Em idosos, é a principal recomendação nutricional para prevenir a sarcopenia e promover a saúde muscular:
ARestrição calórica rigorosa.
BAumento significativo do consumo de gorduras.
CIngestão adequada de proteínas.
DExclusão total de carboidratos.
ESuplementação exclusiva de fibras solúveis.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Ingestão adequada de proteínas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sarcopenia e nutrição no idoso
Gabarito: letra C. A ingestão adequada de proteínas é a principal recomendação nutricional para prevenir a sarcopenia e promover a saúde muscular no idoso, pois os aminoácidos são substratos essenciais para a síntese proteica muscular, que se encontra comprometida no envelhecimento. Essa orientação é amplamente respaldada por diretrizes de geriatria e nutrição, que recomendam ingestão proteica de 1,0 a 1,2 g/kg/dia para idosos saudáveis, podendo chegar a 1,5 g/kg/dia em situações de sarcopenia ou doença.
A sarcopenia é uma síndrome caracterizada pela perda progressiva e generalizada de massa e força muscular, associada a maior risco de quedas, fraturas, incapacidade e mortalidade. No idoso, diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento: redução da síntese proteica muscular (anabolismo), aumento da degradação proteica (catabolismo), resistência anabólica (menor resposta ao estímulo proteico), inflamação crônica de baixo grau, redução da atividade física e alterações hormonais. A nutrição desempenha papel central na prevenção e tratamento, sendo a proteína o nutriente-chave, pois fornece os aminoácidos necessários para estimular a síntese proteica muscular. Além da quantidade, a qualidade da proteína (rica em leucina, aminoácido que ativa a via mTOR) e a distribuição ao longo do dia (20-30 g por refeição) são aspectos importantes. A recomendação de proteína para idosos é maior do que para adultos jovens, justamente para compensar a resistência anabólica e o catabolismo aumentado.
A manutenção de uma nutrição adequada é essencial na prevenção de doenças e do declínio funcional, como destaca o material de apoio sobre o cuidado do paciente idoso. A desnutrição está claramente relacionada ao aumento da morbimortalidade e à perda de massa muscular, o que reforça a importância de uma ingestão proteica suficiente. No entanto, a recomendação não se limita à proteína: uma dieta equilibrada, com carboidratos complexos, gorduras insaturadas, vitaminas e minerais, é fundamental para a saúde global do idoso. A proteína, porém, é o nutriente com papel mais direto na preservação da massa muscular, pois fornece os blocos de construção para a síntese de novas proteínas musculares.
Na prática clínica, um idoso de 70 kg com sarcopenia deve ingerir cerca de 105 g de proteína por dia (1,5 g/kg), o que equivale, por exemplo, a um filé de frango (30 g de proteína), um ovo (6 g), um copo de leite (8 g) e uma porção de feijão (7 g) distribuídos ao longo das refeições. A distribuição uniforme é importante porque o músculo responde melhor a estímulos repetidos de aminoácidos do que a uma única grande refeição proteica. Além disso, a associação com exercícios de resistência (musculação) potencializa o efeito anabólico da proteína, sendo a combinação dieta + exercício a estratégia mais eficaz contra a sarcopenia.
A banca explora a confusão entre perda de peso e saúde muscular. Muitos candidatos associam "saúde" a "restrição calórica" ou "dieta low-carb", mas no contexto da sarcopenia o objetivo é preservar massa magra, não reduzir peso. A pegadinha está em oferecer opções extremas (exclusão total de carboidratos, suplementação exclusiva de fibras) que parecem "saudáveis" mas são inadequadas e até perigosas no idoso. O critério decisivo para acertar a questão é reconhecer que a proteína é o nutriente diretamente envolvido na síntese muscular, enquanto os demais macronutrientes têm papéis secundários ou até prejudiciais quando manipulados de forma radical.
Sarcopenia no idoso
1Fatores
Redução da síntese proteica
Aumento do catabolismo
Resistência anabólica
Inflamação crônica
Redução da atividade física
2Nutrição-chave
Proteínas (1,0–1,2 g/kg/dia)
Até 1,5 g/kg/dia na sarcopenia
Leucina ativa via mTOR
20–30 g por refeição
Dieta equilibrada
Carboidratos complexos
Gorduras insaturadas
Vitaminas e minerais
3Estratégia mais eficaz
Dieta + exercícios de resistência
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
A restrição calórica rigorosa é contraindicada em idosos, especialmente naqueles com sarcopenia ou risco de desnutrição. A perda de peso não intencional está associada a pior prognóstico, perda de massa muscular e aumento da mortalidade. Embora a restrição calórica seja estudada como estratégia de longevidade em modelos animais, não é recomendada como medida preventiva de sarcopenia, pois pode agravar a perda muscular. O foco deve ser a qualidade da dieta e a suficiência proteica, não a restrição energética.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O aumento significativo do consumo de gorduras não é recomendado para prevenir sarcopenia. Embora gorduras insaturadas (como as da dieta mediterrânea) sejam benéficas para a saúde cardiovascular, o excesso de gordura, especialmente saturada e trans, contribui para obesidade, inflamação e resistência à insulina, fatores que podem piorar a sarcopenia. A recomendação é manter uma ingestão moderada de gorduras (25-35% das calorias), priorizando fontes insaturadas, e não aumentar significativamente seu consumo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A ingestão adequada de proteínas é a principal recomendação nutricional para prevenir a sarcopenia e promover a saúde muscular no idoso. As proteínas fornecem aminoácidos essenciais, especialmente a leucina, que estimulam a síntese proteica muscular. A recomendação para idosos é de 1,0 a 1,2 g/kg/dia, podendo chegar a 1,5 g/kg/dia em casos de sarcopenia. A distribuição uniforme ao longo do dia (20-30 g por refeição) e a associação com exercícios de resistência potencializam o efeito anabólico. Essa orientação é consenso em diretrizes de geriatria e nutrição.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A exclusão total de carboidratos é uma medida extrema e prejudicial. Os carboidratos são a principal fonte de energia do organismo, e sua exclusão total pode levar a hipoglicemia, fraqueza, fadiga e perda de massa muscular, pois o corpo passa a utilizar proteínas como fonte energética. Além disso, carboidratos complexos (integrais, frutas, legumes) fornecem fibras, vitaminas e minerais essenciais. A recomendação é manter uma ingestão equilibrada de carboidratos, priorizando os de baixo índice glicêmico.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A suplementação exclusiva de fibras solúveis não tem relação direta com a prevenção da sarcopenia. As fibras são importantes para a saúde intestinal, controle glicêmico e saciedade, mas não fornecem aminoácidos para a síntese muscular. Uma dieta exclusiva em fibras seria deficiente em proteínas, calorias e outros nutrientes essenciais, levando à desnutrição e agravamento da perda muscular. A fibra deve fazer parte de uma dieta equilibrada, mas não é o nutriente-chave para a saúde muscular.
Gabarito: letra C — a ingestão adequada de proteínas é a principal recomendação nutricional para prevenir a sarcopenia e promover a saúde muscular no idoso.