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Questão de Medicina — Gastroenterologia — Avança SP 2024

MedicinaGastroenterologia
Código
qg080779
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista (Gastroenterologista)
Um paciente de 60 anos, tabagista e com histórico de etilismo, apresenta disfagia progressiva há 3 meses. A endoscopia revela uma massa ulcerada no terço médio do esôfago. A investigação diagnóstica mais adequada é:
  1. ATomografia computadorizada de tórax e abdome para avaliar a extensão tumoral.
  2. BEndoscopia digestiva alta com biópsia para confirmar o diagnóstico.
  3. CUltrassom abdominal para verificar a presença de metástases hepáticas.
  4. DRessonância magnética nuclear para avaliar a invasão local e linfonodal.
  5. EEsofagograma com contraste para descartar outras causas de disfagia.
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GabaritoB — Endoscopia digestiva alta com biópsia para confirmar o diagnóstico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer de esôfago: diagnóstico e estadiamento

Gabarito: letra B. A investigação diagnóstica mais adequada diante de uma massa ulcerada no esôfago, com disfagia progressiva, é a endoscopia digestiva alta com biópsia, pois o diagnóstico definitivo de neoplasia exige confirmação histológica. A endoscopia é o exame preferido para o câncer de esôfago, permitindo visualização direta da lesão e coleta de material para exame anatomopatológico.

A disfagia progressiva em paciente tabagista e etilista é um quadro clássico de neoplasia esofágica. O carcinoma espinocelular (CCE) é o tipo mais comum no terço médio do esôfago e está fortemente associado ao tabagismo e ao etilismo. A apresentação clínica típica é a disfagia que progride de alimentos sólidos para líquidos em poucas semanas ou meses, frequentemente acompanhada de perda de peso. Nesse cenário, a endoscopia digestiva alta (EDA) é o exame complementar preferido, pois permite a visualização direta da lesão e a coleta de biópsias para confirmação histológica — o diagnóstico de câncer exige exame histológico do tumor primário.

A investigação da disfagia esofágica deve começar com a observação clínica, seguida pela seriografia do esôfago ou pela endoscopia digestiva alta. A escolha inicial depende das queixas: para alterações motoras e estenoses, o exame radiológico é indicado; para caracterizar alterações da mucosa e a causa de possível estenose, a endoscopia tem papel mais importante. No caso de suspeita de neoplasia, a endoscopia é superior, pois permite biópsia da lesão. A tomografia computadorizada (TC) de tórax e abdome é útil para o estadiamento, não para o diagnóstico inicial. A ultrassonografia endoscópica (USE) é o exame de escolha para avaliar a profundidade da invasão tumoral (estágio T) e linfonodos periesofágicos (estágio N), mas não substitui a biópsia. A TC com contraste e o PET-CT são úteis na detecção de doença metastática oculta, mas vêm após a confirmação diagnóstica.

A distinção crucial é entre diagnóstico e estadiamento. O diagnóstico exige histologia (biópsia por endoscopia). O estadiamento avalia a extensão da doença (TC, USE, PET-CT). A alternativa correta é a que responde à pergunta "investigação diagnóstica mais adequada", ou seja, a que confirma o diagnóstico. As demais alternativas são métodos de estadiamento ou exames complementares que não fornecem diagnóstico definitivo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre diagnóstico e estadiamento. O candidato pode ser tentado a escolher a TC de tórax e abdome (alternativa A) por ser um exame de imagem "completo", mas ela não confirma o diagnóstico — apenas avalia a extensão tumoral. O diagnóstico definitivo de câncer de esôfago só é possível com a biópsia obtida por endoscopia. Lembre-se: diagnóstico = histologia; estadiamento = imagem.

  1. 1Suspeita clínica (disfagia progressiva)
  2. 2Diagnóstico: EDA com biópsia
  3. 3Estadiamento: TC, USE, PET-CT
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A TC de tórax e abdome é um exame de estadiamento, não de diagnóstico. Ela avalia a extensão tumoral, a presença de linfonodos e metástases à distância, mas não fornece confirmação histológica. O diagnóstico de câncer de esôfago exige biópsia. A TC é útil após a confirmação diagnóstica para planejar o tratamento.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A endoscopia digestiva alta com biópsia é o exame preferido para o diagnóstico do câncer de esôfago. Ela permite a visualização direta da lesão ulcerada e a coleta de fragmentos para exame histológico, que é o padrão-ouro para confirmar a neoplasia. A disfagia progressiva em paciente tabagista e etilista é indicação formal de endoscopia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O ultrassom abdominal é um exame de imagem que pode detectar metástases hepáticas, mas não é o método diagnóstico inicial para uma massa esofágica. Ele não visualiza o esôfago e não fornece diagnóstico histológico. A investigação de metástases hepáticas é parte do estadiamento, que ocorre após a confirmação do diagnóstico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ressonância magnética nuclear não é o exame de escolha para avaliar invasão local e linfonodal no câncer de esôfago. O exame ideal para essa avaliação é a ultrassonografia endoscópica (USE), que fornece imagens detalhadas da profundidade da invasão na parede esofágica (estágio T) e da linfadenopatia periesofágica (estágio N). A RM tem papel limitado no estadiamento do câncer de esôfago.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O esofagograma com contraste (seriografia do esôfago) é um exame radiológico que pode detectar estenoses, anéis e problemas de motilidade, mas não é o método de escolha para o diagnóstico de uma massa ulcerada suspeita de neoplasia. Ele não permite biópsia e é menos sensível que a endoscopia para caracterizar lesões da mucosa. A endoscopia é superior para visualizar e biopsiar a lesão.

Gabarito: letra B

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