É o componente essencial de um programa de reabilitação geriátrica para melhorar a força muscular, a mobilidade e a funcionalidade em idosos:
ATerapia com medicamentos específicos.
BRepouso prolongado para evitar lesões.
CExercícios físicos regulares e supervisionados.
DSuplementação exclusiva de vitaminas e minerais.
ETécnicas de relaxamento e meditação.
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GabaritoC — Exercícios físicos regulares e supervisionados.
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Reabilitação geriátrica: o papel central do exercício físico
Gabarito: letra C. O componente essencial de um programa de reabilitação geriátrica para melhorar força muscular, mobilidade e funcionalidade em idosos são os exercícios físicos regulares e supervisionados. A literatura geriátrica é consistente: o treinamento resistido e o exercício físico em geral são a intervenção de maior impacto sobre esses desfechos, enquanto medicamentos, repouso, suplementos ou técnicas de relaxamento têm papéis coadjuvantes ou até deletérios.
A reabilitação geriátrica parte de um princípio fisiológico: o envelhecimento cursa com sarcopenia (perda progressiva de massa e força muscular) e declínio funcional. O exercício físico atua diretamente na reversão desse processo, promovendo hipertrofia, ganho de força, melhora do equilíbrio e da marcha, e consequentemente maior independência nas atividades de vida diária. O material de apoio destaca que "os componentes de força muscular e flexibilidade são muito importantes em um programa de exercícios para a terceira idade", e que "os exercícios resistidos devem fazer parte do programa de atividade física para idosos", com recomendações específicas de séries, repetições e frequência. Essa é a base científica que sustenta a alternativa C.
A razão pela qual o exercício é "essencial" e as demais opções não: medicamentos podem tratar comorbidades, mas não revertem a sarcopenia; repouso prolongado acelera o descondicionamento e a fragilidade; suplementação isolada de vitaminas e minerais não gera ganho de força sem estímulo mecânico; e técnicas de relaxamento, embora úteis para ansiedade, não produzem os efeitos musculares e funcionais do exercício. A reabilitação geriátrica é, por definição, um programa multicomponente, mas o exercício físico é o pilar que sustenta os ganhos de força, mobilidade e funcionalidade.
Na prática, um programa bem estruturado inclui exercícios resistidos (com bandas elásticas, pesos livres ou o próprio peso corporal), exercícios de equilíbrio e alongamento, sempre com supervisão profissional para garantir segurança e progressão adequada. A supervisão é crucial para evitar quedas e lesões, especialmente em idosos frágeis. A banca explora exatamente essa distinção: o que é essencial (exercício) versus o que é complementar ou inadequado (as demais opções).
Reabilitação geriátrica
1Componente essencial
Exercícios físicos regulares e supervisionados
Força muscular
Mobilidade
Funcionalidade
2Papel coadjuvante
Medicamentos (tratam comorbidades)
Suplementação (saúde óssea)
Relaxamento/meditação (ansiedade)
3Contraindicado
Repouso prolongado
Descondicionamento
Risco de quedas
Declínio funcional
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A terapia com medicamentos específicos pode ser necessária para tratar doenças de base (como osteoporose, diabetes ou hipertensão), mas não é o componente essencial para melhorar força muscular, mobilidade e funcionalidade. Medicamentos não revertem a sarcopenia e podem até contribuir para a fragilidade quando há polifarmácia. O erro está em confundir tratamento farmacológico de comorbidades com reabilitação funcional.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O repouso prolongado é contraindicado na reabilitação geriátrica. O imobilismo acelera o descondicionamento muscular, aumenta o risco de quedas, trombose venosa, úlceras de pressão e declínio funcional. A literatura é clara: o repouso prolongado piora o prognóstico funcional do idoso, enquanto a mobilização precoce e o exercício são as estratégias recomendadas.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Os exercícios físicos regulares e supervisionados são o componente essencial da reabilitação geriátrica. Eles melhoram força muscular (por meio do treinamento resistido), mobilidade (equilíbrio, marcha, amplitude de movimento) e funcionalidade (capacidade de realizar atividades de vida diária). A supervisão garante segurança, progressão adequada e adesão. O material de apoio confirma: "A prática de atividade física pode quebrar esse ciclo negativo, gerando maior aptidão musculoesquelética, promovendo um estilo de vida independente".
Alternativa D — ❌ Incorreta
A suplementação exclusiva de vitaminas e minerais não é suficiente para melhorar força muscular e funcionalidade. Embora nutrientes como vitamina D e cálcio sejam importantes para a saúde óssea, a suplementação isolada não produz ganho de massa muscular sem o estímulo do exercício. O erro está em superestimar o papel da suplementação e ignorar o exercício como pilar da reabilitação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Técnicas de relaxamento e meditação podem auxiliar no manejo de ansiedade, estresse e qualidade do sono, mas não são o componente essencial para melhorar força muscular, mobilidade e funcionalidade. Elas não geram estímulo mecânico suficiente para promover hipertrofia ou ganho de força. São complementares, não essenciais.
Gabarito: letra C — exercícios físicos regulares e supervisionados são o componente essencial da reabilitação geriátrica para melhorar força, mobilidade e funcionalidade em idosos.