Pré-requisito - Cirurgia Geral - Programa Avançado
Na abordagem cirúrgica minimamente invasiva para tratamento de varizes por meio de escleroterapia com espuma densa, o método consiste em:
AInjeção de espuma esclerosante com compressão elástica contínua apenas em telangiectasias.
BInjeção de solução hipertônica diretamente em microvarizes sem auxílio de ultrassonografia.
CAplicação de laser transdérmico associado à espuma esclerosante em veias superficiais.
DUso de glicose hipertônica associada a solução anestésica em veias safenas dilatadas.
EInjeção de espuma esclerosante sob controle ultrassonográfico para veias calibrosas.
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GabaritoE — Injeção de espuma esclerosante sob controle ultrassonográfico para veias calibrosas.
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Escleroterapia com espuma densa para varizes
Gabarito: letra E. A escleroterapia com espuma densa é uma técnica minimamente invasiva que consiste na injeção de espuma esclerosante sob controle ultrassonográfico, indicada principalmente para veias calibrosas, como safenas incompetentes e varizes de grosso calibre. O controle por ultrassom é essencial para guiar a injeção, evitar extravasamento e monitorar a dispersão da espuma, garantindo eficácia e segurança.
A escleroterapia é um procedimento que utiliza agentes esclerosantes — substâncias lesivas ao endotélio venoso — para obliterar veias varicosas. A técnica com espuma densa, em particular, é uma evolução da escleroterapia líquida: o agente esclerosante é misturado a um gás (geralmente ar ambiente ou CO₂) para formar uma espuma que desloca o sangue do vaso e aumenta o contato do esclerosante com a parede venosa, potencializando o efeito. Essa modalidade é especialmente útil para veias de maior calibre, onde a forma líquida se diluiria rapidamente no sangue e perderia eficácia.
O uso do ultrassom no procedimento é um diferencial crucial. Diferentemente da escleroterapia convencional para telangiectasias e microvarizes, que pode ser feita a olho nu, a espuma densa em veias calibrosas exige visualização em tempo real. O ultrassom permite ao médico: (1) identificar com precisão o trajeto venoso e os pontos de refluxo; (2) posicionar a agulha corretamente dentro da veia-alvo; (3) observar a dispersão da espuma e evitar que ela atinja o sistema venoso profundo, o que poderia causar complicações como trombose venosa profunda ou embolia gasosa; e (4) avaliar a eficácia imediata do procedimento.
A indicação da escleroterapia abrange um espectro de apresentações clínicas. Conforme o material de apoio, a escleroterapia por injeção de substâncias lesivas ao endotélio está indicada para pacientes com veias varicosas reticulares, telangiectasias e veias safenas incompetentes, sendo efetiva tanto para sintomas quanto para fins estéticos. Também pode ser realizada em veias varicosas de origem pélvica, veias varicosas próximas a úlceras de membros inferiores, veias varicosas tributárias, veias perfurantes incompetentes ou malformações venosas. Os agentes esclerosantes mais comuns incluem polidocanol, tetradecilsulfato de sódio e glicose hipertônica a 50 ou 75%.
A escolha entre escleroterapia e cirurgia convencional depende do calibre das veias. Para trajetos varicosos maiores que 3 mm, a cirurgia oferece benefício estético superior, pois a escleroterapia em veias de grande calibre pode provocar hiperpigmentação da pele pela tromboflebite química resultante. No entanto, a escleroterapia com espuma densa, quando bem indicada e executada sob controle ultrassonográfico, tem se consolidado como alternativa eficaz e menos invasiva para muitos casos de veias calibrosas, especialmente quando a preservação da safena é desejável.
A pegadinha central desta questão está na distinção entre as diferentes técnicas de escleroterapia e seus alvos. A banca explora a confusão entre: (a) escleroterapia líquida para telangiectasias/microvarizes (sem necessidade de ultrassom); (b) escleroterapia com espuma densa para veias calibrosas (com ultrassom obrigatório); e (c) outras modalidades como laser ou cirurgia. O candidato que não domina essa gradação tende a marcar alternativas que misturam elementos de técnicas diferentes. Guarde o critério: quanto maior o calibre da veia, maior a necessidade de controle ultrassonográfico e de técnicas mais potentes como a espuma densa.
Escleroterapia: Líquida (Telangiectasias/microvarizes, Sem ultrassom); Espuma densa (Veias calibrosas/safenas, Com ultrassom obrigatório); Agentes esclerosantes (Polidocanol, Tetradecilsulfato de sódio, Glicose hipertônica)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a escleroterapia com espuma densa é usada "apenas em telangiectasias". Erro duplo: (1) telangiectasias são vasos capilares dilatados, tratados preferencialmente com escleroterapia líquida ou laser, não com espuma densa; (2) a espuma densa é indicada justamente para veias de maior calibre, como safenas incompetentes e varizes calibrosas. A alternativa inverte a indicação da técnica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Menciona "solução hipertônica diretamente em microvarizes sem auxílio de ultrassonografia". Embora a escleroterapia líquida com solução hipertônica (como glicose hipertônica) possa ser usada em microvarizes, a questão trata especificamente da espuma densa, que é uma técnica distinta. Além disso, a ausência de ultrassom é inadequada para veias calibrosas, que é o contexto da espuma densa. A alternativa mistura a técnica líquida com a indicação errada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Propõe "laser transdérmico associado à espuma esclerosante". O laser transdérmico (ou endovenoso) é uma modalidade terapêutica separada para varizes, que utiliza energia térmica para ocluir a veia, e não é tipicamente associado à espuma esclerosante na mesma sessão. A alternativa combina duas técnicas distintas sem fundamento na prática padrão descrita.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Cita "glicose hipertônica associada a solução anestésica em veias safenas dilatadas". A glicose hipertônica é um agente esclerosante líquido, mas a associação com solução anestésica não é o método descrito para espuma densa. Além disso, para veias safenas dilatadas, a técnica preferencial é a espuma densa sob controle ultrassonográfico, não a injeção de glicose hipertônica isolada. A alternativa descreve uma prática inadequada para o contexto.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente o método: "injeção de espuma esclerosante sob controle ultrassonográfico para veias calibrosas". A espuma densa é preparada pela mistura do agente esclerosante com gás, e sua injeção em veias de grosso calibre (como safenas incompetentes) requer o ultrassom para guiar o procedimento, garantir a precisão e evitar complicações. Esta é a definição correta da técnica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as técnicas de escleroterapia e seus alvos. O candidato que memoriza apenas "escleroterapia = injeção de esclerosante" tende a marcar alternativas que misturam elementos de técnicas diferentes (líquida × espuma, telangiectasias × veias calibrosas, com × sem ultrassom). A chave é associar a espuma densa ao controle ultrassonográfico e às veias de maior calibre.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre varizes, monte um esquema mental: telangiectasias/microvarizes → escleroterapia líquida ou laser; veias reticulares → escleroterapia líquida ou espuma; veias calibrosas/safenas → espuma densa com ultrassom ou cirurgia. Associe o calibre da veia à necessidade de controle por imagem.