Em um programa de reabilitação pós-AVC (Acidente Vascular Cerebral), é abordagem mais eficaz para melhorar a independência funcional em atividades diárias:
ARestrição total de movimentos para evitar recorrências.
BTreinamento intensivo de marcha e equilíbrio.
CÊnfase exclusiva em terapia ocupacional.
DUso prolongado de dispositivos de assistência.
ETerapia farmacológica exclusiva.
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GabaritoB — Treinamento intensivo de marcha e equilíbrio.
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Reabilitação pós-AVC: treinamento intensivo de marcha e equilíbrio
Gabarito: letra B. A abordagem mais eficaz para melhorar a independência funcional em atividades diárias após um AVC é o treinamento intensivo de marcha e equilíbrio, pois a reabilitação motora com exercícios aeróbicos e de resistência melhora força, equilíbrio e mobilidade, elementos essenciais para a autonomia nas atividades de vida diária (AVDs). Essa conduta é respaldada por diretrizes de reabilitação neurológica e geriátrica, que preconizam a implementação de um plano de reabilitação fisioterápica intensa, especialmente nos primeiros seis meses, para atingir o melhor nível funcional possível.
A reabilitação pós-AVC é um processo complexo que visa restaurar a função e a independência do paciente. O AVC, ao causar déficits motores, sensitivos e cognitivos, compromete diretamente a capacidade de realizar atividades básicas e instrumentais da vida diária. O objetivo central da reabilitação é, portanto, promover a neuroplasticidade e a reaprendizagem motora, permitindo que o paciente recupere ao máximo suas funções. Nesse contexto, o treinamento de marcha e equilíbrio é fundamental, pois a deambulação independente é um dos principais preditores de independência funcional e qualidade de vida. Estudos demonstram que programas de reabilitação que incluem exercícios aeróbicos e de resistência melhoram significativamente a força, o equilíbrio e a mobilidade de pacientes incapacitados por AVC. A reabilitação deve ser intensiva, especialmente nos primeiros seis meses, e continuada para manter os ganhos e reduzir o risco de recorrência. A abordagem deve ser multidisciplinar, envolvendo fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e outros profissionais, mas o treinamento motor específico é o pilar central.
A reabilitação da marcha é particularmente crítica em idosos, que possuem menor reserva funcional e podem perder a capacidade de deambular rapidamente com períodos curtos de restrição ao leito. O treinamento de equilíbrio, por sua vez, é essencial para prevenir quedas, um dos principais eventos adversos que comprometem a independência e aumentam a morbimortalidade. A combinação de treinamento de marcha e equilíbrio, portanto, aborda diretamente os déficits que mais impactam a funcionalidade. Além disso, a reabilitação deve ser individualizada, considerando o grau de incapacidade (classificado pela escala de Rankin modificada), as comorbidades e os objetivos do paciente. A intensidade do treinamento deve ser progressiva e adaptada às capacidades do paciente, sempre visando à maior independência possível.
A alternativa correta, portanto, é a que preconiza o treinamento intensivo de marcha e equilíbrio, pois é a intervenção com maior evidência científica para melhorar a independência funcional. As demais alternativas apresentam abordagens inadequadas ou incompletas, que não refletem as melhores práticas em reabilitação pós-AVC. A restrição total de movimentos, por exemplo, é contraproducente, pois a imobilidade leva à perda de condicionamento motor e cardiorrespiratório, aumentando o risco de complicações. A ênfase exclusiva em terapia ocupacional, embora importante, não aborda diretamente os déficits de marcha e equilíbrio, que são fundamentais para a independência. O uso prolongado de dispositivos de assistência pode ser necessário em alguns casos, mas não deve substituir o treinamento ativo. A terapia farmacológica exclusiva, por fim, não é suficiente para promover a recuperação funcional, que depende essencialmente da reabilitação motora.
A pegadinha desta questão está em confundir a reabilitação com outras abordagens, como a prevenção de recorrências ou o uso de dispositivos de assistência. A banca explora a ideia de que "restrição total de movimentos" poderia evitar recorrências, mas isso é um erro conceitual, pois a imobilidade é prejudicial. Da mesma forma, a "ênfase exclusiva em terapia ocupacional" pode parecer uma boa opção, mas é incompleta, pois não aborda a marcha e o equilíbrio. O candidato deve lembrar que a reabilitação pós-AVC é um processo ativo e dinâmico, que exige treinamento motor específico e intensivo. A chave é identificar a alternativa que melhor representa a abordagem baseada em evidências para melhorar a independência funcional.
Reabilitação pós-AVC
1Objetivo
Independência funcional (AVDs)
Neuroplasticidade e reaprendizagem motora
2Pilar central
Treinamento intensivo de marcha e equilíbrio
Exercícios aeróbicos e de resistência
Força, equilíbrio e mobilidade
3Abordagens inadequadas
Restrição total de movimentos
Imobilidade → perda de condicionamento
Ênfase exclusiva em terapia ocupacional
Não aborda marcha e equilíbrio
Uso prolongado de dispositivos
Dependência, não treino ativo
Terapia farmacológica exclusiva
Não promove recuperação funcional
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A restrição total de movimentos é uma abordagem contraproducente e prejudicial. A imobilidade leva à perda de condicionamento motor e cardiorrespiratório, diminuição da massa muscular e aumento da deposição de gordura central, elevando o risco cardiovascular. Além disso, a restrição de movimentos não previne recorrências, que dependem do controle dos fatores de risco (hipertensão, diabetes, dislipidemia, etc.) e do uso de medicações adequadas. A reabilitação ativa é essencial para a recuperação funcional.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O treinamento intensivo de marcha e equilíbrio é a abordagem mais eficaz para melhorar a independência funcional em atividades diárias. Estudos demonstram que exercícios aeróbicos e de resistência melhoram força, equilíbrio e mobilidade. A reabilitação deve ser intensiva, especialmente nos primeiros seis meses, para atingir o melhor nível funcional possível. A deambulação independente é um dos principais preditores de independência funcional e qualidade de vida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A ênfase exclusiva em terapia ocupacional é incompleta. Embora a terapia ocupacional seja importante para treinar atividades específicas da vida diária, ela não aborda diretamente os déficits de marcha e equilíbrio, que são fundamentais para a independência. A reabilitação deve ser multidisciplinar, mas o treinamento motor específico (marcha e equilíbrio) é o pilar central.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O uso prolongado de dispositivos de assistência (bengala, andador, cadeira de rodas) pode ser necessário em alguns casos, mas não deve substituir o treinamento ativo. O uso excessivo de dispositivos pode levar à dependência e à perda de capacidade funcional. A reabilitação deve focar na recuperação da marcha e do equilíbrio, com o uso de dispositivos apenas como auxílio temporário.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A terapia farmacológica exclusiva é insuficiente para promover a recuperação funcional. Embora medicamentos sejam importantes para o controle dos fatores de risco e prevenção de recorrências, a reabilitação motora é essencial para a recuperação da função. A abordagem deve combinar tratamento farmacológico e reabilitação física.