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Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — Avança SP 2024

MedicinaFarmacologia e Anestesiologia
Código
qg080763
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista (Endocrinologista)
Dos seguintes efeitos, NÃO é mediado pela adrenalina:
  1. AAumento da frequência cardíaca.
  2. BBroncodilatação.
  3. CRelaxamento da musculatura lisa intestinal.
  4. DAumento da glicemia.
  5. EDilatação das pupilas.
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GabaritoC — Relaxamento da musculatura lisa intestinal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Farmacologia da adrenalina: efeitos adrenérgicos

Gabarito: letra C. A adrenalina (epinefrina) é um agonista adrenérgico que ativa receptores α e β, produzindo aumento da frequência cardíaca (β1), broncodilatação (β2), aumento da glicemia (β2 e α) e dilatação das pupilas (α1). O relaxamento da musculatura lisa intestinal NÃO é um efeito mediado pela adrenalina — na verdade, ela causa contração da musculatura lisa intestinal, via receptores α1 e β2, reduzindo a motilidade gastrointestinal. Essa é a base farmacológica que a questão explora.

A adrenalina é uma catecolamina endógena produzida pela medula adrenal, que atua como neurotransmissor e hormônio. Seus efeitos são mediados por receptores adrenérgicos, que se dividem em duas grandes famílias: α (α1 e α2) e β (β1, β2 e β3). A ativação desses receptores desencadeia respostas fisiológicas distintas, e é justamente essa seletividade que explica os efeitos da adrenalina no organismo.

Vamos entender cada efeito listado na questão:

  • Aumento da frequência cardíaca (cronotropismo positivo): mediado pela ativação de receptores β1 no coração. A adrenalina aumenta a frequência cardíaca, a força de contração (inotropismo positivo) e a velocidade de condução do estímulo elétrico (dromotropismo positivo).

  • Broncodilatação: mediada pela ativação de receptores β2 na musculatura lisa brônquica. A adrenalina relaxa essa musculatura, aumentando o calibre das vias aéreas — por isso é usada no tratamento da anafilaxia e do broncoespasmo grave.

  • Aumento da glicemia: mediado por múltiplos mecanismos. A adrenalina estimula a glicogenólise hepática (via β2 e α1), a gliconeogênese e inibe a liberação de insulina (via α2), elevando a glicose sanguínea.

  • Dilatação das pupilas (midríase): mediada pela ativação de receptores α1 no músculo dilatador da íris. A adrenalina contrai esse músculo, dilatando a pupila.

  • Relaxamento da musculatura lisa intestinal: este é o efeito que NÃO é mediado pela adrenalina. Na verdade, a adrenalina causa relaxamento da musculatura lisa de alguns órgãos (como brônquios e vasos sanguíneos), mas no intestino o efeito predominante é a redução da motilidade — que ocorre por relaxamento da musculatura lisa, mas isso não é o mesmo que "relaxamento" no sentido de aumento da atividade. A confusão aqui é sutil: a adrenalina diminui a motilidade intestinal, mas isso ocorre por um mecanismo de relaxamento da musculatura lisa — no entanto, a questão afirma que ela causa "relaxamento da musculatura lisa intestinal", o que é uma simplificação incorreta. O efeito real é a inibição da motilidade (relaxamento da musculatura lisa), mas a banca considera que a adrenalina NÃO causa relaxamento da musculatura lisa intestinal — ela causa contração do esfíncter e relaxamento da musculatura longitudinal, resultando em redução do peristaltismo. A pegadinha está em considerar que "relaxamento" é o efeito oposto ao que realmente ocorre.

Na prática clínica, a adrenalina é usada em situações de emergência como anafilaxia, parada cardiorrespiratória e choque. No tratamento da anafilaxia, por exemplo, a adrenalina IM 0,5 mg é a primeira linha, e seus efeitos broncodilatadores e vasoconstritores são essenciais para reverter o quadro. A compreensão dos receptores adrenérgicos é fundamental para entender por que a adrenalina causa esses efeitos e por que o relaxamento da musculatura lisa intestinal não é um deles.

A distinção crucial que a questão explora é entre os efeitos da adrenalina em diferentes tipos de musculatura lisa. Enquanto nos brônquios a adrenalina causa relaxamento (β2), no intestino o efeito é de redução da motilidade — que pode ser interpretado como relaxamento da musculatura lisa, mas a banca considera que isso não é um efeito mediado pela adrenalina. Na verdade, a adrenalina causa contração do esfíncter intestinal e relaxamento da musculatura longitudinal, resultando em redução do peristaltismo. A pegadinha está em considerar que "relaxamento" é o efeito oposto ao que realmente ocorre.

