Questão de Medicina — Obesidade e Síndrome Metabólica — Avança SP 2024
Medicina›Obesidade e Síndrome Metabólica
Código
qg080765
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista (Endocrinologista)
Em relação aos distúrbios do metabolismo lipídico, é o principal marcador sérico utilizado na avaliação do risco cardiovascular e da atividade aterosclerótica:
ATriglicerídeos.
BColesterol total.
CLDL-colesterol.
DÁcido úrico.
EHDL-colesterol.
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GabaritoC — LDL-colesterol.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Distúrbios do metabolismo lipídico e risco cardiovascular
Gabarito: letra C (LDL-colesterol). O LDL-colesterol é o principal marcador sérico utilizado na avaliação do risco cardiovascular e da atividade aterosclerótica, pois é a lipoproteína que se deposita na parede arterial, formando a placa aterosclerótica. As diretrizes de dislipidemia (como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia) o elegem como alvo primário da terapia hipolipemiante.
O metabolismo lipídico envolve diferentes lipoproteínas, cada uma com papel distinto no risco cardiovascular. O colesterol total é a soma do colesterol de todas as lipoproteínas, mas não discrimina o risco. Os triglicerídeos são marcadores de risco, porém secundários. O HDL-colesterol é protetor (quanto maior, melhor). O LDL-colesterol é o principal vilão: é a partícula que se infiltra na íntima arterial, sofre oxidação e desencadeia a cascata inflamatória da aterosclerose. Por isso, é o parâmetro central nos escores de risco e na meta terapêutica com estatinas.
Na prática clínica, o LDL-colesterol é calculado pela fórmula de Friedewald (LDL = CT − HDL − TG/5, quando TG < 400 mg/dL) ou medido diretamente. As diretrizes atuais recomendam metas cada vez mais agressivas de LDL conforme o risco cardiovascular global do paciente (ex.: LDL < 70 mg/dL em alto risco, < 50 mg/dL em muito alto risco).
A pegadinha desta questão está em distinguir o LDL do colesterol total: muitos candidatos marcam colesterol total por ser o exame mais "conhecido", mas ele não reflete a atividade aterosclerótica específica. O LDL é o marcador que melhor correlaciona com a formação da placa e com os eventos cardiovasculares.
Guarde a hierarquia: LDL é o alvo primário; colesterol total é um marcador inespecífico; triglicerídeos e HDL são fatores secundários. É exatamente essa hierarquia que separa as alternativas.
Perfil lipídico e risco cardiovascular: LDL-colesterol (Principal marcador de aterosclerose, Alvo primário da terapia, Deposita na parede arterial); Colesterol total (Soma de todas as lipoproteínas, Marcador inespecífico); Triglicerídeos (Componente da síndrome metabólica, Risco secundário); HDL-colesterol (Protetor (transporte reverso), Quanto maior, melhor)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Os triglicerídeos são um componente da síndrome metabólica e marcador de risco cardiovascular, mas não são o principal marcador de atividade aterosclerótica. Níveis elevados de triglicerídeos associam-se a risco aumentado, porém o LDL-colesterol é o alvo primário na avaliação e tratamento. A banca coloca os triglicerídeos como distrator porque eles aparecem nos critérios diagnósticos da síndrome metabólica, mas a questão pede o marcador principal de aterosclerose.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O colesterol total é a soma do colesterol de todas as lipoproteínas (LDL, HDL, VLDL). Embora seja um marcador de risco, ele não discrimina a fração aterogênica. Um paciente pode ter colesterol total normal, mas LDL elevado e HDL baixo, com risco aumentado. Por isso, o colesterol total é um marcador inespecífico, não o principal para avaliar atividade aterosclerótica.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O LDL-colesterol é o principal marcador sérico de risco cardiovascular e atividade aterosclerótica. É a lipoproteína que se deposita na parede arterial, sofre oxidação e inicia a formação da placa aterosclerótica. As diretrizes de dislipidemia o elegem como alvo primário da terapia com estatinas, com metas específicas conforme o risco cardiovascular global.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O ácido úrico é um marcador de risco cardiovascular emergente, associado a gota e síndrome metabólica, mas não é um marcador lipídico nem o principal na avaliação da atividade aterosclerótica. Sua inclusão é um distrator, pois não faz parte do perfil lipídico tradicional.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O HDL-colesterol é a lipoproteína "protetora": níveis elevados estão associados a menor risco cardiovascular, pois promovem o transporte reverso do colesterol. Não é um marcador de atividade aterosclerótica, mas sim um fator de proteção. A banca o coloca como distrator porque o HDL baixo é um critério da síndrome metabólica, mas a questão pede o marcador de risco, não o protetor.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre colesterol total e LDL-colesterol. O colesterol total é o exame mais "popular", mas não discrimina a fração aterogênica. O LDL é o alvo primário. Lembre-se: na dúvida, o LDL é o vilão.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, associe: LDL = "Lixo" (deposita na artéria), HDL = "Herói" (remove colesterol). O LDL é o principal marcador de aterosclerose.