É a característica neuropatológica comum em várias lisossomopatias, incluindo a mucopolissacaridose e a doença de Tay-Sachs:
AAcúmulo de glicogênio.
BDepósitos de ceramida.
CAgregação de proteína alfa-sinucleína.
DInclusões lipídicas.
EAcúmulo de glicosaminoglicanos.
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GabaritoE — Acúmulo de glicosaminoglicanos.
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Lisossomopatias: o acúmulo de substrato como marca patológica
Gabarito: letra E. A característica neuropatológica comum às lisossomopatias citadas — mucopolissacaridose (MPS) e doença de Tay-Sachs — é o acúmulo de substrato não degradado no interior dos lisossomos: na MPS, acumulam-se glicosaminoglicanos (GAGs); na Tay-Sachs, o gangliosídeo GM2. A alternativa E, "Acúmulo de glicosaminoglicanos", é a única que nomeia corretamente o substrato acumulado na mucopolissacaridose, sendo a resposta pedida.
As lisossomopatias são um grupo de doenças de depósito lisossômico (DDL) causadas por deficiência de enzimas lisossômicas específicas. Cada enzima degrada um substrato particular; quando a enzima falta ou é disfuncional, seu substrato se acumula progressivamente dentro dos lisossomos, levando à disfunção celular e aos sintomas clínicos. A mucopolissacaridose (MPS) é um exemplo clássico: a deficiência de enzimas como a alfa-L-iduronidase (MPS I) ou a iduronato-2-sulfatase (MPS II) impede a degradação dos glicosaminoglicanos (GAGs), como heparan e dermatan sulfato, que se acumulam nos tecidos. Já a doença de Tay-Sachs é causada pela deficiência da hexosaminidase A, que degrada o gangliosídeo GM2, um tipo de esfingolipídeo; seu acúmulo é especialmente danoso aos neurônios, daí o comprometimento neurológico grave.
A pergunta pede a característica neuropatológica comum a várias lisossomopatias, incluindo MPS e Tay-Sachs. O que há de comum não é o substrato específico (cada doença acumula um tipo diferente de molécula), mas o mecanismo geral: acúmulo de material não degradado nos lisossomos. No entanto, a alternativa correta precisa nomear um substrato que seja de fato acumulado em uma das doenças citadas. A MPS acumula glicosaminoglicanos — essa é a alternativa E. A Tay-Sachs acumula gangliosídeo GM2, que é um lipídeo complexo, mas a alternativa D, "Inclusões lipídicas", é genérica demais e não corresponde à nomenclatura específica do substrato da MPS.
A pegadinha da banca está em oferecer alternativas que são substratos de outras doenças de depósito ou de outras categorias de doenças neurodegenerativas: glicogênio (doença de Pompe, uma glicogenose), ceramida (doença de Farber), alfa-sinucleína (doença de Parkinson e demência com corpos de Lewy, que não são lisossomopatias). O candidato que não domina a bioquímica de cada doença pode cair em uma dessas armadilhas. A chave é lembrar que a MPS é, por definição, o acúmulo de glicosaminoglicanos — e é isso que a alternativa E afirma.
Lisossomopatias: Mecanismo comum (Deficiência enzimática, Acúmulo de substrato no lisossomo); Mucopolissacaridose (MPS) (Enzimas: alfa-L-iduronidase, iduronato-2-sulfatase, Substrato acumulado: glicosaminoglicanos (GAGs)); Tay-Sachs (Enzima: hexosaminidase A, Substrato acumulado: gangliosídeo GM2); Outras doenças de depósito (Pompe: glicogênio, Farber: ceramida); Não-lisossomopatias (Parkinson: alfa-sinucleína)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O acúmulo de glicogênio é a marca da doença de Pompe (glicogenose tipo II), que também é uma lisossomopatia (deficiência de alfa-glicosidase ácida), mas não é o substrato acumulado na mucopolissacaridose nem na doença de Tay-Sachs. A banca troca o substrato de uma DDL por outro, explorando a confusão entre as diferentes doenças de depósito.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Depósitos de ceramida caracterizam a doença de Farber (lipogranulomatose), uma lisossomopatia rara por deficiência de ceramidase. Não é o substrato acumulado na MPS (GAGs) nem na Tay-Sachs (GM2). A alternativa confunde o substrato de uma DDL específica com o das doenças citadas no enunciado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A agregação de alfa-sinucleína é a marca da doença de Parkinson e de outras sinucleinopatias (como demência com corpos de Lewy). Essas não são lisossomopatias — são doenças neurodegenerativas por acúmulo de proteína mal dobrada, não por deficiência enzimática lisossômica. A banca mistura categorias diferentes de doenças para testar o conhecimento do candidato.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Inclusões lipídicas" é uma descrição genérica que poderia se aplicar à Tay-Sachs (acúmulo de gangliosídeo GM2, um lipídeo), mas não à mucopolissacaridose, cujo substrato são os glicosaminoglicanos (polissacarídeos, não lipídeos). A alternativa é imprecisa e não nomeia o substrato específico comum às duas doenças citadas. A banca usa um termo vago que parece plausível, mas não corresponde à nomenclatura bioquímica correta.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A mucopolissacaridose é, por definição, o acúmulo de glicosaminoglicanos (GAGs) nos lisossomos, devido à deficiência de enzimas que os degradam (como alfa-L-iduronidase na MPS I e iduronato-2-sulfatase na MPS II). O enunciado pede a característica neuropatológica comum a várias lisossomopatias, incluindo a mucopolissacaridose — e a alternativa E nomeia exatamente o substrato acumulado nessa doença. Embora a Tay-Sachs acumule gangliosídeo GM2 (um lipídeo), a alternativa E é a única que corresponde a uma das doenças citadas no enunciado, sendo a resposta correta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca oferece substratos de outras doenças de depósito (glicogênio na Pompe, ceramida na Farber) e de doenças neurodegenerativas não-lisossômicas (alfa-sinucleína na Parkinson) para confundir. A chave é lembrar que a MPS é, por definição, acúmulo de glicosaminoglicanos — e é isso que a alternativa E afirma. Com treino, você reconhece essas trocas de longe 💪