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Questão de Medicina — Neurologia — Avança SP 2024

MedicinaNeurologia
Código
qg080861
Banca
Avança SP
Órgão
FSPSS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista (Neurologista Infantil)
É o principal fator de risco para o desenvolvimento de epilepsia em lactentes e crianças:
  1. ANeoplasias.
  2. BPrematuridade.
  3. CInfecções do sistema nervoso central.
  4. DDistúrbios metabólicos.
  5. ETraumatismo craniano.
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GabaritoB — Prematuridade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Epilepsia na infância: fatores de risco

Gabarito: letra B (Prematuridade). A prematuridade é reconhecida como o principal fator de risco para o desenvolvimento de epilepsia em lactentes e crianças, superando neoplasias, infecções do SNC, distúrbios metabólicos e traumatismo craniano nessa faixa etária. Essa associação decorre da vulnerabilidade do cérebro imaturo do prematuro a lesões como hemorragia intraventricular e leucomalácia periventricular, que criam substrato epileptogênico.

A epilepsia é uma doença cerebral caracterizada por predisposição sustentada a gerar crises epilépticas, com consequências neurobiológicas, cognitivas e psicossociais. Na infância, sua incidência é maior, principalmente devido a lesões perinatais, infecções e fatores genéticos. A prematuridade se destaca porque o cérebro do recém-nascido pré-termo está em pleno desenvolvimento e é particularmente suscetível a agressões hipóxico-isquêmicas e hemorrágicas, que podem deixar sequelas estruturais epileptogênicas.

A literatura médica é consistente ao apontar a prematuridade como o fator de risco mais forte e prevalente para epilepsia na população pediátrica. Estudos de coorte mostram que o risco de epilepsia é inversamente proporcional à idade gestacional: quanto mais prematuro, maior o risco. Isso se deve à imaturidade da migração neuronal, à fragilidade vascular da matriz germinativa e à maior susceptibilidade a infecções e distúrbios metabólicos no período neonatal.

É importante distinguir os fatores de risco para epilepsia na infância daqueles mais relevantes em outras faixas etárias. Enquanto na criança a prematuridade e as lesões perinatais predominam, no adulto jovem o traumatismo cranioencefálico ganha importância, e no idoso as doenças cerebrovasculares e os tumores são as principais causas. Essa distribuição etária é um conceito-chave que a banca explora.

A pegadinha desta questão está em considerar as infecções do SNC ou o traumatismo craniano como principais fatores de risco, quando, na verdade, são causas importantes, mas não lideram o ranking na faixa etária pediátrica. O candidato que não domina a epidemiologia da epilepsia infantil tende a escolher uma alternativa que parece plausível, mas não é a mais correta.

Guarde a hierarquia dos fatores de risco por faixa etária: na infância, prematuridade e lesões perinatais; no adulto, TCE e infecções; no idoso, AVC e tumores. É exatamente essa distribuição que separa as alternativas desta questão.

1Lactentes e crianças
Prematuridade (principal)
Lesões perinatais
2Adulto jovem
Traumatismo craniano
Infecções do SNC
3Idoso
AVC
Tumores
Fatores de risco de epilepsia por faixa etária
LEVELsoulevel.com.br
Fatores de risco de epilepsia por faixa etária: Lactentes e crianças (Prematuridade (principal), Lesões perinatais); Adulto jovem (Traumatismo craniano, Infecções do SNC); Idoso (AVC, Tumores)

Alternativa A — ❌ Incorreta

As neoplasias são causa de epilepsia, mas não são o principal fator de risco em lactentes e crianças. Tumores cerebrais respondem por cerca de 10% das epilepsias de início após os 20 anos e 20% após os 40 anos, sendo menos frequentes na infância. Na criança, as neoplasias são uma causa menos comum quando comparadas à prematuridade.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A prematuridade é o principal fator de risco para epilepsia em lactentes e crianças. O cérebro imaturo do prematuro é vulnerável a lesões como hemorragia intraventricular e leucomalácia periventricular, que criam substrato epileptogênico. Estudos epidemiológicos confirmam que o risco de epilepsia aumenta com a prematuridade, sendo esta a causa mais prevalente na faixa etária pediátrica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As infecções do sistema nervoso central são causa importante de epilepsia, especialmente em países em desenvolvimento, onde a neurocisticercose é relevante. No entanto, não são o principal fator de risco em lactentes e crianças, ficando atrás da prematuridade. As infecções congênitas e as meningoencefalites podem causar epilepsia, mas com menor prevalência que a prematuridade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Os distúrbios metabólicos são causa de epilepsia, especialmente em síndromes específicas como a fenilcetonúria, que pode cursar com espasmos infantis. Contudo, não são o principal fator de risco na população pediátrica geral. As causas metabólicas são menos prevalentes que a prematuridade e as lesões perinatais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O traumatismo craniano é causa de epilepsia, especialmente em adultos jovens, mas não é o principal fator de risco em lactentes e crianças. Na infância, o TCE é menos prevalente que a prematuridade como causa de epilepsia. Embora o trauma craniano violento seja uma preocupação em lactentes, sua contribuição para a carga total de epilepsia pediátrica é menor.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os fatores de risco mais comuns em diferentes faixas etárias. O candidato que pensa em causas gerais de epilepsia (TCE, infecções) pode escolher uma alternativa incorreta, esquecendo que, em lactentes e crianças, a prematuridade é o fator dominante. Lembre-se: na infância, o cérebro imaturo é o cenário principal, e a prematuridade é o maior vilão.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de fatores de risco em epilepsia, monte um mapa mental por faixa etária: criança → prematuridade/lesões perinatais; adulto jovem → TCE; idoso → AVC/tumores. Essa distribuição é a chave para acertar questões que pedem o principal fator de risco em um grupo específico.

Gabarito: letra B

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