, o principal fator de risco para o carcinoma espinocelular. A radiação UVB causa dano direto ao DNA dos queratinócitos, induzindo mutações que iniciam a carcinogênese. A literatura médica estabelece uma correlação linear entre a exposição acumulada à radiação UV e o desenvolvimento do CEC, sendo este o fator de risco mais proeminente e diretamente associado à neoplasia.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A infecção pelo HPV é um fator de risco relevante, mas não é o principal para o CEC cutâneo. O HPV, especialmente os subtipos 16 e 18, está mais fortemente associado a carcinomas de cabeça e pescoço, região periungueal e mucosa oral. No CEC cutâneo, o HPV tem papel coadjuvante, sendo a radiação UVB o fator dominante. A banca explora a confusão entre os fatores de risco do CEC cutâneo e os do carcinoma de orofaringe, onde o HPV tem papel mais central.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A imunossupressão prolongada é um fator de risco importante, especialmente em transplantados, com risco 18 vezes maior de CEC em transplantados renais. No entanto, não é o principal fator de risco. A imunossupressão atua como cofator, potencializando o efeito da radiação UV, mas a exposição à UVB permanece como o fator mais importante e mais diretamente relacionado ao desenvolvimento do CEC.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O traumatismo cutâneo crônico é um fator de risco associado ao desenvolvimento de CEC, especialmente em áreas de cicatrizes e queimaduras antigas. No entanto, sua importância é menor quando comparada à radiação UVB. O traumatismo crônico pode levar à formação de cicatrizes que, com o tempo, podem sofrer transformação maligna, mas a radiação UVB é o fator de risco mais prevalente e mais diretamente relacionado ao CEC.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O histórico familiar de melanoma cutâneo é um fator de risco para o melanoma, não para o carcinoma espinocelular. A alternativa confunde os fatores de risco de diferentes tipos de câncer de pele. O melanoma tem forte componente genético e familiar, enquanto o CEC está mais relacionado à exposição cumulativa à radiação UV. A banca explora a confusão entre os fatores de risco do melanoma e do CEC, que são neoplasias cutâneas distintas com etiologias diferentes.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os fatores de risco dos diferentes tipos de câncer de pele. O candidato pode ser tentado a escolher a alternativa B (HPV) ou C (imunossupressão), que são fatores de risco reais, mas não os principais. A chave é lembrar que a radiação UVB é o fator de risco mais proeminente e diretamente associado ao CEC, com correlação linear entre exposição e desenvolvimento do tumor. Fique atento à hierarquia dos fatores de risco, não apenas à sua existência.

Gabarito: letra A

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