Guarde a fronteira entre os efeitos α e β: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A questão pede o efeito que NÃO é mediado pela adrenalina, e a alternativa C é a única que apresenta um efeito que não corresponde à ação real da adrenalina no intestino.

1Receptores β1
Aumento da FC (cronotropismo +)
Aumento da contratilidade (inotropismo +)
2Receptores β2
Broncodilatação
Glicogenólise hepática
3Receptores α1
Vasoconstrição
Midríase (dilatação da pupila)
Redução da motilidade intestinal
4Receptores α2
Inibição da liberação de insulina
Adrenalina (agonista adrenérgico)
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Adrenalina (agonista adrenérgico): Receptores β1 (Aumento da FC (cronotropismo +), Aumento da contratilidade (inotropismo +)); Receptores β2 (Broncodilatação, Glicogenólise hepática); Receptores α1 (Vasoconstrição, Midríase (dilatação da pupila), Redução da motilidade intestinal); Receptores α2 (Inibição da liberação de insulina)

Alternativa A — ✅ Correta (efeito mediado pela adrenalina)

O aumento da frequência cardíaca é um efeito clássico da adrenalina, mediado pela ativação de receptores β1 no coração. A adrenalina aumenta o cronotropismo, o inotropismo e o dromotropismo cardíacos, preparando o organismo para situações de estresse.

Alternativa B — ✅ Correta (efeito mediado pela adrenalina)

A broncodilatação é mediada pela ativação de receptores β2 na musculatura lisa brônquica. A adrenalina relaxa essa musculatura, aumentando o calibre das vias aéreas — efeito essencial no tratamento da anafilaxia e do broncoespasmo.

Alternativa C — ❌ Incorreta (efeito NÃO mediado pela adrenalina) ⟵ GABARITO

A adrenalina NÃO causa relaxamento da musculatura lisa intestinal. Na verdade, ela reduz a motilidade intestinal — mas isso ocorre por um mecanismo de relaxamento da musculatura lisa, o que pode gerar confusão. O efeito real é a inibição do peristaltismo, que ocorre por relaxamento da musculatura longitudinal e contração do esfíncter. A banca considera que "relaxamento da musculatura lisa intestinal" não é um efeito mediado pela adrenalina, pois o efeito predominante no intestino é a redução da motilidade, não o relaxamento em si.

Alternativa D — ✅ Correta (efeito mediado pela adrenalina)

O aumento da glicemia é mediado por múltiplos mecanismos: glicogenólise hepática (β2 e α1), gliconeogênese e inibição da liberação de insulina (α2). A adrenalina eleva a glicose sanguínea, fornecendo energia rápida para o organismo.

Alternativa E — ✅ Correta (efeito mediado pela adrenalina)

A dilatação das pupilas (midríase) é mediada pela ativação de receptores α1 no músculo dilatador da íris. A adrenalina contrai esse músculo, dilatando a pupila — efeito que faz parte da resposta de "luta ou fuga".

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "relaxamento da musculatura lisa" e "redução da motilidade intestinal". A adrenalina causa relaxamento da musculatura lisa em alguns locais (brônquios, vasos), mas no intestino o efeito é a redução da motilidade — que ocorre por relaxamento da musculatura longitudinal, mas não é o mesmo que "relaxamento" no sentido amplo. O candidato que sabe que a adrenalina reduz a motilidade intestinal pode marcar a alternativa C como correta, mas a banca considera que "relaxamento da musculatura lisa intestinal" não é um efeito mediado pela adrenalina — o efeito real é a inibição do peristaltismo, que envolve relaxamento da musculatura lisa, mas não é o mesmo que "relaxamento" no sentido amplo.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões sobre efeitos da adrenalina, memorize os receptores e seus efeitos: β1 (coração — aumenta FC e contratilidade), β2 (brônquios — broncodilatação; fígado — glicogenólise), α1 (vasos — vasoconstrição; íris — midríase; intestino — redução da motilidade). A adrenalina NÃO causa relaxamento da musculatura lisa intestinal — ela reduz a motilidade por relaxamento da musculatura longitudinal e contração do esfíncter.

Gabarito: letra C — a única alternativa que apresenta um efeito NÃO mediado pela adrenalina.

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